Hong Kong | Mais de 500 pessoas detidas desde o início dos protestos

A polícia de Hong Kong deteve mais de 500 pessoas desde que começaram os protestos contra a lei da extradição na região vizinha, noticiou hoje o South China Morning Post. Além disso, foram também lançadas mais de mil rodadas de gás lacrimogéneo. Esta tarde foi lançado mais gás lacrimogéneo contra os manifestantes em várias zonas da cidade, tendo sido detidas em Tin Shui Wai mais 82 pessoas. Os participantes nas manifestações bloquearam as zonas de Harcourt Road, Nathan Road e Lung Chung no primeiro dia de uma greve agendada para esta segunda-feira e que já levou à suspensão de serviços no metro e aeroporto internacional de Hong Kong.

A agência noticiosa Xinhua publicou um comentário intitulado “A linha de fundo em Hong Kong não constitui um desafio”, referindo-se à manutenção do princípio “Um País, Dois Sistemas”, que desde 1997 tem sido a base de governação do território.

“A escalada de violência levada a cabo por radicais e instigada por mentes que se escondem nos bastidores desde meados de Junho tem minado severamente a governação baseada na lei e a ordem social em Hong Kong, tendo um impacto negativo na economia local e no modo de vida das pessoas, danificando também a imagem da região”, lê-se no comentário.

“Desde o regresso de Hong Kong à pátria que o Governo Central tem afirmado repetidamente que vai garantir que o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ se mantém inalterado e que se aplica totalmente sem qualquer distorção ou alteração”, acrescenta-se.

O mesmo comentário hoje publicado volta a fazer referencias a alegadas interferências estrangeiras na actual situação política do território. “Qualquer tentativa de colocar em perigo a soberania e segurança da China, ou de desafiar a autoridade do Governo Central, a santidade da Lei Básica de Hong Kong ou de usar Hong Kong como um canal de infiltração e sabotagem contra a China continental é um acto que ultrapassa os limites e que não é de todo permitido”, remata.

No texto lê-se ainda que “existe a confiança de que Hong Kong vai enfrentar todos estes desafios e dificuldades e avançar na prática do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’”.

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