Bailado| La Scala de Milão traz “Giselle” a Macau

O grande auditório do Centro Cultural de Macau apresenta, entre sexta-feira e domingo, “Giselle” pela Companhia de Ballet do Teatro La Scala de Milão. O espectáculo marca a estreia da companhia italiana em Macau para apresentar um clássico do ballet romântico

Giselle” sobe ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Macau entre a próxima sexta-feira e domingo pela mão da Companhia de Ballet do Teatro La Scala de Milão.

É a primeira vez que a companhia de renome internacional vem a Macau, o motivo é a apresentação de “Giselle”, um ballet romântico em dois actos.

A coreografia que acompanha a composição do francês Adolphe Charles Adam é uma das referências do ballet parisiense do século XIX. A primeira vez que subiu ao palco da Ópera Nacional de Paris corria o ano de 1841. Com popularidade crescente, “Giselle” passou a conquistar os palcos do mundo e foi produzida por grande parte das companhias europeias, russas e mesmo dos Estados Unidos.

“Giselle” conta, numa primeira acepção, a história de uma camponesa que acaba por morrer depois de descobrir que “o seu amado estava comprometido com outra mulher”. Esta é a história do primeiro acto da coreografia. “É também o acto que traz o lado real da produção, um lado com luz e ligado ao quotidiano”, referiu ontem o director da Companhia de Ballet Teatro La Scala , Frédéric Olvieri em conferência de imprensa. Mas o espectáculo “desenrola-se entre a luz e a escuridão”, acrescentou. A camponesa morre a junta-se a um grupo de fadas que vivem numa floresta. É aqui que acontece “o grande acto de amor e de perdão”, apontou o director da companhia. “Giselle” salva o amado das garras de espíritos vingativos numa acção que acontece antes do nascer do sol.

Este segundo acto, vai ser apresentado na penumbra, no mundo do fantástico. É também o momento em que as qualidades dos bailarinos se podem constatar, considerou Olivieri.

“É no segundo acto que a companhia mostra a sua excelência enquanto grupo”, sublinhou.

Para o director, a abertura deste acto é, talvez o momento mais “bonito, com a visão que apresenta do grupo em palco”, apontou.

A composição, de autoria do francês Adolphe Charles Adam, vai ser interpretada pela Orquestra de Macau sob a batuta do maestro David Coleman.

Paralelamente ao espectáculo, o CCM organiza um workshop para “desvendar alguns segredos e técnicas básicas do Ballet do Teatro alla Scala”, refere a organização. A actividade vai ser orientada por profissionais da companhia italiana e dá “aos participantes uma oportunidade de descobrir e ensaiar os passos de dança que mais tarde vão poder ver em palco”, acrescenta a mesma fonte.

Rumo à china

Depois de Macau, a companhia segue para Xi´an, Tianjin e Xangai onde vai apresentar “Giselle” e também “D. Quixote”.

Já com experiência na China, Olivieri nota diferenças nas performances dos bailarinos do continente e do ocidente que advêm das próprias culturas, apontou. Contudo, na óptica do director, os profissionais do continente são “fantásticos quer no que respeita à técnica como à forma de se expressarem artisticamente”. Para o responsável do Ballet do La Scala, “na China há bailarinos fantásticos, o que significa que a formação é de muito boa qualidade, tanto no ballet clássico como contemporâneo”, sublinhou.

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