Rival chinês da Tesla prepara-se para entrar em Wall Street

O construtor automóvel chinês NIO, especializado em viaturas elétricas sofisticadas, prepara a sua entrada na bolsa de valores de Nova Iorque, onde pretende emitir títulos no valor de 1,8 mil milhões de dólares.

O pedido da ‘startup’ chinesa ao regulador bolsista dos Estados Unidos para ser cotada em Wall Street, surge numa altura em que o presidente executivo da Tesla, Elon Musk, colocou a hipótese de retirar a empresa do mercado bolsita.

Os chineses pretendem desafiar abertamente a Tesla, ao anunciar a intenção de comercializar veículos elétricos já em 2020, nos Estados Unidos.

A NIO vendeu o seu primeiro veículo em dezembro passado, três anos depois da sua criação, e informou ter entregado até ao final de junho 481 unidades do primeiro modelo produzido em massa – um 4×4 elétrico. O número de encomendas é superior a 17 mil veículos.

Segundo as informações disponíveis, a ‘startup’ teve um volume de negócios de sete milhões de dólares, no primeiro semestre, e prejuízos superiores a 500 milhões de dólares.

A China tem o maior mercado mundial de automóveis e regista uma ‘explosão’ de vendas nos veículos híbridos e elétricos graças às generosas subvenções das autoridades, o que também tem impulsionado o aparecimento de ‘startups’ a disputar o negócio.

As vendas dos carros menos poluentes subiram 53% no ano passado, para um total de 780 mil unidades, num mercado total de quase 29 milhões de veículos vendidos.

Entretanto, no estado norte-americano da Califórnia, a Tesla está a formar um comité especial para avaliar as propostas para fechar o capital da empresa.

Na rede social Twitter, Musk referiu no passado dia 07 que tinha “financiamento garantido” para comprar cada ação a 420 dólares.

O CEO referiu que a informação tinha sido divulgada depois de uma reunião com o Fundo Público de Investimento da Arábia Saudita.

As ações da empresa subiram 11% num dia, aumentando o valor da Tesla em seis mil milhões de dólares, o que levou já à instauração de processos por alegadas violações de regras do mercado.

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