Poemas de Pedro Tamen reunidos no livro “Retábulo das Memórias”

Toda a poesia de Pedro Tamen publicada entre 1956 e 2013 está reunida em “Retábulo das Memórias”, volume editado pela Imprensa Nacional na sua colecção Plural, em Portugal .

A poesia de Pedro Tamen “é agora completamente reunida”, neste volume de mil páginas, lê-se num curto texto na contracapa, referindo que o poeta está traduzido em 14 línguas. “Poema para Todos os Dias” (1956) abre o volume que integra os 19 livros publicados pelo poeta nascido há 83 anos em Lisboa, e inclui ainda “Esparsos”, vários poemas publicados soltos, designadamente em revistas como a Colóquio/Letras ou em livros de homenagem a poetas, casos de Jorge de Sena e Ana Hatherly.

Entre eles encontram-se “Verdes Anos” (1963), escrito para a composição homónima de Carlos Paredes, “Cesário” (1986), “Deverá, senhores, pensar-se” (1990), ou “Menina de Timor” (1999), que dedica à ex-primeira-ministra Maria de Lourdes Pintasilgo.

“Esparsos” reúne 42 poemas e, além de “Verdes Anos”, que foi gravado por Teresa Paula Brito, inclui “Um Fado: Palavras Minhas, que José Luís Tinoco musicou e Carlos do Carmo gravou, e “É Dia”, também musicado por Tinoco, gravado por Teresa Silva Carvalho, e ainda “Fontes”, que Tamen escreveu para figurar num painel de cerâmica de Francisco Relógio para um snack-bar em Lisboa, entre outros.

“Retábulo das Memórias” inclui ainda a bibliografia de Pedro Tamen, dividida em livros de poesia publicados, antologias e livros publicados no estrangeiro.

Uma vida de prémios

O autor, que é também tradutor e crítico literário, licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa e dirigiu editorialmente, com António Alçada Baptista, de 1958 a 1975, a editora Moraes.

De 1975 até 2000 foi vogal do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, cargo que acumulou durante três anos, de 1987 a 1990, com a presidência do P.E.N. Clube Português.

Literariamente, Pedro Tamen foi distinguido com o Prémio D. Diniz/Casa de Mateus, em 1981, o Grande Prémio de Tradução Literária, em 1990, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, em 1991, o Prémio Bordallo, da Casa da Imprensa, em 2000, e no ano seguinte, o Prémio P.E.N. de Poesia, em 2001.

O poeta recebeu ainda o Prémio Luís Nava, em 2006, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, em 2010, e o Prémio Literário Casino da Póvoa, no ano seguinte.

Em 1993, o Governo português condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. A colecção Plural, reactivada há três anos pela Imprensa Nacional, foi criada pelo escritor Vasco Graça Moura, em 1992, quando esteve à frente da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

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