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Transformar Macau num palco de exibição de artes marciais é o objectivo de mais uma edição do “Encontro de Mestres de Wushu” que decorre entre 3 e 5 de Agosto. Além de juntar os melhores praticantes desta arte, o evento pretende promover a cultura ancestral junto de residentes e turistas

 

Eles tanto voam como meditam em movimentos lentos. A gravidade parece ser irrelevante para os praticantes de Wushu, também conhecido por Kung Fu, a arte marcial da China que vai muito além da prática desportiva.

De 2 a 5 de Agosto, Macau vai ser palco internacional desta modalidade com a realização da 3ª edição do Encontro de Mestres de Wushu.

Este ano a iniciativa está repleta de novidades. Nas novas actividades que vão preencher o encontro de mestres de artes marciais destaca-se a estreia do campeonato mundial universitário da modalidade da FISU. “Em cada edição apresentamos alterações e este ano temos a primeira edição do campeonato mundial para estudantes universitários que praticam Wushu”, referiu ontem o presidente do Instituto do Desporto (ID), Pun Weng Kun à margem da conferência de imprensa de apresentação do evento. Por outro lado, “temos recebido o convite de várias federações a pedir colaboração, como tal, este ano temos a decorrer em paralelo o campeonato do IBF que foi inserido também no nosso programa”, acrescentou. Pun referia-se à parceria com a “2018 IBF Silk Road Champions Tournament”, organizado pela Federação Internacional de Boxe das regiões pertencentes ao projecto “Uma Faixa, Uma Rota”.

Acresce ainda às novidades desta edição, o campeonato de danças do dragão e leão também apresentados por regiões inseridos no projecto de cooperação.

Além das exibições de Wushu tradicional, está também previsto o Festival Wushu de Verão e o campeonato de Taolu. Consta ainda do programa as competições de sanda, uma versão de kickboxe chinesa, e paradas que juntam demonstrações de Wushu e a Dança do Leão e do Dragão.

No evento vão estar presentes vários especialistas de renome, nomeadamente Zhu Tancai, herdeiro da décima geração de Taijiquan – estilo Chen e um dos “quatro Grandes Mestres, La Bin, Zhu Xianghua, e o campeão nacional de Taijiquan estilo Wu, Liu Wei. Macau vai-se fazer representar pelos mestres Lei Man Iam, Lam Hong Sang, Leong Sio Nam e Hoi Io Kong.

Encontro total

De acordo com o responsável pelo ID, o objectivo da edição de 2018 é o mesmo do das edições anteriores: “ter uma combinação de características desportivas, turísticas e culturais (…) para transmitir a cultura ancestral chinesa”.

Para facilitar o acesso do público, este ano apenas a sessão de encerramento terá bilhetes à venda, sendo que para as restantes actividades o ID disponibiliza ingresso a partir de hoje.

De acordo com a organização, a terceira edição reflecte o sucesso da organização em atrair a participação de mestres e praticantes estrangeiros. “Com as edições passadas ganhámos o reconhecimento das comunidades que praticam Wushu”, disse Pun.

Por outro lado, e além das artes marciais, o presidente do ID gostaria de ver o encontro de mestres de Wushu como um chamariz para atrair mais turistas. “Além do Wushu queremos integrar outros elementos e dar a conhecer outros aspectos da cultura local de modo a atrair mais turistas para o território”, acrescentou o presidente do ID.

O orçamento, à semelhança das edições anteriores, ronda os 18 milhões de patacas e Pun Weng Kun espera “com o mesmo dinheiro fazer ainda melhor”.

A iniciativa é organizada em conjunto pelo Instituto do Desporto e a Associação Geral de Wushu de Macau, com a colaboração da Direcção dos Serviços de Turismo, do Instituto Cultural e do Fundo das Indústrias Culturais.

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