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Empresas europeias que exportam a partir da China estão a mudar o fluxo global dos seus produtos, visando evitar as taxas alfandegárias que entraram em vigor nos Estados Unidos, divulgou ontem um grupo empresarial em Pequim

 

A entrada em vigor de taxas sobre 34.000 milhões de dólares (29 mil milhões de euros) de importações chinesas está a “atingir imediatamente” empresas que dependem do fluxo internacional de componentes, segundo Mats Harborn, presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China.

As empresas estão a “esforçar-se para reajustar as suas cadeias de fornecimento”, para que bens com destino aos EUA não passem pela China, detalhou Harborn, em conferência de imprensa. O responsável detalhou que uma das empresas mudou o acabamento dos seus produtos da China para uma nova unidade nos EUA.

Trata-se da primeira de uma série de medidas retaliatórias de Washington contra alegadas “tácticas predatórias” por parte de Pequim, que visam o desenvolvimento do seu sector tecnológico.

As taxas, sobre equipamento médico, electrónico e outros produtos abarcam as exportações a partir da China por empresas chinesas, norte-americanas ou europeias. Os governos europeus criticaram os métodos de Trump, mas resistiram aos esforços da China de os recrutar como aliados na disputa.

Gestão de risco

As taxas alfandegárias são “um instrumento perigoso e muito incisivo” para a resolução de disputas, afirmou Harborn. “Nós partilhamos das mesmas preocupações que os Estados Unidos. Mas há formas melhores e menos arriscadas de lidar com os problemas”, acrescentou.

Na segunda-feira, empresas chinesas e alemãs, incluindo a Volkswagen e BASF, assinaram acordos no valor de 20 mil milhões de euros, durante uma visita a Berlim do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

Harborn disse que um fornecedor europeu de tecnologia ambiental recebeu um contrato do Governo chinês, em detrimento de um rival norte-americano.

No mesmo dia, o fabricante de automóveis BMW disse que vai aumentar os preços de veículos na China montados nos EUA, depois de Pequim retaliar com o aumento em 25 por cento das taxas sobre automóveis importados do país, para 40 por cento.

A China é o maior mercado automóvel do mundo.

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