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Tiago Alcântara

A associação Poder do Povo realizou ontem uma conferência de imprensa onde pediu uma nova lei que trave a especulação que a associação refere estar a acontecer na gavetões fúnebres.

O pedido foi feito depois dos dirigentes da associação notarem a actuação de empresas privadas que tentam captar a atenção dos residentes de Hong Kong para a compra de espaços em columbários de Macau. Neste sentido, a Poder do Povo teme que exista uma situação de especulação à semelhança do que acontece na área do imobiliário.

No entender de Si Tou Fai, presidente da associação, apesar da publicidade na região vizinha não ter levado a um aumento de preços em Macau, a verdade é que, em Hong Kong a procura é superior à oferta, o que pode levar a um maior investimento no território. Ainda assim, o dirigente lembra que, em 2005, os preços das casas em Macau registaram um aumento significativo devido aos investimentos que vieram de Hong Kong, temendo que a história se repita, desta vez com os gavetões fúnebres.

Neste sentido, a Poder do Povo defende que a lei deveria determinar um prazo para a proibição da venda nos espaços nos columbários a seguir à sua compra, à semelhança do que acontece com as habitações económicas. Foi também sugerido que se cobre aos investidores que não residam em Macau impostos mais elevados sobre a compra de espaços em câmaras funerárias e avance com restrições quanto ao número de aquisições por pessoa.

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