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Reuters

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou na terça-feira Jerry Chun Shing Lee, antigo agente dos serviços de inteligência CIA, suspeito de passar informação para agentes secretos da China. O norte-americano entrou na agência nos anos 90 e é residente de Hong Kong

O homem, de 53 anos, foi acusado de conspiração, por reunir e passar informação sobre a Defesa dos EUA a um Governo estrangeiro, e de ter ilegalmente retido documentos com informação classificada como secreta.

Os procuradores dizem que Lee, que é fluente em chinês, reteve ilegalmente documentos que incluem nomes e números de agentes secretos da CIA e os locais onde se reuniam. Lee, cidadão norte-americano naturalizado que reside em Hong Kong, começou a trabalhar para a CIA em 1994.

Segundo a imprensa norte-americana, ele é suspeito de estar relacionado com o desmantelamento de uma rede de informadores da CIA na China.

“As acusações neste caso são perturbadoras. Conspirar com agentes estrangeiros constitui uma ameaça real e grave para a nossa segurança nacional”, afirmou Tracy Doherty-McCormick, procuradora norte-americana.

Detido no aeroporto

O advogado de Lee, Edward MacMahon, negou as acusações: “Lee não é um agente chinês. É um americano leal, que ama o seu país”.

A acusação diz que três anos após deixar a CIA, em 2007, Lee foi abordado por dois agentes chineses, que lhe ofereceram dinheiro em troca de informação. “Lee fez vários depósitos de dinheiro não declarado e mentiu repetidamente ao Governo norte-americano quando questionado sobre as suas viagens à China e as suas ações fora do país”, afirma a acusação.

Em Janeiro passado, o antigo agente foi detido à chegada ao aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova Iorque, por posse ilegal de informação classificada como secreta.

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