Macau referido como local de lavagem de dinheiro em caso de tráfico de droga

O jornal espanhol El Progresso refere que Macau foi um dos destinos para lavagem de dinheiro de um cartel de tráfico de droga que operava em Lugo, na Galiza.

De acordo com o artigo, a RAEM foi um dos sítios assinalados quando a investigação criminal seguiu o rasto do dinheiro da organização criminosa, assim como Andorra, Suíça, Bahamas e Luxemburgo. Dessa forma, o Tribunal de Instrução dirigido pela juiz Pilar de Lara conseguiu encontrar e congelar várias contas bancárias que era usadas para lavar os lucros do cartel de droga nos territórios mencionados, incluindo Macau. É de salientar que no artigo do El Progresso os locais são designados como paraísos fiscais.

No total, foram congeladas cerca de 57.3 milhões de patacas e apreendidos vários veículos, assim como apartamentos e 40 propriedades em Lugo, Astúrias e Marbelha.

Com base no artigo do El Progresso, os suspeitos usavam múltiplas contas bancárias para lavar dinheiro através da criação de uma rede de empresas offshore. Entre os vários suspeitos sob investigação contam-se cúmplices que alegadamente criaram companhias com o propósito de esconder e disseminar os rendimentos do tráfico de droga.

As actividades da rede começaram a levantar suspeitas das autoridades depois de bizarros “golpes de sorte” da ex-mulher do chefe da quadrilha. A bem aventurada senhora entre 1996 e 2015 declarou aproximadamente 3,8 milhões de patacas de rendimentos provenientes de vários prémios de lotarias.

As autoridades espanholas suspeitaram da elevada improbabilidade destes casos e teceram a hipótese de que por detrás da extrema sorte estar um esquema de compra de bilhetes premiados de lotaria.

Fontes citadas no processo frisaram que a investigação começou em 2014, envolvendo escutas telefónicas entre outros métodos de vigilância. Na sequência dos indícios apurados, foram detidos vários suspeitos e confrontados com o que a investigação havia encontrado, nomeadamente as actividade das mais de uma dúzia de empresas sediadas em vários territórios, incluindo em Macau.

O artigo do jornal espanhol contextualiza que o alegado cabecilha da organização criminosa tinha antecedentes criminais em tráfico de tabaco desde os anos 1980, mas que com o tempo o foco da organização mudou para a heroína e cocaína.

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