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D.R.

O que é que se passou nesta corrida?

Penso que tive o set-up errado para o meu carro. O carro estava muito escorregadio  e de muito difícil condução especialmente com este tipo de tempo. A pista não está demasiado má, mas por causa da chuva, ainda que seja pouca, não tinha visibilidade nenhuma, o que torna a corrida um pouco perigosa, especialmente este ano em que temos duas classes diferentes. Acaba até por ser muito perigoso. Logo na primeira volta, quando cheguei à montanha e os carros de maior potência chegaram a mim, deram-se situações de muito perigo. Mas, felizmente, conseguimos resistir e correu tudo bem. Mas no último momento da corrida houve alguns acidentes sérios em que os carros saíram da estrada e tivemos de parar a corrida.

Têm duas classes em que uma é muito mais rápida do que a outra. Vale a pena correr nestas circunstâncias?

O problema não é a outra classe ser mais rápida. O problema é que com o chão um pouco escorregadio, eles são mais rápidos nas rectas mas são mais lentos nas curvas.

São 34 carros ao mesmo tempo. Sabia em que posição estava ou limitava-se a guiar?

Para ser honesto, porque não estou a lutar pela corrida, mas sim pela minha classe, a rádio foi-me informando em que posição é que eu estava e por isso ia sabendo do meu lugar. O meu objectivo era manter-me seguro e manter o carro inteiro. Fiquei no décimo lugar na minha classe e tínhamos 18 carros.

Era o que esperava?

Não é exactamente um bom resultado. Não estava com um carro realmente competitivo. Como as regras mudaram nós agora podemos fazer muitas mudanças nos motores e havia carros com melhores condições do que o meu. Talvez no próximo ano possamos regressar com melhores condições.

O que achou deste fim-de-semana de corridas?

Em primeiro lugar estou muito triste por causa do acidente de sábado. Também somos pilotos e apesar de não estarmos a conduzir motas, estamos muito tristes. Antes de começarmos a corrida já sabíamos que os nossos carros não eram muito competitivos e por isso o nosso objectivo era também divertirmo-nos e fazer o melhor que pudéssemos.

Divertiu-se então?

Nem por isso. Mas está tudo bem. Não tivemos acidentes de maior e todos os nossos pilotos estão bem.

João Filipe e Sofia Margarida Mota

Jerónimo Badaraco

“Estou muito contente com o meu carro e com a minha equipa”

Começou em terceiro lugar, na categoria 1600cc. Como é que conseguiu chegar ao primeiro lugar?

A primeira coisa que tinha de ter em mente era ter uma condução segura porque o piso não estava muito bom e tinha muita água. A nossa corrida que agora está dividida em duas classes e faz com que seja mais difícil para nós. Os carros da outra classe têm muito mais vantagem nesta condição do circuito. Há muitos qualificados de 1950cc que andam menos mas com este tipo de piso conseguem avançar. Por outro lado, e como estava tudo tão confuso, só soube que estava em primeiro lugar quando acabei a corrida. Calculava que estava nos primeiros três lugares, mas depois houve um acidente e quando voltei é que perguntei qual a minha posição e afinal era o primeiro lugar. Estava a lutar com o Paul Poon e não sabia que era pelo primeiro lugar.

Acabou por ultrapassá-lo durante a corrida e não reparou?

Não, não reparei. Com esta chuva, a visibilidade é mesmo muito reduzida e é muito perigoso.

Vai continuar a correr na mesma equipa?

Agora só quero descansar um bocadinho e ter férias sem ter de pensar em corridas nem em carros de corridas, e depois logo se vê, no próximo ano, o que vou fazer.

Está a pensar deixar as corridas?

Logo se vê, para já só quero relaxar um bocadinho. Depende também do patrocínio Estou muito contente com o meu carro e com a minha equipa. Vamos ver.

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