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As despesas dos turistas estão a baixar, com os da China continental no topo dos que deixaram de dar mais dinheiro a Macau. São dados da DSEC, que mostram ainda que pouco mais de 30% considera suficiente o número de atracções

Os turistas que visitam Macau estão a gastar menos e não estão satisfeitos com o número de atracções turísticas. São dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), tornado públicos na sexta-feira.
De Abril a Junho deste ano, a despesa total dos visitantes cifrou-se em 11,70 mil milhões de patacas, menos 4,5%, face ao mesmo trimestre do ano passado. Os números não incluem gastos com o jogo e mostram ainda que a despesa total dos turistas atingiu 9,29 mil milhões de patacas, menos 3% em termos anuais, e a dos excursionistas 2,40 mil milhões, menos 10%.
Cada pessoa gastou em média 1601 patacas no território, menos 4% do que no passado, ainda que mais 3,4% em termos trimestrais. Os turistas do continente são os que mais puxam das carteiras, com gastos no valor de 1850 patacas. Mas nem aqui se evitaram as descidas: “os visitantes provenientes da província de Guangdong gastaram menos 3,2% e os da província de Fujian menos 31,1%”.
Estes números referem-se aos turistas que cá chegam em excursões, com as despesas per capita dos visitantes com visto individual a descer 11,3%.
Japão, Malásia, Hong Kong e Taiwan foram a única fonte de turistas que fizeram subir as despesas, na ordem dos 10%, a par de visitantes do Reino Unidos, Estados Unidos da América e Austrália, que gastaram mais entre 1,2% a 6%.

Outras despesas

Se as compras continuam a ser o motivo por que mais dinheiro gastam os turistas (com 43,4% do total), já alojamento e alimentação seguem em segundo e terceiro lugar, com as despesas de cada um a atingir mais de 20% do total dos gastos.
A despesa per capita dos visitantes que vieram a Macau para fazer compras foi a mais elevada, representando ainda assim menos 3,1% em termos anuais. Seguiu-se a despesa per capita dos visitantes que vieram participar em reuniões, conferências e exposições e passar férias, que decresceu 10% e 12%, respectivamente, em termos anuais.
Os dados da DSEC incluem ainda o “Inquérito aos Comentários dos Visitantes”, que indica que 90,8% dos visitantes se “declararam satisfeitos com os serviços das agências de viagens”, mais 1% em termos trimestrais, mas que mostra que os turistas não estão tão satisfeitos quanto antes no que toca a atracções.
“Apenas 39,5% dos visitantes referiram que os pontos turísticos eram suficientes. Em relação aos serviços de transportes públicos, 9,3% dos visitantes (-1,4 pontos percentuais) consideraram que estes serviços deveriam ser melhorados, sendo esta percentagem relativamente elevada”, pode ler-se. “Realça-se que 90,1% dos visitantes estavam satisfeitos com os serviços e as instalações dos hotéis e similares.”

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