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Chan Tak Seng, presidente da Aliança do Povo de Instituição de Macau, criticou o projecto aprovado na semana passada pelo Conselho de Planeamento Urbanístico (CPU) que inclui a construção de um edifício de 127 metros de altura na zona do Ramal dos Mouros. O também membro do CPU diz que a aprovação do projecto aconteceu “por obrigação” e “não é justa”.
Ao Jornal do Cidadão, Chan Tak Seng revelou que votou contra o projecto na reunião da semana passada, mas foi um voto “obrigado” porque para o membro era necessário mais debate e mais relatórios que provem que aquela construção não irá afectar o tráfego e o ambiente.
Para Chan a votação não foi feita de forma justa. “Era preciso que a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) respondesse às questões sobre a influência ambiental”, frisou, mostrando um sentimento de “violação”. “Não percebo porque é que a maioria dos membros votou a favor. Os membros do CPU não foram eleitos, a maioria é representante do Governo e do sector imobiliário, para mim a votação de projectos é apenas uma falsa democracia”, frisou, apelando ao Governo para não avançar com trabalhos que não reúnem o consenso dos residentes.
O presidente da Aliança diz-se preocupado com os futuros projectos. Se este foi aprovado desta forma, outros podem sê-lo, defende, exemplificando com o projecto para o hotel de 90 metros na Doca dos Pescadores, do empresário David Chow.

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