Pearl Horizon | Polytec faz acusações. Quatro pessoas detidas

Racionalidade exige-se

Tomás Chio -
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A Polytec vai interpor acções judiciais contra investidores do Pearl Horizon e vai mesmo pedir compensações por danos

O grupo Polytec publicou uma declaração no jornal Ou Mun onde acusa alguns investidores do edifício Pearl Horizon de terem violado “muitas vezes” os seus projectos e eventos. A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve esta quarta-feira quatro pessoas por terem bloqueado uma das entradas do terreno que pertencia à empresa, na Areia Preta.
Na declaração, a construtora de Hong Kong acusa os proprietários de já terem provocado vários desacatos, incluindo o protesto no jantar de Primavera da empresa, a 26 de Fevereiro, bem como outro protesto ocorrido num evento a 24 do mesmo mês. O Grupo Polytec garantiu que vai recorrer aos tribunais para punir os autores dos desacatos e assegura que vai fazer um pedido de “avultadas indemnizações”.
Para a empresa, o bloqueio de uma das entradas do terreno, revertido à Administração o ano passado, constituiu “uma quebra da segurança e uma ameaça à vida dos trabalhadores”, sem esquecer o direito dos construtores e dos proprietários.
“Respeitamos o seu direito de manifestação, mas o abuso, violações e destruição não são actos aceites por nós. Queremos que os manifestantes ajam de forma racional”, apontou a empresa na declaração. O Grupo Polytec garante que está a concentrar a sua atenção no processo judicial do Pearl Horizon e que vai dar explicações aos promitentes-compradores.

Elas bloqueiam

O bloqueio da entrada principal do terreno aconteceu esta quarta-feira, apesar da polícia ter aconselhado os manifestantes a saírem do local, por estar em causa a segurança dos trabalhadores. A PSP prendeu três mulheres e um homem, com idades compreendidas entre os 37 e os 58 anos, que já foram enviados ao Ministério Público (MP) para prestar declarações.
Entretanto, o grupo de proprietários do Pearl Horizon já veio defender que o protesto ocorrido no jantar de Primavera da empresa não foi uma decisão de todo o grupo mas apenas de alguns proprietários. Na manhã de ontem mais de cem investidores reuniram-se em frente ao terreno, num protesto aprovado por todos, incluindo pelas autoridades policiais, e que deverá manter-se até ao dia 18 de Março.

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