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A dinamarquesa Jenny Rossander – conhecida como Lydmor – volta ao seu berço de Macau, a Live Music Association. Este será o segundo concerto da artista no mesmo local. A estreia foi em 2014

Lydmor é a palavra dinamarquesa para a expressão portuguesa “mãe do som”. É também o nome que a artista Jenny Rossander escolheu para se apresentar em palco, regressando às 21h30 do próximo dia 16 a Macau e à Live Music Association (LMA). A cantora já esteve nesse mesmo palco em Outubro de 2014, com um set de músicas que combinam sonoridades electrónicas com uma voz inconfundivelmente feminina.
“Uma jovem tímida sobe a um palco de Viena perante 400 pessoas e nenhuma delas conhecia as suas músicas, deixando-a sozinha, de holofote virado para si, um computador, um teclado e alguns instrumentos de música electrónica”, escreve a LMA no texto de apresentação de Rossander, em 2014. Cerca de 40 minutos depois, continua a Associação, a plateia “só queria mais”, tal era o talento mostrado.
Depois de Viena, foi sempre a crescer. Tanto que artistas como Sort Sol e Bon Homme se apaixonaram pelo estilo de Lydmor e quiseram actuar em conjunto. Dinamarquesa de sangue, a cantora distingue-se pelo amor às digressões mundiais, sendo esta a segunda vez que pisa território macaísta, onde se mantém fiel à casa que primeiramente a acolheu.

A magia do palco

Numa entrevista à revista Time Out Shanghai, Lydmor conta que não vive o palco sem a gravação em estúdio e vice-versa. É que, de acordo com a artista, “é impossível escolher um [cenário], porque ambos são extremamente exploratórios”. Sobre a sua relação com o público, Lydmor explica que se trata de uma experiência sem igual: “Durante um concerto, consegue-se criar uma relação especial com a plateia, uma que é completamente única para cada sessão. Cada aplauso, cada silêncio, cada cara que vejo do palco passam a fazer parte do todo de um quadro. E se o ‘mood’ for o certo, pode mesmo transformar-se numa viagem mágica”, adianta na mesma entrevista.
Em 2013, a cantora dedicou-se a uma série de projectos conjuntos e só em 2014 passou a fazer uso do seu talento para desenvolver uma carreira a solo. De voz e mestria comprovadas, Lydmor junta-se ao ex-rapper dos Das Racist, Heems, para um concerto sem igual em Xangai.

Mãe do Som e o Homem Bom

“Seven Dreams of Fire” é o resultado de um projecto entre Lydmor e Bon Homme. “Imagine juntar dois talentos musicais distintos, mas complementares, já estabelecidos enquanto compositores e produtores nas suas áreas. Um homem e uma mulher”, começa o website HFN por explicar. É sobre o novo disco da dupla que a página fala, adjectivando-o de “uma mistura de ritmos condutores, sons sintéticos luxuosos, efeitos psicadélicos e epítomes musicais que ficam no ouvido. Tudo isto, envolvido numa atmosfera escura de melancolia e beleza”, continua o HFN.
Lydmor conta já com quatro álbuns a solo: “A Pile of Empty Tapes”, “Seven Dreams of Fire”, “Y” e “She Moves”. A artista prepara agora o próximo CD, depois de passar 2014 numa tour na Ásia e num projecto com o duo electrónico belga Arsenal.
Os bilhetes para o concerto custam 100 patacas se comprados de antemão – na Livraria Portuguesa ou na Pin-to Música -, ou 120 patacas à porta.

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