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Tse trabalhou quase dois anos no Sheraton Macau até ter tido um acidental laboral que a deixou em casa durante um mês. Quando quis voltar às suas funções, soube que estava despedida e alega que o fundamento não é válido. O caso, diz, está já na PJ

Uma funcionária do hotel Sheraton Macau alega ter sido despedida sem justa causa e com base num documento que, diz, tem a sua assinatura falsificada. O caso teve início em Dezembro passado, quando uma mulher, de apelido Tse, teve um acidente laboral e ficou de baixa médica. De acordo com o diagnóstico, o seu problema está relacionado com uma lesão incurável na lombar. Cerca de um mês depois do acidente, a agora ex-funcionária quis voltar ao trabalho, quando, para sua surpresa, foi informada de que já havia sido despedida. Questionando a entidade sobre a justificação para o despedimento, o Sheraton alega que Tse violou uma norma de conduta dos funcionários daquele complexo, que determina a impossibilidade de entrar em qualquer espaço dos casinos da mesma operadora. Esta afirma que “não é permitida a entrada em nenhum casino da mesma operadora de Jogo”, bloqueando assim a entrada no Sands e no Venetian. O documento, assegura a empresa, está assinado pela funcionária, que condena a alegada entrada de Tse numa zona de altas apostas no Venetian, fora do seu período de trabalho.
“Foi uma acusação falsa”, alega Tse, admitindo que já entrou várias vezes no casino, mas apenas na zona de massas. A norma dita então a proibição de entrada no Sands e no Venetian.
Contudo, Tse disse ao HM desconhecer a existência desta norma, pelo que também alega nunca ter assinado qualquer documento relacionado com esta regra.
“A empresa não me enviou qualquer notificação de despedimento até Janeiro deste ano, quando a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) me questionou acerca da assinatura do tal documento”, começou por explicar. “Embora eu tivesse afirmado que nunca assinei o papel, o organismo não deu importância e encerrou o assunto”, disse a ex-trabalhadora do Sheraton ao HM.
Tse pediu ainda à DSAL para que fossem vistas as gravações contidas no sistema de videovigilância do casino, onde era visível que esta nunca havia entrado numa zona de apostas elevadas. No entanto, o despedimento continua de pé. Tse considera que o despedimento foi injusto, argumentando que está certamente relacionado com os ferimentos sofridos na zona lombar durante o acidente laboral, em Dezembro.

Fé na justiça

A mulher culpa o Sheraton pelo despedimento e refere que alguém falsificou a sua assinatura, facto já comprovado por um agente da PJ, segundo disse. A ex-trabalhadora alega que o despedimento foi injusto. “Espero que as leis de Macau possam resolver esta injustiça, além de que um agente da PJ já me confirmou que a assinatura é realmente falsa, podendo dar origem à comprovação da prática de crime. Acredito na justiça”, rematou.
O caso encontra-se num impasse: de acordo com o Sheraton, a funcionária assinou um documento, mas a lesada conta outra história. Numa conferência de imprensa realizada pelo líder do grupo Forefront of the Macao Gambing, Ieong Man Teng, a funcionária disse ter sido contratada pelo hotel Sheraton, em Fevereiro de 2013 como empregada de mesa. “A empresa não queria assumir este encargo e então optou por me despedir”, justificou. A funcionária queixou-se ainda da demora da DSAL no tratamento do seu caso. De acordo com Tse, tal dura há cinco meses, estando ainda a aguardar a indeminização por parte do Sheraton. Além disso, assegurou ao HM que já entregou um comprovativo da falsificação da sua assinatura à PJ.
Em resposta ao sucedido, o Sheraton Macau mostrou-se impossibilitado de fazer qualquer comentário, uma vez que o caso se encontra “actualmente sob investigação pela PJ”. A empresa afirma ainda estar a “cooperar com a PJ e a DSAL, apoiando a investigação a 100%”.

Jogo | Funcionários despedidos do grupo Jimei

Segundo o líder do grupo Forefront of tha Macao Gambing, Ieong Man Teng, 20 membros do grupo Jimei foram despedidos devido à queda nas receitas do negócio. “A performance laboral de alguns destes trabalhadores foi negativa, mas outros também foram despedidos depois de terem ido trabalhar para fora de Macau”, disse Ieong. O responsável assegurou que os funcionários já estão a receber as indeminizações devidas, de acordo com o regulamento da Lei das Relações Laborais. O grupo Jimei é originário de Hong Kong e já tem um casino e sete salas VIP em Macau.

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