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A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) avançou na passada sexta-feira os dados de dois meses de consulta pública sobre os novos aterros, sendo que os resultados mostram que as atenções estão sobretudo viradas para a zona B. Segundo a Rádio Macau, das 218 opiniões recebidas, 117 dizem respeito a esta zona, sendo que 60 comentários dizem respeito ao receio sobre a construção de edifícios altos, que possam pôr em causa a paisagem da colina da Penha. A altura dos edifícios é, assim, uma preocupação central da população, uma vez que 57 opiniões pedem uma “solução equilibrada” na zona B, com prédios que “não podem ser demasiado baixos”.
Em relação à zona A, “a maioria” dos participantes do processo de consulta pede mais equipamentos de apoio social. O Governo prometeu aí construir dois lares para idosos e dois centros de saúde. Segundo a Rádio Macau, a população teme também uma maior pressão sobre o trânsito na zona A, por estar perto da ilha artificial que vai acolher a nova ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Segundo um comunicado, a população pediu ainda um “reforço dos recursos destinados à habitação pública, no sentido de responder às necessidades sociais e da população em geral em termos de habitação”.
Em relação à quarta travessia entre Macau e a Taipa, o mesmo comunicado aponta que os cidadãos pedem “a construção do túnel submarino, na esperança de que possa concretizar o empreendimento com a maior brevidade possível”. Contudo, “algumas opiniões manifestaram que se deve ter em conta o prazo de construção, os custos de manutenção e as restrições dos locais”. A terceira fase de consulta pública sobre o futuro Plano Director dos Novos Aterros dura até ao próximo dia 28 de Agosto.

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