Main menu
Este é o jornal Hoje Macau na internet. Somos as notícias, a análise, a opinião e muito mais, em língua portuguesa, na Região Administrativa Especial de Macau. Este é um espaço de duas frentes: dar e receber. Por isso queremos a sua colaboração: os seus comentários, as suas histórias e o seu olhar sobre o mundo são bem vindos. Partilhe connosco o que sabe e partilhe com os outros o que lhe dizemos. Faça parte do Hoje Macau, desta cidade úbere de factos e de histórias, de enganos e de memórias, de desembarques e de partidas, de amores e de aventuras — aqui onde a liberdade suavemente escreve a história de uma perene saudade do futuro.

1º de Maio | Cantores …

A maioria das bandas confirmad…

Destaque

Novas tarifas da água …

Associações da construção civi…

Destaque

Subsídio de residência…

O Governo negou atribuir subsí…

Destaque

Deputado interpela Gov…

A Smiling Report coloca a RAEM…

Destaque

Clube de Jazz traz Sta…

O trompetista de Taipé, Stacey…

Cultura

Piscinas | Surf Hong é…

Ainda decorre em tribunal o pr…

Destaque

Moradores do edifício …

Os arrendatários do edifício P…

Destaque

Entrevista | Stefano B…

O pianista italiano Stefano Bo…

Cultura

Saúde | Governo promet…

Lei Chin Ion garantiu que curs…

Destaque

Obras do novo hospital…

O director dos Serviços de Saú…

Destaque

Governo anuncia medida…

Os diversos departamentos públ…

Destaque
«
»
Second Menu
Hoje MacauPerspectivasCrescimento económico e crise ecológica

Crescimento económico e crise ecológica

“Communism aspired to become the universal creed of the twentieth century, but a more flexible and seductive religion succeeded where communism failed: the quest for economic growth. Capitalists, nationalists indeed almost everyone, communists included worshipped at this same altar because economic growth disguised a multitude of sins”.
Ecological economics: principles and applications
Herman E. Daly and Joshua Farley

Não há mais espaço para a ilusão. O que estamos a fazer ao planeta neste momento, deteriorando a sua superfície e libertando gases de estufa na atmosfera a um ritmo sem precedentes, é uma experiência nova para a Terra. As consequências são imprevisíveis, mas sabemos que incluirão surpresas que neste momento começamos a pagar, e algumas podem ser aterradoras para os seres humanos.

ENFRENTAMOS UMA ameaça certa, a confusão ambiental, que passa pelo apelo à prática de acções contraditórias. Ambientalistas e políticos encararam o ambiente, apenas em termos humanos e consideram que as substâncias químicas de base científica, e as indústrias dependentes da energia nuclear constituem o único inimigo.
O seu comportamento é tão inconsistente e negativo, como o daqueles in
divíduos de esquerda, que depois de Munique, exigiam ruidosamente o desarmamento. Outros consideram que a preservação da vida selvagem, em especial de animais simpáticos e aves raras, é o principal, quando não o único problema.
A sua perspectiva é tão limitada como a dos indivíduos de direita, que viam na ex-União Soviética, e ainda na Rússia do presente, a única ameaça. Foi necessária a invasão da Boémia e da Polónia para provar quem era o inimigo, e qual era a verdadeira causa. Serão necessárias maiores surpresas, que estão para vir, para que a comunidade global, em particular a científica e política despertem, como aconteceu há setenta anos.
Não há mais espaço para a ilusão. O que estamos a fazer ao planeta neste momento, deteriorando a sua superfície e libertando gases de estufa na atmosfera a um ritmo sem precedentes, é uma experiência nova para a Terra. As consequências são imprevisíveis, mas sabemos que incluirão surpresas que neste momento começamos a pagar, e algumas podem ser aterradoras para os seres humanos.
Face a uma situação caracterizada por uma triple crise ecológica, económica e sociopolítica, os movimentos activistas, de contestação e de defesa dos mais diversos direitos, precisam de novas respostas e caminhos de actuação. Esquerdas e direitas nacionais perdem-se em lutas internas, mas sobretudo encontram-se desconcertadas sobre os seus planos de acção e os limites para propor questões inovadoras. O decrescimento aparece como um dos elementos chaves de futuro e de alteração de discurso.
Os movimentos ecológicos, alguns em fase de reformulação, têm uma oportunidade para criar pontes teóricas e práticas para outras tradições políticas ao redor do conceito de decrescimento, que se alimenta das mesmas raízes que a ecologia política, como sendo uma concepção selectiva e justa dos países em contracção no Hemisfério Norte, e daí apresenta-se como condição necessária, mas não suficiente, para ajudar de forma solidária e sustentável os países do Hemisfério Sul.
Neste momento da vida dos referidos movimentos, o decrescimento parece convergir com o pensamento do filósofo austríaco, André Gorz, que se suicidou conjuntamente com a mulher em 2007, que pensava que a liberdade só se produz através de movimentos sociais, que continuamente se redefinem, através de revoltas ou perturbações político-sociais. Por exemplo, um movimento de esquerda que perca a ligação com a liberdade, destrói a própria razão de ser e solidifica-se, à custa dos seus causadores, em instrumento de domínio.
Pode ser entendida também, como uma evolução sócio-ecologicamente eficiente para os países em convergência, sem passar pelo mau caminho do desenvolvimento ocidental, mas com um direito ao crescimento possível e desejável.
Não é possível definir o que é de esquerda, centro ou de direita política de forma duradoura. Alterados os instrumentos de poder e as formas de domínio, mudam também, os objectivos e as formas dos diversos movimentos, que determinam no seu conteúdo as diversas preferências políticas. A partir dessa visão, uma parte da esquerda anti-capitalista e a ecologia política concederam ao decrescimento um papel de instrumento político de grande validade.
Pensamento que pode servir para substituir um capitalismo neoliberal, direccionado para a lógica do produtivismo, enquanto entronização da produção pela produção, que ambiciona inclinar-se para o ecológico, sem pôr em causa o seu pensamento impróprio e intolerável, bem como suportar o amargo futuro, que nos trazem as alterações climáticas, se não agirmos com determinação.
O agravamento de carências de diversas espécies devido à crise ecológica, é uma bomba colocada no centro do sistema, que não pode ser resolvida com outra reviravolta nos mercados, nos rendimentos e na especulação por muito ecológica que nos pretendam convencer, razão pela qual este modelo não é praticável.
A ideia de decrescimento põe em causa os principais alicerces do produtivismo, ao defender que não existe a mínima possibilidade de um desenvolvimento interminável, num planeta de recursos finitos. Sendo o decrescimento crucial à continuidade da vida, está em oposição com o pensamento geral e consensualmente aceite, de que o crescimento económico, é a única força motriz capaz de produzir a melhor qualidade de vida e bem-estar dos cidadãos, aceite sociopoliticamente.
Apesar, de há mais de cinquenta anos, o PIB mundial ter vindo constantemente a aumentar, a marca ecológica do ser humano, ou seja, os efeitos prejudiciais da comunidade global sobre o meio ambiente, ultrapassam actualmente em cerca de 35 por cento a capacidade de renovação do planeta, representando o consumo global 20 por cento.
Se todos os habitantes da Terra, vivessem como os americanos e europeus eram necessários quatro planetas. Considerando o consumo desenfreado que se está a instalar nos países de economias emergentes, serão precisos sete planetas em 2025.
Entretanto, as injustiças e as disparidades aumentam criando uma ruptura não apenas nos países do Hemisfério Sul, mas também em cerca de 22 por cento da população mundial que vive abaixo do limiar da relativa pobreza; sem ter em conta o deficit democrático na maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, sem possibilidade dos cidadãos poderem fiscalizar o cumprimento das políticas energéticas, acrescido da falta de instrumentos para o exercício da democracia directa, participativa, deliberativa ou liberal.
É de salientar que o decrescimento não é um pensamento novo, nem tão pouco um modelo económico bem determinado. Nas décadas de 1960 e 1970, pensadores e organizações não-governamentais (ONGs), aparecem como contestatários quanto à exequibilidade dos programas ecológicos, políticos e sociais de um sistema global assente no crescimento. As preocupações dos movimentos activistas da década de 1980, deixaram estagnada tal matéria, virando-se para outras questões sociais.
A década de 1990, marca o nascimento de objecção ao comércio injusto como arma da globalização. Quer a esquerda, quer a direita política tinham bastante dificuldade em encontrar um conceito que encadeasse questões até essa altura desconhecidas, e que se desviavam das ideias de trabalho e produção.
Vivemos outro tempo, que chegou rapidamente. É viável e saudável considerar algumas características que contém o conceito de decrescimento. Por um lado, pode ser uma concepção inadequada, ainda que possa ter uma forte capacidade de mobilização, e por outro lado, pode afectar principalmente, o Hemisfério Norte, trazendo um aumento de actividades como a agricultura ecológica e as energias renováveis.
Pese alguns dos seus méritos, a sua falta de aceitação camufla um forte receio ao seu conteúdo revolucionário e à difícil possibilidade de alteração arbitrária. Ao contrário do que acontece com o desenvolvimento sustentável, o conceito de decrescimento, apresenta maiores dificuldades de acolhimento e de fuga ao seu cumprimento pelo sistema.
No entanto, cada vez um maior número de pessoas e movimentos sociais começa a usar o decrescimento não apenas para viver em conformidade com princípios de simplicidade voluntária, traduzidos no consumo moderado, consciência ecológica e crescimento pessoal, mas também como forma de se organizarem, reflectirem e apresentarem propostas reais de mudança. Os movimentos ecológicos e de esquerda anti-capitalista, nalguns países da União Europeia, nomeadamente do Sul mediterrâneo, vão defendendo cada vez mais o decrescimento sustentável, diante da resignação ao caos capitalista e às suas crises endémicas.

Deixe um comentário

Conversas com quem sabe

Entrevista | Pedro Mendes, ex-futebolista: "A Ásia é terreno incógnito para o futebol português"

Pedro Mendes abandonou os relvados há duas temporadas e é agora agente FIFA. O antigo futebolista esteve no território no fim-de-semana e falou com o HM sobre a nova etapa da carreira

Desporto na edição de 23 Abr 2014

Stacey Kent fala da sua paixão pela Bossa-Nova e pela língua portuguesa

A cantora norte-americana, Stacey Kent, vai estar em Macau no próximo dia 26 de Abril, para um concerto no Auditório do Venetian. “Changing Lights” é o último álbum onde reúne uma série de canções inspiradas…

Destaque na edição de 15 Abr 2014

Song Pek Kei, deputada, sobre o meio social e político de Macau: “A diferença de…

Venceu a tradição no ano passado, quando conseguiu entrar na Assembleia Legislativa como a terceira candidata da lista de Chan Meng Kam. Song Pek Kei, segunda geração de um família de imigrantes de Fujian, fala…

Destaque na edição de 10 Abr 2014

Kenny Leong, criador da série cómica "Pissed off": "Temos liberdade de expressão: usem-na"

Ele está irritado, pá, e disso ninguém tem dúvidas. Kenny Leong nasceu cá, mas ainda agora chegou. O criador da série cómica sobre os problemas sociais e políticos de Macau está de regresso a “casa”…

Destaque na edição de 09 Abr 2014

Ludacris, actor e rapper: "Macau é Las Vegas em esteróides"

É conhecido por músicas como ‘Area Codes’ ou ‘Act a Fool’ e é Taj Parker nos filmes ‘Fast & Furious’. Em Macau, para celebrar o 3º aniversário do Club Cubic, Christopher Brian Bridges – Ludacris…

Destaque na edição de 08 Abr 2014

João Manuel Ambrósio, sobre recrutamento para novo hospital: "É necessário pensar já nesse problema"

O secretário-geral da Cruz Vermelha de Macau considera que o Executivo deveria preparar com rapidez o plano de recrutamento de profissionais antes que o novo hospital seja inaugurado

Destaque na edição de 08 Abr 2014

Henrique Silva (Bibito), director criativo de publicidade: “Os casinos não procuram a criatividade local”

Recentemente, Joaquim Henrique, fundador da agência de publicidade Goldfish, ganhou o bronze na categoria de Relações Públicas, com um vídeo motivacional para o Banco Nacional Ultramarino (BNU). Actualmente, dirige a sua própria agência, trabalhando com…

Destaque na edição de 03 Abr 2014

José Pereira Coutinho, deputado da Assembleia Legislativa: “Ho Iat Seng não pode ser um mero…

Conversámos com o deputado da Nova Esperança José Pereira Coutinho sobre os temas mais quentes da sociedade. Abordou-se o estado da saúde, da educação, da poluição, do turismo, da habitação e o também presidente da…

Destaque na edição de 01 Abr 2014

José Sales Marques sobre Macau Jazz Club: "Há que dar um salto de qualidade"

Sales Marques faz o balanço de dois anos à frente do clube e fala do Festival Internacional de Jazz de Macau

Destaque na edição de 31 Mar 2014

  • 1
  • 2
  • 3

Escolhidas

3000 dias e 3000 noite…

Esta é a edição 3000 do Hoje Macau. D…

Reportagem | "Chamávam…

Três professores chineses contam como…

Reportagem | Empresári…

Acusações visam má organização e repr…

Reolian | Empresa fali…

A morte da Reolian saiu ontem à rua d…

Por ocasião do lançame…

Passaram este ano 500 anos desde que,…

Que mal fez a populaçã…

Que mal fizeram os residentes para qu…

Património | Um despre…

Um dos maiores problemas do restauran…

Malala Yusafzai vai a …

Jovem paquistanesa, defensora da educ…

«
»

+ Lidos Hoje

Pessoas

Contactos

Pensar culturalmente Macau é também pensar em português. É continuar um legado linguístico e patrimonial. É não negar a existência de uma fatia da sua população e o direito à sua afirmação.

hoje Macau

Calçada de Santo Agostinho, 19
Centro Comercial Nam Yue – 6.º A - Macau
Telefone: +853 28752401
Fax: +853 28752405
E-mail: info@hojemacau.com.mo

Facebook