Hoje Macau SociedadeMoeda | Associação diz que após lei de troca ilegal crime aumentou A Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau considera que desde que entrou em vigor a lei que criminalizou a troca ilegal de moeda, em Outubro de 2024, o fenómeno não diminuiu, muito pelo contrário. Em declarações ao jornal de Hong Kong Ming Pao, o presidente da associação, U Io Hung, destacou que os efeitos da criminalização apenas incidem sobre os meios indirectos de câmbio através de casas de penhores e lojas de mariscos secos. Porém, a troca de yuan, ou outra divisa, por dólares de Hong Kong passaram para as ruas ou para as proximidades das áreas de jogo, como os centros comerciais dos grandes resorts com casinos. O dirigente associativo acrescentou que a troca ilegal de moeda é uma realidade decorrente do facto de os turistas do Interior da China serem sujeitos ao controlo de saída de capitais quando viajam para Macau, o que limita o montante de dinheiro que trazem. Assim sendo, se quiserem continuar a jogar têm de recorrer a quem troca moeda ilegalmente, combinando a transferência de fundos por dinheiro vivo em locais mais recatados, como quartos de hotel. U Io Hung salienta o perigo destas actividades passarem para a via pública. “O mais perigoso é que, quando uma pessoa passa perto de casinos pode ser abordada por indivíduos que fazem troca ilegal de moeda. Depois de trocar uma pequena quantia de dinheiro na rua, se a pessoa entra no casino é presa”, indicou. U Io Hung indicou ainda que, a partir do momento em que as autoridades reforçaram o combate à actividade, as taxas cobradas aos jogadores para câmbios clandestinos aumentaram para 1,65 por cento, quando antes da lei era de 0,04 por cento, e pouco depois da entrada em vigor passou para 1,1 por cento.