João Luz Manchete SociedadeHepatite | Testes anónimos e gratuitos nos Três Candeeiros Durante o ano passado, uma campanha dos Serviços de Saúde para controlar e prevenir a hepatite B levou à despistagem da doença, através de testes antigéno, a mais de 19 mil pessoas, e à detecção de mais de 1.300 casoas positivos confirmados, o que representa uma taxa de infecção de aproximadamente 6,8 por cento. Os números foram avançados ontem numa conferência de imprensa dos Serviços de Saúde, em antecipação do Dia Mundial da Hepatite, instituído pela Organização Mundial de Saúde, que se assinala no dia 28 de Julho. Os Serviços de Saúde indicaram que estão a acompanhar actualmente cerca de 23 mil doentes com hepatite B, e que até ao mês passado, as servilços de consultas de hepatologia dos centros de saúde tinham atendido 2.866 doentes. A partir deste fim-de-semana, as autoridades vão dar início a uma série de actividades para assinalar o Dia Mundial da Hepatite. No sábado, entre as 14h e as 18h vão estar a funcionar várias “estações pop-up” nos bairros residenciais da península e ilhas, montadas em colaboração com associações locais. Além de jogos, será divulgada à população informação sobre a prevenção e o tratamento da hepatite B. Além disso, no dia 25 de Julho, no Centro de Actividades da Rotunda de Carlos da Maia, entre as 14h e as 17h, serão prestados serviços gratuitos de testes rápidos e anónimos ao antígeno de superfície da hepatite B. A diferença que faz As autoridades de saúde começaram no mês passado a providenciar gratuitamente testes ao antígeno de superfície da hepatite B a indivíduos a partir dos 40 anos de idade, diminuindo a idade mínima anteriormente estabelecida em 50 anos. Entre 2010 e 2023, o sistema de registos médicos dos Serviços de Saúde identificava 26.759 casos positivos de hepatite B entre residentes. A estrutura etária das infecções é predominantemente composta por indivíduos com 50 anos ou mais, representando aproximadamente 70 por cento do total de casos positivos. Ainda não existe uma cura total para a hepatite B, que continua a ser uma doença crónica, cuja progressão pode ser controlada eficazmente pela toma de medicamentos antivirais. Estes doentes crónicos normalmente não apresentam sintomas óbvios. Porém, a hepatite B pode danificar de forma progressiva o fígado e aumentar a possibilidade de o doente sofrer de complicações graves, como cirrose hepática e cancro hepático.