Hengqin | UPM e UTM investem 2,14 mil milhões em terrenos

A Zona de Cooperação Aprofundada continua a lucrar com terrenos para as universidades de Macau, desta vez com um investimento superior a 2,14 mil milhões de patacas. Anteriormente, recebeu cerca de 1,4 mil milhões de patacas da Universidade de Macau

As empresas da Universidade Politécnica de Macau (UPM) e da Universidade de Turismo de Macau (UTM) vão investir 2,14 mil milhões de patacas em terrenos na Ilha da Montanha, no local onde está a ser desenvolvida a Cidade Universitária Internacional de Macau e Hengqin. A informação foi divulgada ontem no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP).

Em relação à empresa controlada pela UPM, a Inovação Tecnológica da UPM Sociedade Unipessoal Limitada, o investimento vai ser de 884 milhões de renminbis, o que equivale a cerca de 1,07 mil milhões de patacas.

O mesmo acontece com a empresa da UTM, a Desenvolvimento de Cultura e Turismo da Universidade de Turismo de Macau, Sociedade Unipessoal Limitada, que vai igualmente entrar com 884 milhões de renminbis no negócio.

Estes 1,77 mil milhões de renminbis vão ser utilizados, numa primeira fase, como o capital de constituição da Companhia para o Desenvolvimento do Ensino Superior da UPM e UTM na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, Lda. Esta empresa resulta de uma parceria entre as duas instituições de ensino para desenvolver o campus na Ilha da Montanha.

Todavia, a informação divulgada ontem pelo DSSGAP revela que o dinheiro vai ter como destino final apoiar “a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau na aquisição dos terrenos de uso educativo no campus na Zona de Cooperação Aprofundada”.

Até ontem, cada uma das empresas das instituições de ensino tinha realizado 585 milhões da participação social de 884 milhões de renminbis.

Além das participações através das empresas, cada uma das universidades vai ainda injectar directamente 43 milhões de renminbis na parceira, que tem um capital social de 1,85 mil milhões de renminbis.

Acordo em Setembro

A divulgação do montante a ser gasto com os terrenos no Interior surge depois de, no mês passado, ter sido divulgado um acordo entre a UTM e a UPM com a Comissão de Gestão da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O contrato prevê a transferência do uso de terrenos e utilização do futuro campus universitário.

O projecto da UPM e UTM na Cidade Universitária tem mais de 459 mil metros quadrados, com as duas instituições de ensino a desenvolverem um campus em conjunto com edifícios de aulas, laboratórios, biblioteca, residências universitárias e instalações desportivas. Segundo a informação, espera-se que as obras arranquem em 2027 e fiquem “praticamente” concluídas em 2030.

Anteriormente também a Universidade de Macau tinha assinado um contrato semelhante para a utilização de terrenos na Zona de Cooperação, ao gastar 946 milhões de renminbis (1,4 mil milhões de patacas).

A cidade universitária é um projecto comercial falhado em Hengqin, com arquitectura de inspiração alemã, que está a ser reaproveitado como um campus para a expansão das universidades públicas da RAEM. Desde o Verão que o espaço começou a acolher os primeiros docentes, mas o objectivo é receber 20 mil estudantes até 2029.

16 Out 2026

Hengqin | UPM e UTM pagam 203,6 milhões a instituto do Interior

O projecto de arquitectura e planeamento do campus da UPM e da UTM em Hengqin vai custar 203,6 milhões de renminbis. O serviço fica a cargo de um instituto da Universidade de Tecnologia do Sul da China, também responsável pelo projecto da UM no mesmo campus

 

A Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Turismo de Macau (UTM) vão pagar cerca de 203,6 milhões de renminbis (245,1 milhões de patacas) pelo projecto de arquitectura e planeamento para o campus da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O serviço vai ser prestado pelo Instituto de Investimento em Design Arquitectónico da Universidade de Tecnologia do Sul da China.

A informação foi divulgada no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP) e a empresa terá sido escolhida por ajuste directo, o que implicou a dispensa de concurso público.
O investimento vai ser feito através da Companhia para o Desenvolvimento do Ensino Superior da UPM e UTM na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, uma empresa que resulta da parceria entre as duas instituições de ensino.

Dos 203,6 milhões de renminbis, 201,6 milhões são justificados com o valor do contrato pelos serviços prestados e os restantes 2 milhões são fundamentados com a “reserva para despesas/fundo de maneio”.
A adjudicação foi feita a 23 de Setembro e foi revelada na terça-feira.

A somar milhões

Este é o segundo contrato que é adjudicado directamente ao Instituto de Investimento em Design Arquitectónico da Universidade de Tecnologia do Sul da China no âmbito do projecto da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin.

Em Julho do ano passado foi revelado que a empresa Guangdong Hengqin UM Higher Education Development, propriedade da Universidade de Macau, acordou pagar 153,8 milhões de renminbis (173,3 milhões de patacas), também por ajuste directo, ao instituto do Interior da China. À semelhança do contrato mais recente, também o de 2025 previa o projecto de design arquitectónico do campus na Cidade Universitária.

Face a estes valores, no espaço de dois anos, o Instituto de Investimento em Design Arquitectónico da Universidade de Tecnologia do Sul da China somou 357,4 milhões de renminbis (cerca de 430 milhões de patacas) em contratos para projectar campus em Hengqin.

O campus em Hengqin está instalado na “Cidade Alemã”, um projecto falhado que pretendia captar investimento germânico para a Ilha da Montanha. As obras estão a ser realizadas em diferentes fases e o objectivo do Executivo da RAEM é criar condições para receber 20 mil alunos até 2029. A primeira fase do projecto foi inaugurada no Verão deste ano, quando foram recebidos os primeiros estudantes e docentes.

8 Out 2026

Sam Hou Fai antecipa entrada em funcionamento da Cidade Universitária

Sam Hou Fai visitou a Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin, na Ilha da Montanha, para acompanhar o desenvolvimento das “instalações de ensino e as infra-estruturas de apoio”.

A visita decorreu na quinta-feira, e antecipa a entrada em funcionamento do campus que vai permitir a expansão da Universidade de Macau, da Universidade Politécnica de Macau e da Universidade de Turismo de Macau.

A comitiva liderada pelo Chefe do Executivo observou espaços como salas de aula, laboratórios pedagógicos, restaurantes, auditórios, centros de estudantes e residências. No final da visita, Sam Hou Fai mostrou-se satisfeito o com desenrolar do projecto e as “diversas ofertas lectivas” disponibilizadas pelas instituições de ensino.

O início da actividade da 1ª fase da Cidade Universitária vai acontecer a 17 de Agosto, e o projecto ocupa uma área de construção de cerca de 65 mil metros quadrados. Esta fase envolveu um investimento com capitais da RAEM na ordem dos 8 mil milhões de patacas. No entanto, o investimento total, que inclui a 2ª e 3ª fases, deverá ultrapassar os 20 mil milhões de patacas.

Tudo se aproveita

A primeira fase visou principalmente a conversão da Praça de Dezhi, uma zona desenvolvida em Hengqin, pelas autoridades locais em parceria com a multinacional Siemens, com espaços de habitação e comerciais a imitar uma cidade tradicional alemã. Como o projecto não despertou interesse comercial, acabou por ser recuperado.

Agora a Praça de Dezhi vai ser aproveitada pelas universidades públicas da RAEM e foi transformada para receber edifícios de ensino e administrativos, dormitórios, cantinas, auditórios e salas de investigação científica. Nesta primeira fase, cerca de 1.400 alunos de pós-graduação vão frequentar o projecto.

Sobre o arranque das actividades, Sam Hou Fai pediu às três instituições que se coordenem para garantirem “o estabelecimento harmonioso e o início do ano lectivo sem sobressaltos para os 1.400 estudantes de pós-graduação, unindo-se para acumular experiência na gestão de um complexo universitário integrado”. Sam pediu igualmente às instituições de ensino que criem “boas condições para a transição para a 2ª e 3ª fases da Cidade Universitária”, que deverão ocorrer até 2030.

10 Ago 2026

Projecto da Cidade Universitária já custou 8 mil milhões de patacas

A primeira fase da construção de um novo pólo para as universidades na Ilha da Montanha não está concluída, mas já custou 8 mil milhões de patacas. O montante foi adiantando ontem por Song Pek Kei, deputada e presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas.

Esta comissão reuniu-se na manhã de ontem, segundo o jornal Ou Mun, para analisar o projecto em Hengqin que tem um custo previsto para o orçamento da RAEM de 20 mil milhões de patacas.

Song Pek Kei explicou que a primeira fase do projecto que tem como nome oficial “Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin” deverá ficar concluída entre Agosto e Setembro, com a instalação da Universidade de Macau, da Universidade Politécnica e da Universidade de Turismo na Praça de Dezhi.

A Praça de Dezhi foi uma zona desenvolvida em Hengqin, pelas autoridades locais em parceria com a multinacional Siemens, com espaços de habitação e comerciais a imitar uma cidade tradicional alemã. Como o projecto não despertou interesse comercial, acabou por recuperado pelas autoridades. Agora, vai ser aproveitado para receber as universidades locais, numa política de campus transitório.

Segundo Song Pek Kei, até Setembro, as universidades vão instalar cerca de 1.200 alunos no local. Os 8 mil milhões de patacas não incluem o preço de construção da cidade alemã, apenas da reconversão.

Conclusão até 2030

A deputada explicou também que a segunda fase deverá ficar finalizada até 2029, e que diz respeito à parte do campus. As obras encontram-se em curso e vão contribuir para o preço final de 20 mil milhões de patacas.

Em relação à terceira fase, prevê-se que o projecto fique totalmente completo em 2030, altura em que cerca de 20 mil alunos vão frequentar as diferentes instituições de ensino.

Após a reunião, Song Pek Kei apontou que esta cidade universitária faz parte dos esforços do governo para internacionalizar o ensino e formar quadros qualificados.

22 Jul 2026