Hoje Macau China / ÁsiaNaufrágio | Resgatados 48 tripulantes de navio vietnamita afundado no mar do Sul O número de sobreviventes do navio de carga vietnamita que se afundou no sábado junto a um recife ocupado pela China subiu para 48, enquanto prosseguem as operações de busca por 14 tripulantes ainda desaparecidos. As operações de busca e salvamento envolvem equipas do Vietname, das Filipinas e da China. As autoridades vietnamitas anunciaram na segunda-feira o resgate de mais três dos 62 tripulantes que seguiam a bordo, sem divulgarem pormenores sobre a operação. O cargueiro Khoi Nguyen 18 afundou-se no sábado à noite nas imediações do recife Fiery Cross, uma ilha artificial construída pela China no mar do Sul da China. O ministério dos Negócios Estrangeiros vietnamita indicou que o navio se afundou devido ao mau tempo no mar do Sul da China e acrescentou que os 48 sobreviventes já foram entregues às autoridades vietnamitas, que lhes prestam assistência médica antes do regresso ao continente. Segundo plataformas de monitorização marítima, o Khoi Nguyen 18 é um navio de carga geral construído em 2017. O sistema de identificação automática (AIS) do navio registou a sua última posição em Março, ao largo da costa do Vietname, de acordo com a plataforma MarineTraffic. Ao abrigo de uma convenção das Nações Unidas sobre segurança marítima ratificada pelo Vietname, os navios de carga de grande porte devem manter permanentemente ligado o sistema AIS, que transmite a identidade, posição e rumo da embarcação. Hanói afirmou que mobilizou de imediato meios de busca e salvamento, em coordenação com navios de resgate chineses, helicópteros e outras embarcações que se encontravam na zona. A Guarda Costeira das Filipinas, que destacou um navio-patrulha e uma aeronave após um pedido das autoridades vietnamitas, afirmou que a operação decorre ao abrigo de acordos internacionais de segurança marítima e da cooperação bilateral entre Manila e Hanói.
Hoje Macau China / ÁsiaEUA | Pequim condena intercepção de navio ligado à Rússia Pequim denunciou ontem a apreensão por parte dos Estados Unidos de um petroleiro que navegava sob bandeira russa em águas internacionais, classificando a acção como “arbitrária” e uma violação do direito internacional. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que a detenção de navios de outros países em alto-mar “contraria gravemente o direito internacional” e os princípios da Carta das Nações Unidas. As declarações surgem após a Guarda Costeira dos EUA ter interceptado o petroleiro Marinera – anteriormente conhecido como Bella 1 – no Atlântico Norte, acusando-o de violar o regime de sanções imposto por Washington. Segundo os Estados Unidos, o navio tentava aceder a águas venezuelanas para carregar crude. Moscovo já qualificou a operação como uma “intercepção ilegal” e exigiu um tratamento “humano e digno” para a tripulação. Pequim reiterou também a sua oposição às sanções unilaterais impostas por Washington sem respaldo das Nações Unidas, considerando que estas “carecem de base legal”. Em resposta a notícias sobre um possível agravamento das sanções norte-americanas contra a Rússia – com advertências dirigidas a empresas de países como a China, Índia ou Brasil – Mao Ning sublinhou que a cooperação económica, comercial e energética entre Pequim e Moscovo é “normal” e “não visa terceiros”, pelo que “não deve ser interferida”. A apreensão do Marinera insere-se na crescente pressão dos EUA sobre as exportações de petróleo da Rússia e da Venezuela. Washington anunciou recentemente novas medidas para confiscar navios ligados ao comércio de petróleo venezuelano e controlar indefinidamente as receitas associadas. Segundo órgãos de comunicação norte-americanos, o Marinera fazia parte da chamada “frota fantasma” usada para contornar as sanções ocidentais, o que tem alimentado fricções diplomáticas entre Washington, Moscovo e agora também Pequim.
Hoje Macau China / ÁsiaNavio da marinha tailandesa naufraga, salvamento de marinheiros em curso Um navio da marinha tailandesa naufragou no domingo no Golfo da Tailândia e equipas de salvamento estão no local para os trabalhos de resgate de cerca de três dezenas de marinheiros que se encontram ainda na água. A meio da manhã de hoje, 75 marinheiros tinham sido resgatados e 31 ainda estavam na água, disse fonte da marinha citada pela agência Associated Press. No domingo à noite, ventos fortes atiraram água do mar para a corveta HTMS Sukhothai e derrubaram o sistema elétrico. A Marinha Real tailandesa enviou três fragatas e dois helicópteros para tentar ajudar o navio e remover a água do mar, mas não possível fazê-lo devido aos ventos fortes. A perda de potência permitiu que mais água do mar entrasse no navio, fazendo com que este se afundasse. O acidente ocorreu quando o navio de guerra estava em patrulha no mar a 32 quilómetros do cais no distrito de Bangsaphan, na província de Prachuap Khiri Khan. Enquanto o norte e o centro da Tailândia vivem as temperaturas mais frias do ano, o sul da Tailândia tem vindo a sofrer tempestades e inundações nos últimos dias. Os navios foram avisados para permanecerem ancorados nos portos.
Hoje Macau China / ÁsiaNavio chinês força contratorpedeiro dos EUA a alterar trajectória [dropcap style≠’circle’]A[/dropcap] Marinha norte-americana disse que, no domingo, um navio de guerra chinês no mar do Sul da China aproximou-se “perigosamente” de um contratorpedeiro dos Estados Unidos, forçando-o a mudar a trajectória. De acordo com o porta-voz da Frota do Pacífico dos EUA, durante uma operação da marinha, no arquipélago Spratly (arquipélago desabitado no Mar do Sul da China, com mais de 750 recifes, ilhéus, atóis e ilhas) um navio chinês “aproximou-se a 45 jardas (41 metros)” do contratorpedeiro e convidou-o “a deixar a área”. Uma manobra “agressiva (…) perigosa e pouco profissional”, disse o porta-voz, acrescentando que o navio norte-americano foi forçado a “manobrar para evitar uma colisão”. Pequim reivindica quase todo o Mar do Sul da China, apesar das reivindicações dos países vizinhos. Nos últimos anos, construiu sete recifes em ilhas artificiais, capazes de receber instalações militares em recifes disputados pelos países vizinhos. As novas ilhas ficam próximas de ilhas ocupadas pelo Vietname, Filipinas e Taiwan. Malásia e o Brunei são outros dos países que disputam a jurisdição sobre ilhas e recifes, ricos em pesca e potenciais depósitos de combustíveis fósseis. A China acusa os EUA, que regularmente patrulham as águas com meios aéreos, porta-aviões e outros navios de guerra, de se intrometerem numa disputa que é puramente asiática. Este mar estratégico, por onde passam anualmente cerca de cinco biliões de dólares em mercadorias, terá vastas reservas de gás e petróleo. Em Agosto, a cadeia de televisão norte-americana CNN informou que as forças armadas chinesas repetidamente advertiram um avião da Marinha dos EUA que voava perto de algumas destas novas ilhas para “sair imediatamente e manter-se afastado para evitar qualquer mal-entendido”.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Navio com 70.000 toneladas de soja atraca após um mês de espera [dropcap style=’circle’]U[/dropcap]m navio norte-americano que transporta soja no valor de 17 milhões de euros atracou na China, um mês depois de navegação sem rumo no Pacífico, vítima da guerra comercial entre Pequim e Washington. O diário oficial chinês Global Times informou ontem que o Peak Pegasus, um cargueiro de 229 metros que pesa 43.000 toneladas, com 70.000 toneladas de soja, atracou no porto de Dalian (noroeste da China) este fim-de-semana. O Peak Pegasus tinha previsto descarregar as 70.000 toneladas de soja em Dalian em 6 de Julho passado, antes de as autoridades chinesas imporem uma taxa alfandegária de 25 por cento sobre a soja norte-americana, em retaliação contra a decisão de Washington em aumentar os impostos sobre 29 mil milhões de euros de bens importados da China. O navio, propriedade da JP Morgan Asset Management, chegou tarde ao destino e esteve a navegar em círculos deste então, enquanto os donos da carga, a empresa Louis Dreyfus, decidiam o que fazer. Segundo o diário britânico The Guardian, o grupo, que tem sede multinacional em Amesterdão, pagou uma diária de 12.500 dólares para continuar a fretar o barco. A soja é chave nas disputas comerciais entre EUA e China: representa 10 por cento do conjunto das exportações norte-americanas para o país asiático e é um sector vital para a América rural, onde estão concentrados muitos dos eleitores do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Hoje Macau China / ÁsiaGuerra Comercial | Navio com 70 mil toneladas de soja navega sem rumo [dropcap style=’circle’]U[/dropcap]m navio de carga norte-americano que transporta 17 milhões de euros em soja navega sem rumo há um mês, no oceano pacífico, devido à guerra comercial que, entretanto, se desencadeou entre Pequim e Washington. O Peak Pegasus tinha previsto descarregar 70.000 toneladas de soja no porto chinês de Dalian, em 6 de Julho passado, antes de as autoridades chinesas imporem uma taxa alfandegária de 25 por cento sobre a soja norte-americana, em retaliação contra a decisão de Washington em aumentar os impostos sobre 29 mil milhões de euros de bens importados da China. No entanto, o barco chegou atrasado ao destino e, desde então, tem andado às voltas, sem que os donos, a empresa Louis Dreyfus, decidam o que fazer à carga. O transporte de soja dos EUA para a China demora pelo menos 30 dias. Carregamentos feitos antes das taxas entrarem em vigor poderão ter sido taxados ainda antes de desembarcarem na China. Segundo o diário britânico The Guardian, os custos diários para manter o navio a navegar próximo da costa chinesa ascendem a 10.700 euros. A soja é um ponto-chave nas disputas comerciais entre EUA e China: representa 10 por cento do conjunto das exportações norte-americanas para o país asiático e é um sector vital para a América rural, onde estão concentrados muitos dos eleitores do Presidente norte-americano, Donald Trump