GP | Mercedes-AMG anunciou que voltará com três carros

Esta quarta-feira, eram oito da manhã em Affalterbach, na Alemanha, quando a Mercedes-AMG anunciou o seu regresso a Macau, após um ano de ausência. A casa de Estugarda colocará três carros na grelha de partida da Taça do Mundo de GT da FIA, integrada no programa do Grande Prémio de Macau, que terá lugar entre 19 e 22 de Novembro

O construtor alemão foi o grande ausente da edição do ano passado da Taça do Mundo de GT da FIA. Na altura, a Mercedes-AMG Motorsport justificou a decisão com a utilização dos sensores de binário, também obrigatórios este ano, e a falta de oportunidade para os testar com as equipas locais antes do grande evento no Circuito da Guia.

Para este regresso à mais prestigiada corrida de “sprint” de GT3 do mundo, a marca da estrela de três pontas escolheu os alemães Maro Engel e Lucas Auer, ambos pilotos da Mercedes-AMG Performance Drivers, e o piloto de Hong Kong Adderly Fong. Os três Mercedes-AMG GT3 estarão inscritos por duas estruturas: a Craft-Bamboo Racing será responsável pelos carros de Engel e Fong, enquanto o de Auer será preparado pela estreante australiana Tigani Motorsport.

Stefan Wendl, responsável pelo departamento da competição-cliente da Mercedes-AMG Motorsport, salientou que “Macau é simultaneamente um dos pontos altos da temporada e um enorme desafio”, explicando que, “como os sensores de binário são obrigatórios na Taça do Mundo de GT da FIA desde o ano passado e ainda não temos experiência com estes dispositivos no Circuito da Guia, estamos a dar particular importância à preparação e ao trabalho de simulação”.

Tripla de luxo

Maro Engel será, naturalmente, um dos principais candidatos à vitória. O alemão é um dos pilotos de GT3 mais experientes do mundo e bem-sucedidos em Macau. O seu palmarés fala por si: dez participações e quatro vitórias. Venceu a Macau GT Cup em 2014 e 2022 e triunfou na Taça do Mundo em 2015 e 2024. Em conjunto com Edoardo Mortara, Engel é, por isso, o recordista de vitórias em corridas de GT em Macau. O alemão soma ainda três presenças no pódio: o segundo lugar em 2018 e dois terceiros lugares, em 2016 e 2017.

A principal figura da formação alemã afirmou que “ainda falta algum tempo, mas já estou ansioso pela atmosfera única e pelo fantástico apoio dos adeptos”. Engel voltou a destacar que se trata de uma pista que “exige tudo de um piloto e obriga a uma precisão extraordinária. É precisamente o tipo de desafio que adoro, porque é um daqueles circuitos onde o piloto pode realmente fazer a diferença”.

Tal como Engel, Adderly Fong também representará a Craft-Bamboo Racing e leva consigo uma vasta experiência no circuito da RAEM. O piloto chinês de Hong Kong disputou pela primeira vez uma corrida de Fórmula 3 no Circuito da Guia em 2010 e estreou-se em GT3 em Macau, em 2014. Na sua participação mais recente, em 2025, Fong competiu ao volante de um Audi R8 LMS GT3, terminando na 13.ª posição.

Por fim, Lucas Auer enfrentará pela primeira vez o desafio da Taça do Mundo aos comandos de um GT3. Contudo, o austríaco, de 31 anos, conhece bem o Circuito da Guia. Sobrinho do antigo piloto de Fórmula 1 Gerhard Berger e actualmente piloto do DTM, Auer disputou o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 entre 2012 e 2014. Na sua mais recente participação, em 2014, terminou na segunda posição.

Marca com história

Stefan Wendl voltou a recordar que «a Mercedes-AMG Motorsport tem um historial de sucesso em Macau e, naturalmente, queremos dar continuidade a essa tradição». Com nove vitórias em 18 corridas de GT3 disputadas até ao momento e cinco títulos de construtores, a Mercedes-AMG é a marca mais bem-sucedida em Macau na categoria.

Todavia, o sucesso da marca no território remonta aos anos 1950, quando Douglas Steane, ao volante de um Mercedes-Benz 190 SL, e Arthur Pateman, com um Mercedes-Benz 300 SL, venceram as edições de 1956 e 1957, respectivamente.

Mais tarde, já na era da Fórmula 3, a Mercedes voltou a celebrar por sete ocasiões entre 2005 e 2015. A marca germânica conquistou igualmente outros triunfos de menor importância no Circuito da Guia, nomeadamente na Corrida de Carros de Produção, na Taça GT – Corrida da Grande Baía ou, em 1969, na Guia 101, a única prova de automobilismo disputada nas ruas de Macau de forma independente do Grande Prémio.

21 Ago 2026

Automobilismo | Mercedes AMG deverá regressar à Taça GT em Macau

A Mercedes AMG deverá regressar em Novembro ao Circuito da Guia para defender o título da Taça do Mundo FIA de GT da 65ª edição do Grande Prémio de Macau, apesar do construtor de Estugarda ainda não ter confirmado os seus planos para a prova

 

[dropcap style≠’circle’]D[/dropcap]urante o fim-de-semana do campeonato DTM em Zandvoort, na Holanda, o HM teve a oportunidade de questionar Ulrich Fritz, o CEO da HWA, a equipa oficial da Mercedes-AMG, e um dos obreiros do regresso oficial da marca da estrelinha ao território há cinco anos.

“Neste momento, não posso ainda dar uma resposta final, mas este é um dos eventos principais da temporada de GT. Nós somos campeões e não há uma grande hipótese de não haver um Mercedes à partida”, explicou Fritz ao HM.

Para além de ser um evento comercialmente atractivo para o construtor germânico, para Fritz este “é o evento mais importante das corridas de GT no mundo, como corrida de sprint pelo menos, e é sobre ter os melhores pilotos. Isto, apesar de Macau já ter provado ser mais um jogo (de sorte ou azar); talvez seja algo relacionado com a cidade. É como uma roleta, como vimos o ano passado, com vários carros a baterem na primeira volta, e há dois anos, quando o vencedor venceu com o carro virado ao contrário.”

Características únicas

Alguns construtores já mostraram publicamente o seu desagrado sobre o facto de a Taça do Mundo ser disputada num circuito tão ‘suis generis’ como o da Guia, mas para Fritz essa é uma condicionante que não o incomoda.

“Foi algo criado em Macau e é por isso que todos gostamos de Macau. Como estamos a atribuir um título mundial deveria ser um pouco menos de jogo (de sorte ou azar), mas não me cabe a mim julgar”, esclareceu o responsável germânico.

Até ao dia 31 de Agosto os construtores interessados na prova terão que pagar os 2,500 euros por carro da pré-inscrição e esperar pelo dia 5 de Setembro, quando a FIA decidirá os 25 concorrentes seleccionados. Contudo, só em Outubro as identidades dos concorrentes serão divulgados ao público pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau.

A Mercedes AMG venceu a edição 2014 e 2015 da Taça GT Macau, com o alemão Maro Engel, e conquistou a primeira Taça do Mundo FIA o ano passado com o inevitável Edoardo Mortara.

19 Jul 2018

Geely compra grande fatia da Mercedes

A Geely, que já comprou a Volvo e a Lotus, tentou adquirir há três semanas uma grande fatia da Daimler, dona da Mercedes e Smart. E, ao que parece, à segunda tentativa, conseguiram.

[dropcap style≠‘circle’]A[/dropcap] Geely parece cada vez mais o T-Rex da indústria automóvel. Isto no sentido que come – ou melhor, compra – tudo o que lhe aparece à frente, desde que se adapte à sua estratégia de crescimento. Adquiriu a Volvo Cars à Ford por 1,5 mil milhões de euros em 2010 e, mais recentemente, a London Taxi Company que constrói os táxis londrinos (em 2013 por 15,1 milhões de euros), a Lotus (51% por 55 milhões de euros) e uma fatia importante da Proton (49,9%). Nem os carros voadores da Terrafugia escaparam ao seu apetite voraz e bolsos, aparentemente, sem fundo.
Em final de Novembro, os chineses (cuja denominação oficial é Zhejiang Geely Holding Group Co., Ltd) informaram a Daimler, o grupo que inclui a Mercedes e Smart, que pretendiam comprar entre 3% a 5% de novas acções, o que os alemães rejeitaram, porque isso iria diluir o valor dos títulos detidos pelos actuais accionistas. Mas desafiariam a Geely a adquiri-las no mercado aberto, indo ao ponto de revelar que viam com bons olhos a entrada de investidores com objectivos de longo prazo. E a Geely, o maior fabricante chinês sem ligações ou participação do Governo, terá feito isso mesmo, segundo a China Central Television.
Em causa está um investimento de 4.000 milhões de euros, valor que corresponde sensivelmente a 5% das acções da Daimler, o que coloca a Geely na 3ª posição entre os que têm as maiores fatias do grupo germânico, logo atrás do Kuwait Investment Authority, que possui 6,8%, e dos americanos da Black Rock (5%), mas à frente da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, que detém 3,1% na empresa alemã.
Com esta aquisição, ainda não confirmada pelas vias oficiais, a Geely quer ter acesso à tecnologia da Mercedes, especialmente no que respeita às baterias, mantendo a estratégia habitual de Li Shufu, o chinês que fundou a Geely há 31 anos e que a tem feito crescer desde então, cada vez de forma mais rápida.
Curiosamente, a estratégia da empresa liderada por Li Shufu sempre passou mais por aquisições do que pelos investimentos massivos que são necessários para manter qualquer construtor automóvel na crista da onda, no que às inovações diz respeito. Isso explica que enquanto a Geely investe muito pouco, ou mesmo nada, em investigação e desenvolvimento (I&D), a Daimler invista 8,4 mil milhões de dólares, no que é apenas ultrapassada pela Toyota (9,6 mil milhões) e pela Volkswagen, que é de longe quem mais investe em I&D (15,1 mil milhões de dólares). Renault e Nissan, juntas, atingem 7,1 mil milhões de dólares, quase tanto quanto a Ford (7,3), o quarto grupo que mais investe neste domínio.

19 Dez 2017