Nunu Wu Manchete SociedadePonte da Amizade | Queixas de piso irregular e acidentado Condutores queixam-se do piso irregular na Ponte de Amizade semelhante a pequenas lombas sempre que passam por uma junta de dilatação, a cada 12 metros. O deputado e engenheiro Leong Hong Sai aponta que a estrutura da ponte já pressupõe alguma trepidação A trepidação provocada pela circulação na Ponte da Amizade causou algumas queixas de condutores, que consideram o piso mais irregular e acidentado, em comparação com o passado, antes de terem iniciado as obras de manutenção na estrutura. Recorde-se que a Ponte da Amizade está com obras de manutenção no tabuleiro desde meados de Maio, as primeiras de grande escala nos últimos 25 anos. Segundo queixas ouvidas pelo jornal Ou Mun, os condutores manifestaram dúvidas se a trepidação se deve a problemas com o asfalto, ou se será das juntas de dilatação. A situação levou o deputado e engenheiro Leong Hong Sai a visitar a ponte. Em primeiro lugar, o legislador da bancada dos Moradores referiu que o facto de o tabuleiro e os viadutos de acesso da ponte terem juntas de dilatação a cada 12 metros é um problema herdado da concepção histórica da ponte. Leong Hong Sai explica que, com base no desenho estrutural da Ponte da Amizade, um veículo que circule a uma velocidade entre 60 e 80 quilómetros por hora sente a trepidação a cada meio segundo. O engenheiro refere que este sistema “ondulatório” é uma característica da ponte, mas que também se deve ao sistema de drenagem da estrutura. Como tal, a trepidação é sentida com mais intensidade na faixa mais lenta, devido ao declive descendente no asfalto para escoar água acumulada. Esperar pelo fim A diferença de materiais pode ser outra explicação para a trepidação, devido às propriedades físicas drasticamente diferentes. O deputado realçou que as juntas de dilatação são estruturas rígidas feitas de aço e betão, enquanto o revestimento rodoviário é constituído por betão asfáltico flexível. A passagem pelas diferentes superfícies cria esse contraste. Porém, se tiver de escolher entre o máximo conforto na condução, ou condução segura quando chove, o deputado e engenheiro não tem dúvidas que a prioridade deve ser a segurança rodoviária. No entanto, ressalva que a obra ainda não terminou, tendo o fim previsto antes do início do ano lectivo, em Setembro, e que as juntas de dilatação ainda não foram todas substituídas e que a condução deverá ser mais suave quando esse trabalho for concluído. Por fim, Leong Hong Sai realça a importância de efectuar uma vistoria completa quando as obras estiverem concluídas.