Covid-19 | Portugal conta com 448 casos de infecção, o primeiro na ilha da Madeira

O número de infectados pelo novo coronavírus subiu para 448, mais 117 do que os contabilizados na segunda-feira, anunciou esta terça-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, divulgado esta terça-feira às 12:00, há 4.030 casos suspeitos (mais 1.122), dos quais 323 (eram 374) aguardam resultado laboratorial. Segundo a DGS, há três casos recuperados.

Entretanto o Governo Regional da Madeira anunciou ontem o primeiro caso de Covid-19 na região, indicando que se trata de uma cidadã holandesa que se encontrava de férias na ilha. “O caso positivo foi detetado numa cidadã holandesa que entrou no território no dia 12 de março”, disse o presidente do executivo, Miguel Albuquerque.

A cidadã está agora internada no espaço do Serviço de Saúde da Madeira (Sesaram) preparado para os isolamentos de casos de Covid-19. “Determinámos o fim de todas as actividades de animação e recreação turísticas na região autónoma a partir deste momento, como, por exemplo, excursões, passeios, visitas guiadas, rent-a-car ou de outra ordem”, afirmou Miguel Albuquerque, em conferência de imprensa, no Funchal.

O governante realçou que o executivo comunicará novamente às embaixadas a “necessidade mandatória de procederem ao repatriamento dos seus concidadãos que ainda permanecem na região, com a maior brevidade possível”.

Miguel Albuquerque vincou também o reforço das medidas de restrição de entrada de cidadãos em centros comerciais, mercados e outros espaços públicos, no sentido de evitar a concentração de pessoas e o contacto físico entre elas.

O primeiro caso positivo de Covid-19 no arquipélago da Madeira foi registado na segunda-feira (16 de março) às 22:14 horas, sendo que os serviços de saúde e proteção civil tomaram “todas as medidas necessárias de isolamento e prevenção” da unidade hoteleira” onde se encontrava a cidadã holandesa.

Trata-se do Enotel Quinta do Sol (ex-Quinta do Sol), um quatro estrelas localizado na Rua Dr. Pita, na cidade do Funchal, com 147 quartos.

“Segundo o protocolo previamente estabelecido, todos aqueles com quem [a turista] contactou estão a ser devidamente acompanhados pelas autoridades regionais de saúde”, esclareceu Miguel Albuquerque, vincando que o governo irá “continuar a tomar as medidas necessárias” no sentido de conter a pandemia de Covid-19 e salvaguardar “a vida e a saúde” das famílias.

O chefe do executivo apelou aos cidadãos para que permaneçam nas suas residências, efectuando apenas saídas para aquisição de alimentos, compra de medicamentos, apoio a idosos e deslocações de e para o trabalho. “Face a esta nova situação, o trabalho na Administração Pública fica reduzida ao nível indispensável para o funcionamento das instituições, restringindo ainda mais os seus planos de contingência”, afirmou.

Miguel Albuquerque apelou ainda aos cidadãos de quarentena na região, sobretudo os que regressaram do continente, para o “cumprimento escrupuloso” da mesma, uma vez que está em causa “a vida e a saúde de outros concidadãos, incluindo os seus familiares”.

Entretanto, nasceu esta terça-feira o primeiro bebé de mãe infectada com o vírus da Covid-19 no Hospital de São João, no Porto. Os dois “estão bem”, disse à Lusa fonte oficial daquela unidade hospitalar. De acordo coma fonte, foram feitos testes de despiste do vírus no bebé, estando a aguardar-se os resultados.

17 Mar 2020

Covid-19 | Portugal conta com 448 casos de infecção, o primeiro na ilha da Madeira

O número de infectados pelo novo coronavírus subiu para 448, mais 117 do que os contabilizados na segunda-feira, anunciou esta terça-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, divulgado esta terça-feira às 12:00, há 4.030 casos suspeitos (mais 1.122), dos quais 323 (eram 374) aguardam resultado laboratorial. Segundo a DGS, há três casos recuperados.
Entretanto o Governo Regional da Madeira anunciou ontem o primeiro caso de Covid-19 na região, indicando que se trata de uma cidadã holandesa que se encontrava de férias na ilha. “O caso positivo foi detetado numa cidadã holandesa que entrou no território no dia 12 de março”, disse o presidente do executivo, Miguel Albuquerque.
A cidadã está agora internada no espaço do Serviço de Saúde da Madeira (Sesaram) preparado para os isolamentos de casos de Covid-19. “Determinámos o fim de todas as actividades de animação e recreação turísticas na região autónoma a partir deste momento, como, por exemplo, excursões, passeios, visitas guiadas, rent-a-car ou de outra ordem”, afirmou Miguel Albuquerque, em conferência de imprensa, no Funchal.
O governante realçou que o executivo comunicará novamente às embaixadas a “necessidade mandatória de procederem ao repatriamento dos seus concidadãos que ainda permanecem na região, com a maior brevidade possível”.
Miguel Albuquerque vincou também o reforço das medidas de restrição de entrada de cidadãos em centros comerciais, mercados e outros espaços públicos, no sentido de evitar a concentração de pessoas e o contacto físico entre elas.
O primeiro caso positivo de Covid-19 no arquipélago da Madeira foi registado na segunda-feira (16 de março) às 22:14 horas, sendo que os serviços de saúde e proteção civil tomaram “todas as medidas necessárias de isolamento e prevenção” da unidade hoteleira” onde se encontrava a cidadã holandesa.
Trata-se do Enotel Quinta do Sol (ex-Quinta do Sol), um quatro estrelas localizado na Rua Dr. Pita, na cidade do Funchal, com 147 quartos.
“Segundo o protocolo previamente estabelecido, todos aqueles com quem [a turista] contactou estão a ser devidamente acompanhados pelas autoridades regionais de saúde”, esclareceu Miguel Albuquerque, vincando que o governo irá “continuar a tomar as medidas necessárias” no sentido de conter a pandemia de Covid-19 e salvaguardar “a vida e a saúde” das famílias.
O chefe do executivo apelou aos cidadãos para que permaneçam nas suas residências, efectuando apenas saídas para aquisição de alimentos, compra de medicamentos, apoio a idosos e deslocações de e para o trabalho. “Face a esta nova situação, o trabalho na Administração Pública fica reduzida ao nível indispensável para o funcionamento das instituições, restringindo ainda mais os seus planos de contingência”, afirmou.
Miguel Albuquerque apelou ainda aos cidadãos de quarentena na região, sobretudo os que regressaram do continente, para o “cumprimento escrupuloso” da mesma, uma vez que está em causa “a vida e a saúde de outros concidadãos, incluindo os seus familiares”.
Entretanto, nasceu esta terça-feira o primeiro bebé de mãe infectada com o vírus da Covid-19 no Hospital de São João, no Porto. Os dois “estão bem”, disse à Lusa fonte oficial daquela unidade hospitalar. De acordo coma fonte, foram feitos testes de despiste do vírus no bebé, estando a aguardar-se os resultados.

17 Mar 2020

Covid-19 | Portugal conta com 448 casos de infecção, o primeiro na ilha da Madeira

O número de infectados pelo novo coronavírus subiu para 448, mais 117 do que os contabilizados na segunda-feira, anunciou esta terça-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, divulgado esta terça-feira às 12:00, há 4.030 casos suspeitos (mais 1.122), dos quais 323 (eram 374) aguardam resultado laboratorial. Segundo a DGS, há três casos recuperados.
Entretanto o Governo Regional da Madeira anunciou ontem o primeiro caso de Covid-19 na região, indicando que se trata de uma cidadã holandesa que se encontrava de férias na ilha. “O caso positivo foi detetado numa cidadã holandesa que entrou no território no dia 12 de março”, disse o presidente do executivo, Miguel Albuquerque.
A cidadã está agora internada no espaço do Serviço de Saúde da Madeira (Sesaram) preparado para os isolamentos de casos de Covid-19. “Determinámos o fim de todas as actividades de animação e recreação turísticas na região autónoma a partir deste momento, como, por exemplo, excursões, passeios, visitas guiadas, rent-a-car ou de outra ordem”, afirmou Miguel Albuquerque, em conferência de imprensa, no Funchal.
O governante realçou que o executivo comunicará novamente às embaixadas a “necessidade mandatória de procederem ao repatriamento dos seus concidadãos que ainda permanecem na região, com a maior brevidade possível”.
Miguel Albuquerque vincou também o reforço das medidas de restrição de entrada de cidadãos em centros comerciais, mercados e outros espaços públicos, no sentido de evitar a concentração de pessoas e o contacto físico entre elas.
O primeiro caso positivo de Covid-19 no arquipélago da Madeira foi registado na segunda-feira (16 de março) às 22:14 horas, sendo que os serviços de saúde e proteção civil tomaram “todas as medidas necessárias de isolamento e prevenção” da unidade hoteleira” onde se encontrava a cidadã holandesa.
Trata-se do Enotel Quinta do Sol (ex-Quinta do Sol), um quatro estrelas localizado na Rua Dr. Pita, na cidade do Funchal, com 147 quartos.
“Segundo o protocolo previamente estabelecido, todos aqueles com quem [a turista] contactou estão a ser devidamente acompanhados pelas autoridades regionais de saúde”, esclareceu Miguel Albuquerque, vincando que o governo irá “continuar a tomar as medidas necessárias” no sentido de conter a pandemia de Covid-19 e salvaguardar “a vida e a saúde” das famílias.
O chefe do executivo apelou aos cidadãos para que permaneçam nas suas residências, efectuando apenas saídas para aquisição de alimentos, compra de medicamentos, apoio a idosos e deslocações de e para o trabalho. “Face a esta nova situação, o trabalho na Administração Pública fica reduzida ao nível indispensável para o funcionamento das instituições, restringindo ainda mais os seus planos de contingência”, afirmou.
Miguel Albuquerque apelou ainda aos cidadãos de quarentena na região, sobretudo os que regressaram do continente, para o “cumprimento escrupuloso” da mesma, uma vez que está em causa “a vida e a saúde de outros concidadãos, incluindo os seus familiares”.
Entretanto, nasceu esta terça-feira o primeiro bebé de mãe infectada com o vírus da Covid-19 no Hospital de São João, no Porto. Os dois “estão bem”, disse à Lusa fonte oficial daquela unidade hospitalar. De acordo coma fonte, foram feitos testes de despiste do vírus no bebé, estando a aguardar-se os resultados.

17 Mar 2020

As Ilhas do Ouro Branco

A arte que o açúcar da Madeira comprou em exposição no Museu Nacional de Arte Antiga

A antecipar o arranque do programa de Comemorações dos 600 anos do Descobrimento da Madeira e do Porto Santo, que se assinalará em 2019 de forma intensa, o Governo Regional da Madeira, em conjunto com o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) de Portugal, apresenta a excepcional exposição “As Ilhas do Ouro Branco – Encomenda Artística na Madeira (séculos XV-XVI)”, inaugurada no passado dia 15 de Novembro. Em Lisboa, estão reunidas 86 peças provenientes do Museu de Arte Sacra da Diocese do Funchal, de colecções privadas e um retábulo do espólio do Museu.

Se a importância desta exposição é inegável no âmbito da história da arte, não é menos relevante no que concerne à museografia. Comissariada por Fernando António Baptista Pereira e Francisco Clode de Sousa, historiadores de arte e museólogos, com reconhecida investigação no âmbito do património madeirense, a narrativa expositiva flui numa lógica coerente e articulada, facilmente perceptível pelo visitante.

A abrir a exposição, que apresenta obras de pintura, escultura e ourivesaria, algumas delas restauradas para a ocasião, está um grande ecrã onde é projectado um filme que mostra a Madeira e a sua natureza em bruto, tal como terá sido encontrada pelos primeiros navegadores, e “que estão na base do encantamento que a ilha da Madeira provocou”, salientou Francisco Clode de Sousa na apresentação à imprensa, para quem esta mostra revela também a história da Madeira, a ilha “onde Portugal se ensaiou fora de si próprio”, referiu.

Sublinhou ainda que “a Madeira é uma espécie de balão de ensaio do que viria a ser o Portugal da expansão, primeiro atlântica e depois no Índico.” Ao longo de uma narrativa que parte do espanto dos primeiros navegadores perante o novo território e prossegue com a evocação do esforço do povoamento e da implantação de estruturas económicas e administrativas no arquipélago, esta exposição dá a conhecer as elites comitentes locais através das suas encomendas – obras de pintura, escultura e ourivesaria – provenientes da Flandres, do continente ou até do Oriente. A narrativa expositiva constrói-se em quatro núcleos: “O açúcar no paraíso”; “Organizando a terra virgem”; “A arte que o açúcar comprou”; “Um reino dentro do reino” Numa última sala, expõem-se as mais destacadas obras-primas encomendadas, sintetizando, com particular brilho, a riqueza do património madeirense dos séculos XV e XVI, resultante do esplendor cultural proporcionado pelo ciclo económico do “ouro branco”.

Proveniente da Ásia, a cana-de-açúcar terá começado a ser importada da Sicília pelo Infante D. Henrique, que introduziu o seu cultivo na Madeira nos finais da primeira metade do século XV, um projecto de rápida expansão. O desenvolvimento da produção de açúcar em larga escala permitiram a sua exportação para os portos da Flandres, primeiro através de Lisboa, e depois directamente. O consumo do “ouro branco” aumentou, assim, por toda a Europa, alterando hábitos alimentares e algumas práticas medicinais no mundo.

Em paralelo, os mercadores que levavam o açúcar para Bruges e Antuérpia, entre outras cidades da Flandres, regressavam regularmente à Madeira com bens, nomeadamente obras de arte, sobretudo de carácter religioso, destinadas a satisfazer as devoções e a definir o estatuto social dos novos grupos populacionais constituídos à sombra dos canaviais e da economia açucareira, nomeadamente de pinturas das oficinas de Gérard David, Dick Bouts, Joos Van Cleve e Jean Gossaert, de escultura das oficinas de Malines, Antuérpia e Bruxelas, artes decorativas e ainda ourivesaria, também provenientes do continente e até do Oriente. A maioria das igrejas matrizes fundadas ou reformuladas durante o reinado manuelino foi dotada de imagens e retábulos flamengos, entre os quais se destaca o magnífico retábulo da Sé do Funchal, único no mundo, inspirando a encomenda de peças idênticas por particulares.

Com um pé na economia açucareira, eram feitas encomendas artísticas que geraram “uma economia da salvação”, explicou Fernando António Baptista Pereira na apresentação à imprensa. Nas palavras deste historiador de arte, as peças expostas resultavam “da oferta à igreja de obras de arte que eram compradas com os excedentes económicos para remissão dos pecados”. Recordou ainda que foram os cereais o primeiro ciclo económico do arquipélago, só depois substituídos pelo açúcar. Foi este “ouro branco” escoado para os mercados europeus, numa altura em que o açúcar ainda era raro e caro, que proporcionou um enorme desenvolvimento local na Madeira. É perceptível o gosto dos senhores locais pela arte flamenga, onde frequentemente se faziam representar e cuja posse lhes sublinhava o prestígio. Tal como se regista a mudança de gosto que, a partir de meados do século XVI, passa a privilegiar as oficinas de Lisboa, nas expressões da Renascença ao Maneirismo.

Muita da “arte que o açúcar comprou” pode ser vista nesta exposição que constitui, seguramente, uma oportunidade de excepção para ver em Lisboa algumas das obras mais notáveis de pintura, escultura e ourivesaria do património artístico português, incluindo: Santiago Maior, de finais do século XV e atribuído a Dieric Bouts; a Virgem com o Menino, São Bento e São Bernardo, de c. 1515 e atribuído a Francisco Henriques; o Retábulo dos Reis Magos, com o corpo central relevado em madeira dourada e policromada e volantes laterais pintados com a representação dos doadores, de oficina de Antuérpia, datado de c. de 1530; o Tríptico da Descida da Cruz, de cerca de 1518-1527 e atribuído a Gérard David (Bruges); o Tríptico de Santiago Menor e de S. Filipe, datado de c.1527-1531 e atribuído a Pieter Coecke van Aelst (Antuérpia); o Tríptico da Virgem da Misericórdia, de Jan Provoost (Bruges e Antuérpia), datado de 1529, com Nossa Senhora da Misericórdia ao centro, ladeada pelos santos Cristóvão, Paulo, Pedro e Sebastião; duas pinturas (Apresentação do Menino no Templo e Ressurreição) do retábulo da igreja de São Brás, no Arco da Calheta, de c. 1550-1560 e atribuído ao Mestre de Abrantes; quatro pinturas (Anunciação, Adoração dos Pastores, Adoração dos Magos e Ressurreição, de oficina portuguesa e datadas de c. 1550-1560; ou as extraordinárias esculturas de S. Sebastião, fragmento, de oficina coimbrã, atribuída a Diogo Pires, o Moço, e da Imaculada Conceição, dita Virgem de D. Manuel, trabalho flamengo, possível oficina de Malines, ambas datadas do início do século XVI; a imponente cruz processional, com iconografia da Paixão e a representação, no reverso, da figura em vulto de Cristo Redentor Mundi, e com decoração e heráldica manuelina, em prata dourada, do primeiro quartel do século XVI, para além de obras do anónimo conhecido como “Mestre da Lourinhã”, de Michiel Coxcie (Malines), e Joos van Cleve (Antuérpia). E estas são apenas algumas de entre as 86 peças que se encontram expostas e que podem ser vistas no MNAA, de terça a domingo das 10h00 às 18h00, até 18 de Março de 2018.

22 Fev 2018