Turismo | Airbnb cancela concurso para dormir na Grande Muralha

Aplataforma electrónica de arrendamento de casas Airbnb suspendeu um concurso que oferecia uma noite numa atalaia da Grande Muralha, o símbolo mais expressivo da China, devido às críticas dos internautas chineses, que temiam danos.
Segundo a imprensa local, a empresa informou que não avançará com o seu plano original de oferecer a oito vencedores de um concurso uma noite numa das maiores maravilhas da arquitectura antiga, considerada património da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O concurso, designado Noite na Grande Muralha, foi permitido pelas autoridades chinesas, assegura a Airbnb, mas suscitou críticas entre a opinião pública chinesa. “A Grande Muralha é património histórico sob protecção, como é possível que permitam a sua conversão para alojamento”, reagiu um internauta na rede social Weibo, equivalente ao Twitter na China. “Agora, até relíquias antigas podem ser alugadas para ganhar dinheiro”, questionou outro.
O alojamento envolvia a conversão de uma atalaia da Grande Muralha, monumento com 2.600 anos, em dupla habitação, com cama, decoração e iluminação por velas, mas sem electricidade, ligação à internet, ar condicionado ou televisão.
Não é proibido pernoitar na Grande Muralha, mas leis que visam a protecção e conservação do monumento, que se estende ao longo de 21.000 quilómetros, proíbem a construção de instalações que não sejam para a conservação deste

9 Ago 2018

Turismo | Concurso para dormir na Grande Muralha suscita críticas ao Airbnb

Aplataforma electrónica de aluguer de casas Airbnb lançou um concurso que oferece uma noite numa atalaia da Grande Muralha, o símbolo mais expressivo da China, suscitando críticas por parte dos internautas chineses, que temem danos.
Oito viajantes terão a oportunidade de passar uma noite numa das maiores maravilhas da arquitectura antiga, considerada património da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), caso vença o concurso que a empresa lançou em 11 mercados, e que não inclui Portugal. O alojamento envolve a conversão de uma atalaia da Grande Muralha, monumento com 2600 anos, em dupla habitação, com cama, decoração e iluminação por velas, mas sem electricidade, ligação à internet, ar condicionado ou televisão.
Por lei, não é proibido pernoitar na Grande Muralha, mas o Airbnb assegura que é a primeira vez que se faz algo deste género.
No entanto, as leis que visam a protecção e conservação do monumento, que se estende ao longo de 21.000 quilómetros, proíbem a construção de instalações que não sejam para a conservação deste.
“A Grande Muralha é património histórico sob protecção, como é possível que permitam a sua conversão para alojamento”, reagiu um internauta na rede social Weibo, equivalente ao Twitter na China. “Agora, até relíquias antigas podem ser alugadas para ganhar dinheiro”, questionou outro.
O Airbnb reagiu, entretanto, afirmando que a protecção de relíquias históricas e culturais foi a “intenção original” daquele concurso, que pede aos utilizadores um breve ensaio sobre o motivo pelo qual é importante para eles derrubar as barreiras entre culturas.
O prémio inclui ainda as viagens aéreas desde os países de origem até Pequim, os custos para obter o visto chinês ou alimentação.

8 Ago 2018