Hoje Macau China / ÁsiaChina | Registado valor recorde de exportações em 2024 A China registou um valor recorde de exportações em 2024, segundo dados oficiais ontem divulgados, numa altura em que a chegada ao poder do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, suscita receios de renovadas tensões comerciais com Washington. “O montante das exportações ultrapassou, pela primeira vez, os 25 mil milhões de yuan, um aumento de 7,1 por cento, em relação ao ano anterior”, anunciou a cadeia televisiva CCTV, após uma conferência de imprensa do Conselho de Estado chinês. As importações ascenderam a 18,39 mil milhões de yuan, mais 2,3 por cento do que no ano anterior, segundo a CCTV. No total, o comércio externo da China aumentou 5 por cento em 2024, em comparação com o ano anterior, atingindo 43,85 mil milhões de yuan, um nível recorde. Donald Trump prometeu aumentar até 60 por cento as taxas alfandegárias sobre as importações chinesas, assim que tome posse, no próximo dia 20 de Janeiro, medidas que poderão limitar o comércio externo da China. As alfândegas do país asiático também apresentaram ontem dados do comércio externo denominados em dólares, utilizados como referência pelos analistas internacionais e que normalmente divergem dos registados na moeda chinesa, devido às flutuações cambiais. Em Dezembro, as exportações da China cresceram a um ritmo mais rápido do que o esperado, uma vez que as fábricas se apressaram a concluir as encomendas para os Estados Unidos, face à incerteza sobre o aumento das taxas nos próximos meses. As exportações em Dezembro cresceram 10,7 por cento, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Exportações para países lusófonos atingem novo recorde As exportações chinesas para os países de língua portuguesa aumentaram 17,4 por cento nos primeiros 11 meses de 2024, em comparação com igual período do ano anterior, e atingiram um novo recorde, indicam dados oficiais. De acordo com dados dos Serviços de Alfândega da China, as mercadorias vendidas para os mercados lusófonos até novembro atingiram 78,7 mil milhões de dólares. Este é o valor mais elevado desde que o Fórum de Macau começou a apresentar estes dados, em 2013. O anterior recorde anual, de 73,4 mil milhões de dólares, foi fixado em 2023. Os dados divulgados na quinta-feira revelam que o Brasil foi o maior comprador no bloco lusófono, com importações vindas da China a atingirem 66,5 mil milhões de dólares, uma subida de 23,5 por cento em termos anuais. Em segundo na lista vem Portugal, que comprou à China mercadorias no valor de 5,54 mil milhões de dólares, mais 3,6 por cento do que nos primeiros 11 meses de 2023. Na direcção oposta, as exportações lusófonas para a China caíram 2,3 por cento até Novembro, para 129,9 mil milhões de dólares (125,5 mil milhões de euros). Os dados mostram que a descida se deveu sobretudo ao maior fornecedor lusófono do mercado chinês, o Brasil, cujas vendas caíram 2,2 por cento para 108,3 mil milhões de dólares. Além disso, também o segundo maior parceiro comercial chinês no bloco lusófono, Angola, viu as exportações decrescerem 4,5 por cento para 16,2 mil milhões de dólares nos primeiros 11 meses de 2024. Outro lado Pelo contrário, as vendas de mercadorias de Portugal para a China aumentaram 11,2 por cento para 2,88 mil milhões de dólares, enquanto as exportações de Moçambique subiram 6,6 por cento para 1,62 mil milhões de dólares. Já as exportações da Guiné Equatorial para o mercado chinês desceram 13,8 por cento, para 972,9 milhões de dólares, enquanto as vendas de Timor-Leste (menos 99,1 por cento), Cabo Verde (menos 81,9 por cento) e São Tomé e Príncipe (menos 70,7 por cento) também caíram em comparação com o período entre Janeiro e Novembro de 2023. As exportações da Guiné-Bissau para a China mantiveram-se inalteradas nos primeiros 11 meses de 2024, embora o país não tenha vendido mais de mil dólares em mercadorias. Apesar do novo recorde das exportações chinesas e da queda no lado dos países de língua portuguesa, a China registou um défice comercial de 51,2 mil milhões de dólares (com o bloco lusófono no período entre Janeiro e Novembro. Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 208,6 mil milhões de dólares entre Janeiro e Novembro, mais 4,3 por cento do que em igual período de 2023.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Registado aumento das exportações e queda das importações em Novembro As exportações da China aumentaram 6,7 por cento e as importações caíram 3,9 por cento, em Novembro, em termos homólogos, ficando abaixo das previsões dos analistas, numa altura em que a liderança chinesa tenta impulsionar a economia, que enfrenta pressões deflacionistas. O aumento das exportações, em termos homólogos, ficou também aquém do crescimento de 12,7 por cento, registado em Outubro. Os analistas previam um aumento superior a 8 por cento. A queda das importações, em relação ao mesmo período do ano anterior, reflecte a fraca procura por parte das indústrias e dos consumidores, uma das principais causas de abrandamento da segunda maior economia mundial. O excedente comercial da China fixou-se em 97,4 mil milhões de dólares. Os dados foram publicados um dia depois de Pequim ter prometido flexibilizar a política monetária e estimular a segunda maior economia do mundo. O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aplicar taxas alfandegárias de 60 por cento ou mais sobre as importações de produtos chineses, complicando os esforços de Pequim ao ameaçar um sector que tem sido crucial, face à prolongada crise no imobiliário e fraco consumo interno. Alguns analistas dizem que o abrandamento nas exportações é provavelmente temporário. “Esperamos que as exportações voltem a acelerar nos próximos meses, apoiadas por ganhos na competitividade e pela antecipação da [entrada em vigor] de taxas por parte dos exportadores”, afirmou Zichun Huang, da consultora Capital Economics, numa nota. “Os volumes de importação diminuíram no mês passado, mas é provável que recuperem a curto prazo, uma vez que a aceleração das despesas orçamentais impulsiona a procura por produtos de base industriais”, afirmou. Os efeitos das taxas provavelmente só serão sentidos em meados de 2025, escreveu Huang. Preço a pagar As exportações para a União Europeia aumentaram 7,2 por cento, em termos homólogos, enquanto as vendas para os Estados Unidos cresceram 8 por cento. No entanto, as exportações para a Rússia caíram 2,6 por cento, em termos homólogos, depois de uma subida de 27 por cento, em Outubro. O declínio ocorre vários meses depois de os EUA terem imposto sanções secundárias sobre bens considerados importantes para as operações militares da Rússia, o que afectou algumas empresas chinesas que Washington acusou de ajudarem Moscovo a contornar as sanções. Num outro sinal de fraca procura interna na China, a inflação fixou-se em 0,2 por cento, em Novembro, de acordo com os dados divulgados na segunda-feira, principalmente devido à descida dos preços dos produtos alimentares. No entanto, no final do mês passado, um inquérito oficial do Gabinete Nacional de Estatística chinês revelou que a actividade fabril da China se expandiu pelo segundo mês consecutivo em Novembro, subindo para 50,3 pontos, o valor mais elevado registado em sete meses. Um valor superior a 50 pontos sugere crescimento, enquanto um valor inferior a 50 representa uma contracção. Segundo os analistas, o aumento das encomendas às fábricas pode também reflectir os esforços dos importadores para realizar compras antes da entrada em vigor das taxas.
Hoje Macau China / ÁsiaChina-EU | Mais cooperação do que competição, diz o Ministério do Comércio O Ministério do Comércio chinês enfatizou que a China e a União Europeia (UE) são parceiros e não rivais, e que a cooperação entre os dois lados é muito maior do que qualquer concorrência. “A China deseja trabalhar junto com a UE para salvaguardar e desenvolver um sistema comercial multilateral”, disse o ministério por meio de um comunicado à imprensa em resposta a um documento de política comercial divulgado pela Comissão Europeia em 18 de Fevereiro. “A China aprecia o facto de que a UE continuará a defender o multilateralismo e uma ordem internacional baseada em regras, apoiar políticas comerciais que caracterizem abertura e engajamento e dar importância às relações económicas e comerciais com a China como sempre, conforme declarado no documento”, diz o comunicado. No entanto, deve ser apontado que a afirmação da UE de que a China segue “um modelo capitalista de estado distinto”, que “apresenta desafios crescentes para o sistema de governação económica global estabelecido”, “não é verdade”, disse o ministério. “Também é infundado dizer que um dos principais motores da crise que a Organização Mundial do Comércio (OMC) enfrenta é que a adesão da China à organização não levou à sua transformação numa economia de mercado. A China rejeita firmemente tais afirmações e acusações”, sublinhou o ministério. “A China tem construído uma economia de mercado socialista de forma abrangente, permitindo que o mercado desempenhe um papel decisivo na alocação de recursos e desempenhando plenamente o papel do governo. A história mostra que o sistema de governação económica do país contribui com a sabedoria chinesa para a governação económica global”, lê-se no comunicado à imprensa. O ministério disse ainda que a China foi sempre um participante activo, um firme apoiante, com importantes contribuições para a OMC. Para a China, “as raízes da crise actual da OMC são o unilateralismo e o protecionismo. Num momento em que a OMC enfrenta sérios desafios, a China e a UE devem trabalhar juntas para salvaguardar a autoridade e representatividade do sistema de comércio multilateral e fortalecer a solidariedade e aumentar a confiança entre os membros da OMC”, concluiu o ministério. De acordo com o documento, a UE adotará restrições mais rígidas na selecção de investimentos estrangeiros, controlo de exportações, compras públicas e subsídios estrangeiros. Por seu lado, a China “espera que a UE aumente a transparência das suas políticas, mantenha a equidade, a justiça e a não discriminação e evite impedir o comércio e os investimentos internacionais normais”, respondeu o ministério, acrescentando que “diferentes sistemas sociais e modelos económicos não devem impedir as duas partes de agirem com uma cooperação mutuamente benéfica”. A China está pronta para trabalhar com a UE para fortalecer o diálogo, aprofundar a cooperação e lidar adequadamente com as diferenças para impulsionar o desenvolvimento estável e de longo prazo das relações económicas e comerciais China-UE. Por outro lado, espera que a UE continue a aderir ao livre comércio e ao multilateralismo, trabalhar com a China para se opor ao unilateralismo e ao protecionismo e facilitar a recuperação da economia mundial o mais rápido possível, lê-se ainda no comunicado.
Hoje Macau China / ÁsiaCâmara de Comércio Luso-Chinesa defende actualização da parceria estratégica de 2005 [dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) disse à Lusa que as relações comerciais entre os dois países “estão francamente boas” e defendeu que a parceria estratégica global assinada em 2005 poderia ser actualizada. “As relações comerciais [entre Portugal e China] estão francamente boas, conseguimos aproveitar, finalmente, ao longo dos últimos 10 anos o crescimento económico da China de importação”, afirmou o secretário-geral da CCILC. Sérgio Martins Alves adiantou que para tal foi “determinante haver um investimento político para a eliminação de regras de acesso ao mercado”. Além disso, hoje em dia, há maior facilidade em viajar até à China, o que não acontecia há uma década, e os chineses também aproveitaram o crescimento do consumo interno para apostar no Ocidente. “Mas podíamos fazer mais, podíamos fazer acções e ‘roadshows’ mais concertados, os agentes económicos podiam articular-se melhor quando fazem promoções naquele mercado, podiam articular-se melhor quando pretendem trazer a Portugal delegações relevantes de investidores e grandes importadores”, sublinhou Sérgio Martins Alves. Ou seja, o secretário-geral da CCILC defendeu um maior grau planificação e coordenação. Esta planificação e organização também deveria ser aplicada na área do investimento chinês, o qual tem um peso “já significativo” no mercado português, onde se manifesta nas áreas financeira, energética e na saúde, por exemplo. “E ainda bem, vemos com muito bons olhos a chegada destes investidores, que se tornaram membros da Câmara do Comércio”, adiantou. “Suspendemos grandes projectos de investimento estratégico nacional, como o comboio de alta velocidade”, recordou, apontando que actualmente “não se conhece grandes objectivos estratégicos nacionais para os quais o país vá procurar envolver os seus parceiros e grandes investidores chineses”. “Acho que isso era de facto muito importante”, defendeu, afirmando que “teria sido interessante ter sensibilizado a China para outros investimentos do tipo produtivo”, considerou. No âmbito da visita do primeiro-ministro à China, o secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa espera que estes temas sejam abordados. “E que talvez a parceria estratégica global assinada em 2005 pudesse ser actualizada, inscrevendo novas metas a atingir na área da exportação e investimento, criando novos mecanismos de dinamização das relações económicas bilaterais e até sectoriais”, concluiu. O que vendemos e o que compramos Entre o grupo de produtos mais vendidos por Lisboa a Pequim constam os veículos e outro material de transporte (com um peso de 41,9% das exportações totais em 2015), os minerais e minérios (18,1%), máquinas e aparelhos (8,9%), pastas celulósicas e papel (7%) e alimentares (4,1%). No ano passado, as exportações de veículos e outro material de transporte para Pequim diminuíram 20,1% para 351,8 milhões de euros, enquanto as vendas de minerais e minérios aumentaram 14,3% para 152,1 milhões de euros. Por sua vez, as vendas de máquinas e aparelhos totalizaram 74,6 milhões de euros em 2015, mais 58,5% face ao ano anterior, as de pastas celulósicas e papel progrediram 17,4% para 59 milhões de euros e as alimentares mais do que duplicaram (161,1%) para 34,3 milhões de euros. Entre Janeiro e Julho deste ano, as exportações de pastas celulósicas e papel e as alimentares subiram 34% e 75,5%, respectivamente, mas as de veículos e outro material de transporte (-72%), minerais e minérios (-32,1%) e máquinas e aparelhos (-2,9%) recuaram. Em termos de compras a Pequim, as máquinas e aparelhos lideram a lista, com um peso de 34,1% nas importações totais, seguidas dos metais comuns (11,9%), químicos (7,1%), matérias têxteis (6,4%) e vestuário (5,7%). No ano passado as importações de máquinas e aparelhos totalizaram 607 milhões de euros, uma subida de 8,7% face a 2014, com as compras de metais comuns a subirem 16% para 211,3 milhões de euros, bem como as de químicos, que cresceram 26,7% para 126 milhões de euros. Já as importações de matérias têxteis recuaram 5,1% no ano passado, para 113,2 milhões de euros, tal como as de vestuário, que diminuíram 3,2% para 101,8 milhões de euros. Nos primeiros sete meses deste ano, as compras a Pequim de máquinas e aparelhos, metais comuns e químicos subiram 8,7%, 16% e 26,7%, respectivamente. Já as de matérias têxteis e de vestuário baixaram 5,1% e 3,2%, respectivamente. No que respeita à exportação de serviços de Lisboa para Pequim, esta diminuiu 33,2% no ano passado, face a 2014, para 108,5 milhões de euros. No mesmo período, as importações de serviços cresceram 9,4% para 262,4 milhões de euros, o que representa um saldo da balança comercial negativo para Portugal em 153,9 milhões de euros. Estado das trocas Portugal-China Exportações portuguesas descem em 2016 As exportações de bens portugueses para a China recuaram 35,1% nos primeiros sete meses do ano, face a igual período de 2015, para 366,5 milhões de euros, segundo dados do INE. Entre 2011 e 2015, as exportações de bens para Pequim subiram 27,1% e as importações 4,4%. Importações da China sobem De Janeiro a Julho de 2016, as importações subiram 2,6% para 1.039,4 milhões de euros, o que representa um saldo da balança comercial negativo para Lisboa em 672,9 milhões de euros. China foi 10.º cliente de Portugal em 2015 A China era, em 2015, o décimo cliente de Portugal e o seu sétimo fornecedor. Portugal ocupava a 71.ª posição como cliente de Pequim e a 66.ª em termos de fornecedores daquele país. Exportações para Macau subiram As exportações de bens portugueses para Macau subiram 67,5% nos primeiros sete meses do ano, face a igual período de 2015, para 25,6 milhões de euros, segundo dados Instituto Nacional de Estatística (INE). Os produtos alimentares são o grupo de bens mais exportados por Portugal para Macau, representando um terço do total das vendas para aquela região. Importações de Macau aumentaram As importações de Macau cresceram 85,3% para 600 mil euros, com o saldo da balança comercial positivo para Portugal em 24,9 milhões de euros, ainda segundo o INE. Investimentos da China em Portugal Dezembro de 2011 – Venda de 21,35% da eléctrica portuguesa EDP à China Three Gorges, por 2,69 mil milhões de euros. Fevereiro de 2012 – Venda da REN, com os chineses da State Grid a ficarem com 25% do capital, pagando 387 milhões de euros pela posição na empresa. Inaugurado o centro tecnológico da Huawei (empresa de telecomunicações) em Lisboa, que representou um investimento de 10 milhões de euros, que se juntou aos 40 milhões de euros já investidos no mercado português. Maio de 2014 A chinesa Fosun comprou a seguradora Fidelidade e a Espírito Santo Saúde. Chineses lideram nos vistos dourados O sector imobiliário é uma aposta da China e os chineses lideram, por nacionalidades, os vistos dourados em Portugal. Desde 8 de Outubro de 2012 até final de Agosto, 2.835 investidores chineses tinham obtido Autorização de Residência para actividade de Investimento (ARI), segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).