Pequim disposta a cooperar na investigação a cargueiro suspeito de romper cabos

A China afirmou ontem estar disposta a cooperar na investigação sobre o potencial papel de um cargueiro chinês na ruptura de cabos submarinos no Mar Báltico, na sequência do pedido de cooperação feito pela Suécia.

A ruptura de dois cabos submarinos no Mar Báltico, a 17 e 18 de Novembro, é considerada como um possível acto de sabotagem. O navio chinês Yi Peng 3 está retido em águas internacionais perto da costa dinamarquesa, por suspeita de ser responsável pelo acto de sabotagem, que está a ser investigado pela Suécia.

Estocolmo quer que o graneleiro regresse às suas águas territoriais para ajudar na investigação. “A China está disposta a cooperar com os países envolvidos para apurar os factos e garantir que a verdade é revelada”, afirmou Mao Ning, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

“A China e a Suécia estão em estreita comunicação sobre esta questão”, sublinhou a porta-voz, durante uma conferência de imprensa regular.

Suspeito principal

Na quinta-feira, a Suécia enviou à China um pedido oficial de cooperação para “esclarecer” o papel do cargueiro chinês ancorado ao largo da sua costa.

“Ainda não se trata de uma acusação, mas há um desejo muito claro da parte da Suécia” de compreender exactamente o que aconteceu, disse o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, numa conferência de imprensa, na quinta-feira.

O Yi Peng 3, um navio graneleiro construído em 2001, navegava na zona dos cabos na altura em que estes foram cortados, de acordo com os portais de localização de navios, sem que nada o incriminasse até ao momento.

A marinha dinamarquesa e a guarda costeira sueca têm estado a vigiar o cargueiro, que está preso desde 19 de Novembro no estreito de Kattegat, entre a Suécia e a Dinamarca. Ao mesmo tempo, a Finlândia abriu um inquérito por “danos criminais agravados” e “interferência agravada nas telecomunicações” relativamente aos danos causados ao cabo germano -finlandês.

A Lituânia anunciou na quarta-feira a criação de uma equipa de investigação conjunta com a Suécia e a Finlândia, coordenada pela Eurojust, a agência de cooperação judiciária da União Europeia.

2 Dez 2024

China | Cargueiro espacial acoplou-se com sucesso a laboratório

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] primeiro cargueiro espacial chinês acoplou-se sábado com sucesso ao laboratório espacial ‘Tiangong 2’, dois dias depois de ter sido lançado sem incidentes, anunciou o centro de controlo aeroespacial de Pequim.

Segundo a agência noticiosa francesa AFP, o cargueiro Tianzhou-1 (‘Navio celestial’), terá realizado a acoplagem perto das 5:30, hora de Lisboa, depois de um primeiro contacto estabelecido com o laboratório espacial, cerca de 15 minutos antes.

O laboratório deverá abrir caminho ao desenvolvimento de uma estação espacial habitável, prevista para 2022, quando a estação espacial internacional deixar de funcionar.

O desenvolvimento de um cargueiro espacial era imprescindível para a construção da estação espacial, cujo primeiro módulo será colocado no espaço em 2019 (um ano depois do previsto inicialmente) e que se espera esteja concluída três anos depois.

Durante a missão, a nave “Tianzhou 1” (navio celestial) ensaiará três tipos diferentes de acoplagem ao laboratório espacial, ao qual estará unida durante dois meses. Também fará o transvase de combustível para que o “Tiangong 2” mantenha a órbita, bem como equipamentos científicos e técnicos.

Após cinco meses numa órbita a 385 quilómetros de altitude, o cargueiro espacial iniciará uma descida controlada para se desintegrar nas camadas mais altas da atmosfera.

Teste vital

O principal objectivo da missão é comprovar o funcionamento da nova nave, que será necessária para o transporte de todo o tipo de elementos para a estação espacial.

A futura estação espacial vai exigir um abastecimento periódico de alimentos, água, oxigénio e materiais, sendo que o programa espacial chinês não pode avançar na construção da estação sem ter antes um sistema fiável de transporte.

A “Tianzhou 1” é uma nave de nove metros com uma capacidade de carga de 6,5 toneladas e um peso total de 13 toneladas, cujo desenvolvimento pressupôs “um esforço de seis anos” em desenho e construção, segundo Luo Guqiang, responsável adjunta da missão.

O primeiro módulo da estação espacial, chamado “Tianhe 1” (rio celestial), terá um peso de 20 toneladas e um braço robot articulado, pelo que precisa de um foguete propulsor mais potente capaz de por em órbita cargas até 25 toneladas.

24 Abr 2017