Banca | CGD mostra vontade de financiar projectos em Macau

Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), grupo do qual faz parte do Banco Nacional Ultramarino (BNU) disse à TDM – Rádio Macau que a CGD está à procura de projectos em Macau que possa financiar. O gestor adiantou que “a CGD está com rácios de capital muito robustos, acima da média europeia, está com uma boa rentabilidade, está com liquidez significativa, e está com vontade de conceder crédito a bons projectos”.

Ainda assim, Paulo Macedo deixou claro que “[a CGD] não pode conceder crédito como por vezes aconteceu no passado, na crise financeira, em que depois vieram as perdas. Mas, claramente, está aberta para os negócios, aberta para aprovar os bons projectos. Não só para a aprovar, como ir à procura deles, incentivá-los e aprová-los”.

Paulo Macedo tem estado em Macau a reunir com autoridades locais, tendo acrescentando que o BNU pode vir a abrir mais agências nas cidades que fazem parte da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau ainda que essa aposta tenha de ser “bastante cautelosa e assegurando bom retorno”.

Numa entrevista concedida à Lusa em Maio deste ano, o presidente do BNU, Carlos Álvares, também falou da importância da Grande Baía para o posicionamento do banco. “O projecto da Grande Baía é um mar de oportunidades para quem quiser vir para Macau; um dos pilares é Macau ser o centro mundial de lazer, e o segundo é ser uma plataforma de negócios entre a China e os países de língua portuguesa”, disse.

Nesse sentido, Carlos Álvares adiantou que “o BNU pode ser um congregador de esforços e um potenciador de negócios entre Portugal e Macau e a China, e estamos investir bastante nisso; para além da proximidade que temos com o Fórum Macau, estamos a tentar fazer o mesmo com a AICEP e a agência de captação de investimento de língua portuguesa, para mostrar as oportunidades de negócio na Grande Baía”, acrescentou.

6 Dez 2019

Banca | CGD mostra vontade de financiar projectos em Macau

Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), grupo do qual faz parte do Banco Nacional Ultramarino (BNU) disse à TDM – Rádio Macau que a CGD está à procura de projectos em Macau que possa financiar. O gestor adiantou que “a CGD está com rácios de capital muito robustos, acima da média europeia, está com uma boa rentabilidade, está com liquidez significativa, e está com vontade de conceder crédito a bons projectos”.
Ainda assim, Paulo Macedo deixou claro que “[a CGD] não pode conceder crédito como por vezes aconteceu no passado, na crise financeira, em que depois vieram as perdas. Mas, claramente, está aberta para os negócios, aberta para aprovar os bons projectos. Não só para a aprovar, como ir à procura deles, incentivá-los e aprová-los”.
Paulo Macedo tem estado em Macau a reunir com autoridades locais, tendo acrescentando que o BNU pode vir a abrir mais agências nas cidades que fazem parte da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau ainda que essa aposta tenha de ser “bastante cautelosa e assegurando bom retorno”.
Numa entrevista concedida à Lusa em Maio deste ano, o presidente do BNU, Carlos Álvares, também falou da importância da Grande Baía para o posicionamento do banco. “O projecto da Grande Baía é um mar de oportunidades para quem quiser vir para Macau; um dos pilares é Macau ser o centro mundial de lazer, e o segundo é ser uma plataforma de negócios entre a China e os países de língua portuguesa”, disse.
Nesse sentido, Carlos Álvares adiantou que “o BNU pode ser um congregador de esforços e um potenciador de negócios entre Portugal e Macau e a China, e estamos investir bastante nisso; para além da proximidade que temos com o Fórum Macau, estamos a tentar fazer o mesmo com a AICEP e a agência de captação de investimento de língua portuguesa, para mostrar as oportunidades de negócio na Grande Baía”, acrescentou.

6 Dez 2019

Banca | BNU contribui com 33 milhões de euros para lucros da CGD

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou lucros de 282,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, o que corresponde a um aumento de 46 por cento face ao período homólogo do ano passado em que totalizou 194 milhões de euros.

O contributo para os lucros da actividade consolidada veio também do BNU Macau (com 33 milhões de euros), do BCI de Moçambique (com 19 milhões de euros) e ainda da sucursal de França (10 milhões de euros), tendo outros contributos totalizado 24 milhões de euros.

De acordo com o comunicado do banco, a actividade em Portugal gerou um lucro de 196,5 milhões de euros no primeiro semestre, o que compara com 118,7 milhões no mesmo período de 2018. “Estes são resultados positivos, são resultados expressivos, mas numa conjuntura como todos sabem bastante difícil”, disse Paulo Macedo.

2 Ago 2019

Caixa Geral de Depósitos

Quem se aproxima do Campo Pequeno vê assomar no planalto contíguo um Templo, uma verdadeira obra faraónica, babilónica, com jardins desertos suspensos e vértices triangulares, uma opulência também de Templo Salomónico; perguntamos como, a que deus, a quem tão fantástica obra se erigiu e suborna toda a visão periférica se erguendo à altura de forte? A que Olimpo se destina, e qual a divindade que lhe preside, e nesta extemporânea interrogação, a transcendência se cala para sussurrar: ao dinheiro! Mas o dinheiro é ele uma divindade? Não. O dinheiro é poder, é substância, é jogo, é fome, é abuso, é implosão, é a grandiloquência sem a rectificativa análise de um ponto que a transcenda e lhe dê a tal particularidade de culto.
Houve sempre divindades telúricas, teutónicas, que tinham como esfera de governação e domínio os lados mais densos da matéria. No Hades preside ainda um deus e Baco seria uma derivada da divindade do gozo na sua regência Dionisíaca onde se celebravam até as mais arrojadas manifestações e os cultos Luciferinos nas suas entradas de terreiros herméticos. Mas até o Paganismo foi discreto face aos seus cultos, e se dirigia para os outros que representavam a graduação da unidade boa a quem apelavam naqueles casos em que a vida não tem mais respostas, eram eles, nos seus claros Olimpos que atravessavam as mentes inquietas e as aglomeravam para a estranha façanha do Bem.
Olhemos este caso CGD. Quem anima a vertente poderosa daquela fachada, daqueles longos metros de saturação em pedra, a que prestamos culto, quem nos absolverá num local daqueles? Para onde darão os subterrâneos do monstro? Câmaras funerárias? Bunkers? Cidades subterrâneas? Aquedutos que vão dar ao mar? Aquelas coisas parecem-me pretextos para outras bem mais pensadas: ora vejamos, um local assim está sem dúvida apetrechado para salvar alguém em caso de ruptura com o lado de fora, pois que são fortes, de Fortaleza, bem dizendo, e quanto à divindade que a anima, pois não há nenhuma, o dinheiro é o grande poder que uniformizou as massas que anteriormente ainda lutavam de forma fraseada nos locais de Vulcano. Dentro dele não está nenhuma anima, pois que por ele, e com ele, o que estava animado se foi. Erigido algo tão desprovido de captação litúrgica, fora planeada uma arquitectura muito, muito grande, para a escala do local e para se poder dizer: agora sou eu o deus para toda a eternidade! Tal como Urizien, que fazendo de tampão, isola o tempo. Por fora há receitas para muitos espectáculos e salas espectaculares, os artistas, os pensadores dobram a espinha para poder passar, não pelo buraco de uma agulha, que isso é mais para camelos, mas pela receita do tempo que a eles lhes dá receitas para acabarem de vez.
Nós espreitamos para aquilo das laterais e parece de facto um princípio de sarcófago. Não há nada, pássaros, erva; há uma água que vem de um lugar e que repuxa para o nada, umas portas que nem Salomão, para guardar a Arca, poderia suspeitar que pudessem um dia vir a existir, mas a Arca tinha dois arlequins e a estranha energia que vinha de lá podia de certo fulminar os crentes impreparados. Mas era Deus que lá estava, ou assim se interpreta a chave da grande iniciação do passar das portas; aquilo ali, é de aterrorizar! O que guardará o Ventre da Baleia nos seus recônditos alçapões? Deus – eu senti – nunca lá pôs os pés, dado que aquilo nem sabe que tal entidade existe, mas pode haver um demiurgo que se entranhe naquela plataforma estarrecedora. Nunca lá entrei, tenho medo que fechem as portas e fiquemos num limbo pela eternidade fora… que o código não responda às abotoaduras e desçam ferros que nos impossibilitem dar mais um passo. Mas as pessoas são incrédulas e vão a estes locais como os tais bois olhando para palácios. Nós sabemos da linda madeira do Líbano, do ébano, dos materiais que foram para a construção do Templo e, como Templo divino, ali não entrava serrote, faca e parafuso. A rainha do Sabá, ficando curiosa, quis saber porque uma construção assim era tão silenciosa, e procurou conhecer o arquitecto Hiram. Ora Salomão diz-se que não gostou porque sentiu ciúmes do velho construtor. Ele era um Sábio e este um Construtor, uma espécie de Arquitecto do Mundo; havia então alguém tão poderoso quanto ele e começa aqui a primeira rebelião de trabalhadores que Salomão instiga contra o Mestre: sabotaram algumas leis do trabalho e a obra mais personalizada deste criador, na inauguração, explode. Nem aqui houve aquela harmonia que se pretende inalterável para louvar Deus, pois que um homem só, mesmo sábio, precisa dos que criam e dirigem as obras por onde a glorificação dos locais algures passará. O domínio profano também tem criado os seus “altares” e o que guardam aí é bem mais enigmático que um culto destes, pois que ele era a casa interior que devia dirigir a personalidade cá fora, é como um receptáculo que visa reforçar o ego para que este não se estilhace no meio das multidões.
Creio que não terá também aquela Pedra Angular nem nenhuma geomancia do terreno, e como isso são condições para grandes monumentos, a que serve e como serve uma coisa destas? Talvez nos alerte para a robustez sem sentido, a grandeza sem mérito, a opulência sem amor, a distribuição mal parada, a esfera da usura que tememos até nos sonhos mais sombrios — mas aquela realidade está lá e espelha o tempo de todas as barbáries feitas com o abuso e o desmedido mau gosto que pode muito bem começar a ser interpretado como agente poluidor. — Das mentes, da alma, da vista, das frágeis sensações que de tão enlouquecidas até devem pensar que é para guardar dinheiro. Aquilo é feito para divinizar o dinheiro, mostra-lo como o deus da igualdade que não há, e servir até causas e interesses que os cidadãos desconhecem.
Parece que tem problemas, a Caixa, por isso eu sempre irei preferir as Arcas, que como se sabe, neste país também não têm fundo, a ver pelas surpresas desagradáveis de coisas ditas que de lá dizem vir e nunca lá estiveram, aquelas frases traiçoeiras que um Pessoa certamente nunca escreveu. Porque não lêem nem sabem o que os verdadeiros construtores andam a fazer, nem tão pouco, e ainda bem, onde arrumaram as Arcas. A mesma leitura se pode fazer diante das coisas que nos parecem demais, e estão ali a servir qualquer outra dimensão. Nem que seja a do crime, do desmérito, e da presunção desmedida que leva a vangloriar o grande como medida de salvação.

22 Ago 2016