Hoje Macau PolíticaÁgua reciclada | Meta utilização fixada em 5% até 2030 Até 2030 as autoridades esperam que 5 por cento de toda a água utilizada no território seja reciclada. A meta foi traçada ontem por Susana Wong Soi Man, directora dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), em declarações à imprensa. Quando fez o balanço dos primeiros dois meses de funcionamento da Estação de Água Reciclada de Coloane, a directora da DSAMA indicou que as obras para fornecer mais água reciclada não vão parar e que a segunda fase de expansão da estação de Coloane e a estação que vai ser construída na Ilha Artificial da Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau vão permitir fornecer água reciclada ao Cotai. A meta não se fica por aqui. Com as obras planeadas, as autoridades esperam que a percentagem de água reciclada suba para 10 por cento do total, em 2035. Em relação ao balanço da utilização da Estação de Água Reciclada de Coloane, Susana Wong explicou que actualmente são produzidos 1.500 metros cúbicos, fornecidos às habitações de Seac Pai Van, que recebem 55 por cento da água reciclada, e à Universidade de Macau, que recebe 45 por cento. No entanto, existe capacidade para fornecer mais água, uma vez que a capacidade diária da estação é de 2.500 metros cúbicos. Sobre este tipo de abastecimento, a responsável indicou que não foram recebidas queixas. A água reciclada é tratada num processo menos exigente do que a água tradicional das torneiras, porque não é potável e visa apenas ser utilizada para lavar as mãos, em descargas de autoclismo ou para regar plantas.
João Santos Filipe PolíticaPreço de Zhuhai afasta água reciclada em Macau, diz secretário [dropcap]O[/dropcap] secretário para os Transportes e Obras Públicas admite que os preços praticados por Zhuhai no abastecimento de água são tão baixos que o custo do desenvolvimento de água reciclada –utilizada para o autoclismo, mas que não é potável – fica demasiado dispendioso. “Zhuhai é muito bom para nós. Eles quando nos vendem a água está é tão barata que o tratamento da água reciclada ficaria demasiado caro”, admitiu. “Se virmos a relação custo benefício, face à importação de água, não é uma ideia muito atractiva. Por isso, em termos de protecção ambiental temos outras prioridades”, clarificou. A resposta ficou longe de convencer, e deputados como Mak Soi Kun, Au Kam San e Agnes Lam afirmaram que Macau tem de encontrar alternativas mais limpas, também para não poupar os recursos do país. Agnes Lam foi mais longe e disse mesmo que para os residentes utilizarem água potável, que há pessoas no Interior da China que ficam prejudicadas. “Importar água pode ser mais barato. Mas temos de ser mais responsáveis pelo mundo e pelo nosso País. Não estamos a agir bem”, afirmou a legisladora. “Quando puxamos o autoclismo em Macau, os residentes em Guizhou ficam a chorar”, acrescentou. Sobre a utilização dos recursos naturais, os representantes do Executivo deixaram ainda críticas aos residentes, uma vez que tendem a exagerar no consumo devido aos subsídios da energia eléctrica e na água, que fazem com que os preços sejam relativamente baixos. Ao mesmo tempo, Raimundo do Rosário explicou que o Governo não vai equacionar grandes mudanças na água, uma vez que o mandato termina em Dezembro e ainda tem 26 obras e projectos para concluir.
João Santos Filipe PolíticaAmbiente | Água reciclada considerada demasiado cara [dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] secretário dos Transportes e Obras Públicas reconheceu que neste momento o Executivo não está a trabalhar na construção de uma estação de reciclagem de água. Apesar da medida estar definida no Plano de Desenvolvimento de Água Reciclada em Macau, em vigor até 2022, o projecto é considerado demasiado caro e não está visto como algo prioritário. “A água depois de reciclada é muito mais cara que a água importada do Interior da China. Consultei os preços e nas LAG de 2015 e disse, na altura, que não ponderávamos esse cenário. O investimento numa estação para água reciclada é muito avultado. Foi por isso que não considero esse ponto uma prioridade”, afirmou Raimundo do Rosário. A questão em relação a este aspecto tinha sido colocada pela deputada Agnes Lam