MNE | Apelo à redução das tensões após teste militar norte-coreano

A China apelou ontem a uma solução pacífica para as tensões na península coreana, após a Coreia do Norte ter realizado, no sábado, um ensaio com uma ogiva de fragmentação destinada a mísseis balísticos.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, numa conferência de imprensa, que Pyongyang “expressou em várias ocasiões a sua posição relativamente às recentes movimentações militares dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul”.

“Esperamos que as partes enfrentem as causas profundas da questão da península coreana, mantenham a orientação geral de uma solução política e desenvolvam esforços para reduzir as tensões e preservar a paz e a estabilidade regionais”, declarou Mao.

A agência noticiosa oficial norte-coreana informou que o ensaio realizado no sábado visou avaliar a “adaptação ao combate e a potência” de uma ogiva de fragmentação para mísseis balísticos, que seria “capaz de reduzir a cinzas uma área-alvo de 12 a 13 hectares com a sua potência de máxima densidade”.

O teste ocorreu depois de, na quinta-feira, o exército norte-coreano ter lançado mais de 10 mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, num contexto de crescente tensão com Seul, após a explosão de duas minas na fronteira, em Setembro, que feriram três militares sul-coreanos.

O Governo sul-coreano acusou Pyongyang de ter colocado os explosivos do lado sul da Linha de Demarcação Militar, a fronteira de facto entre os dois países, e enviou, na semana passada, uma carta de protesto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A Coreia do Norte negou qualquer envolvimento no incidente e acusou Seul, perante o Conselho de Segurança, de deturpar as circunstâncias da explosão, alegadamente para dificultar os trabalhos de fortificação da fronteira.

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