EventosMyLand Culture | Exposição de trabalhos da infância para ver no espaço Riverside Andreia Sofia Silva - 3 Nov 2026 A terceira exposição de arte infantil “Coisas de que Não Me Esqueço 2026 – Oceano de Memórias” pode ser vista na zona da Barra, espaço Riverside, até ao dia 27 de Novembro. A mostra “multissensorial e interactiva”, promovida pela associação MyLand Culture, explora as memórias daqueles que nasceram já na era digital, promovendo a criação artística sem recurso aos ecrãs Pode ser vista até ao dia 27 de Novembro a terceira edição do projecto “Things I Can’t Forget 2026 – Ocean of Memories” [Coisas de que Não Me Esqueço 2026 – Oceano de Memórias], promovida pela associação MyLand Culture. A mostra, patente no espaço Riverside, situado no número 291 da Rua do Almirante Sérgio, na Barra, explora as “memórias reais de mais de 20 jovens artistas da ‘Geração Alpha'”, ou seja, os que nasceram já na era digital, a partir de 2010. Os artistas presentes neste colectivo têm entre seis e 14 anos. Segundo um comunicado da MyLand Culture, trata-se de uma “exposição multissensorial e interactiva” que tem como tema “Oceano de Memórias”. Explora-se, através da arte, “o universo interior da ‘Geração Alpha’ – os chamados nativos digitais, nascidos a partir de 2010 e habituados à utilização constante de ecrãs e a respostas imediatas”. “Numa época em que a tecnologia digital se tornou tão natural como respirar, o projecto coloca uma questão essencial: quando a tecnologia passa para segundo plano e o ritmo da vida abranda, que memórias emergem das experiências físicas e emocionais autênticas destas crianças?”, questiona a associação. Estas obras nasceram de oficinas de arte realizadas no Verão, durante dois meses, tendo artistas e educadores acompanhado os jovens em diversas actividades. Uma delas, “A Minha Cidade! Instalação Artística dos Cinco Sentidos”, foi orientada por Dian Long; enquanto que “A Minha Vida! Pensamento e Criação de Videoarte” contou com coordenação do actor Pak Hou Wong. O público pode ver 20 obras de arte que resultam de “20 pontos de memória” diferentes, como a instalação interactiva de vídeo intitulada “Espaço do Caracol” ou ainda a instalação “Praça do Lilau”, que inclui a projecção do filme de dança “Memórias Borbulhantes”. Nesta mostra da MyLand Culture há ainda para ver a instalação interactiva “A Forma dos Sons” e “uma área de instalações sensoriais dedicada às memórias olfactivas”, é explicado. Obras em Chengdu Pal Lok Chok, fundadora da associação MyLand Culture, e também curadora deste projecto, considera que “através do olhar puro e atento destas crianças esperamos que esta viagem multissensorial desperte a criança que existe dentro de cada visitante, proporcionando uma pausa acolhedora e revigorante na rotina do quotidiano”. Uma das novidades desta mostra passa pela apresentação de algumas das obras em Chengdu no próximo ano, no Festival de Arte Infantil iSTART. Este é, segundo a MyLand Culture, “um projecto nacional de grande dimensão dedicado à educação estética nos domínios público e social”. A mostra faz-se acompanhar de diversas oficinas para o público jovem interessado na arte. Este sábado, 7, acontece a “Oficina de Leitura de Livros Ilustrados” com orientação do poeta e mentor de filosofia para crianças Daxiang Lin (Xiangjun Lin). Pretende-se analisar o livro “O Gato que Viveu um Milhão de Vidas”, sendo esta oficina pensada para crianças dos 8 aos 12 anos. Destaque ainda para a realização, no mesmo dia, da oficina “A Forma dos Sons”, com orientação de Dian Long. No dia 22 de Novembro é a vez de Mary Wong, educadora de dança, orientar a oficina “O Corpo no Momento”, pensada para crianças dos 8 aos 12 anos. Pretende-se aqui que estas crianças tomem “consciência da sua presença física e expressem, através do movimento, as memórias e imaginação sobre a vida”.