Manchete PolíticaConcertos | Investigados 29 suspeitos de especulação com bilhetes João Luz - 29 Out 2026 No primeiro semestre deste ano, a polícia realizou 27 operações de combate à especulação com bilhetes de concertos e investigou 29 suspeitos, indicou o director da DSEDT, em resposta a Pereira Coutinho que se queixava de inoperância das autoridades face à prevalência do mercado negro A proliferação de concertos de estrelas do mando-pop e k-pop em Macau trouxe ao de cima a realidade do mercado negro de venda de bilhetes para espectáculos com enorme procura por legiões de fãs que não olham a custos, com bilhetes para alguns concertos a serem vendidos online a mais de 50 mil renminbis. Pereira Coutinho foi uma das vozes que exigiu controlo sobre esta situação, denunciando a inacção das autoridades numa interpelação escrita. O deputado divulgou ontem a resposta da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), assinada pelo director Yau Yun Wah. Yau Yun Wah afirmou que na véspera e no dia “de actividades de grande envergadura, as autoridades policiais realizaram patrulhas contínuas, tanto online como offline, com o fim de prevenir e combater as violações da lei”. O responsável acrescentou que na primeira metade do ano, o Corpo de Polícia de Segurança Pública realizou “27 operações de combate a estas irregularidades, investigando 29 indivíduos suspeitos de especulação com a venda de bilhetes para concertos”. O director da DSEDT não revelou que seguimento foi dado às investigações, se foi desmantelada alguma rede de mercado negro e se algum suspeito foi julgado em tribunal. Com o Grande Prémio de Macau à porta, a polícia reforçou as acções de sensibilização, alertando para os riscos associados à compra de bilhetes através de canais não oficiais, bem como para as consequências da revenda ilegal. Lei e ordem Aludindo a “níveis alarmantes” a que chegou a especulação com bilhetes de concertos em Macau, que esgotam em minutos nas plataformas online e são revendidos a preços exorbitantes no mercado paralelo, Pereira Coutinho denunciou a falta de uma base legal para punir e dissuadir este tipo de actividade. O deputado reforça a insuficiência da actual abordagem legal dando o exemplo da criminalização da revenda de bilhetes de barco, punida com pena de prisão até três anos. Além disso, Coutinho deu os exemplos de Hong Kong e Interior da China onde o sistema de compra de bilhetes implica que o ingresso tenha o nome do espectador, com possibilidade de verificação de identidade na entrada de recintos. Em relação a este aspecto, o director da DSEDT indicou que o Governo tem incentivado “o sector a optimizar continuamente as formas e os mecanismos de venda de bilhetes”.