MIF / Lusofonia | Comércio electrónico e economia azul para estreitar laços

Na inauguração da Feira Internacional de Macau (MIF), a secretária para a Economia e Finanças, Dora Ng Wai Han, defendeu que a RAEM tem vindo a expandir a rede de cooperação comercial com mercados externos

O Governo de Macau indicou ontem que quer reforçar a cooperação económica entre a China e os países de língua portuguesa, apostando em áreas como o comércio electrónico transfronteiriço e a economia azul.

Na cerimónia de abertura conjunta da 31.ª Feira Internacional de Macau (MIF), da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX) e da Exposição de Franquia de Macau, a secretária para a Economia e Finanças de Macau afirmou que o território deve aproveitar a “nova fase de abertura económica da China” para consolidar a posição como plataforma com os mercados lusófonos.

“Com base na consolidação das funções da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP), o Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] tem vindo a expandir, de forma proactiva, a rede de cooperação comercial com mercados externos”, afirmou Ng Wai Han.

Segundo a responsável, a PLPEX reúne “indústrias características, assim como produtos e serviços típicos provenientes de nove PLP”, com o objectivo de intensificar a cooperação em sectores como “o comércio electrónico transfronteiriço, a agricultura sino-lusófona e a economia azul”.

A governante salientou que a estratégia está alinhada com as orientações do 15.º Plano Quinquenal da China, que prevê uma maior abertura ao exterior e um reforço do comércio de serviços e do investimento internacional.

Ng Wai Han destacou ainda as missões empresariais realizadas este ano pelo Governo de Macau, nas quais participaram empresas de Macau, da vizinha zona económica especial de Hengqin (Ilha da Montanha) e da China continental, incluindo deslocações a Portugal e Espanha à procura de novas oportunidades de mercado.

Outras iniciativas

A cooperação com os países de língua portuguesa estará igualmente em destaque em várias iniciativas integradas nos certames, entre as quais a 16.ª Cimeira para o Desenvolvimento Comercial e Industrial da Província de Jiangsu, Macau e os PLP, a Sessão de Intercâmbio para Cooperação Económica e Comercial entre Fujian, Macau e os PLP e a Expo Internacional Agrícola China-PLP.

Pela primeira vez, a Feira Internacional de Macau vai incluir um pavilhão dedicado aos países de língua espanhola.

Segundo a organização, o novo Pavilhão da Indústria dos Países de Língua Espanhola irá reunir expositores de 11 países e pretende reforçar o papel de Macau enquanto plataforma de ligação entre a China, os países de língua portuguesa e os países hispanófonos.

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), que organiza a feira, indicou que o objectivo é criar oportunidades de negócio que liguem mercados externos, incluindo os países lusófonos, hispanófonos e os membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), apoiando a internacionalização das empresas.

A MIF decorre até sábado, com uma área de 16 mil metros quadrados, cerca de mil expositores nacionais e estrangeiros, oriundos de mais de 30 países e regiões, e mais de 1.500 compradores internacionais.

Entre os destaques, estão empresas de inteligência artificial (IA), que apresentam plataformas para robôs humanóides, geradores de aromas controlados por IA, robôs exo-esqueletos, assistentes de gestão empresarial e sistemas de impressão instantânea de fotografias tridimensionais sem necessidade de óculos.

A organização anunciou ainda a presença de vários produtos internacionais, incluindo café de especialidade do Brasil, presunto ibérico de Espanha, artigos para o lar de Singapura e produtos de marcas centenárias europeias.

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