SociedadeEnergias limpas e agricultura são apostas da CESL-Ásia em Portugal Andreia Sofia Silva - 29 Set 2026 A empresa local CESL-Ásia está interessada no desenvolvimento de projectos-piloto em Portugal na área agrovoltaica, aliando produção agrícola e energia solar. Segundo um comunicado da empresa, o projecto surgiu no âmbito de uma visita, à CESL-Ásia em Macau, de uma delegação do Conselho Intermunicipal do Oeste de Portugal (OesteCIM), liderada por Hermínio Augusto Rodrigues, que é também presidente da Câmara Municipal de Alcobaça. Da delegação fizeram ainda parte Teresa Almeida, presidente da CCDR Lisboa e Vale do Tejo [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo], entre outras personalidades. No encontro, que decorreu na passada quinta-feira, responsáveis da CESL-Ásia apresentaram as “operações inovadoras de AgroPV (agrovoltaica)”, incluindo a “bem-sucedida Central de Demonstração no Alentejo”. Na mesma nota, a CESL-Ásia diz que a área de agrovoltaica “é importante para o futuro de Portugal” pelo facto de poder “dinamizar a economia rural”, através da optimização do uso do solo e garantia de protecção da “soberania alimentar”. Desta forma, “um sistema AgroPV bem regulamentado pode gerar entre 1.500 e 3.000 euros por hectare, e por ano, em receitas anuais adicionais para os agricultores, duplicando o valor económico das terras agrícolas”, é explicado. Uma desejada realidade A CESL-Ásia, que em Macau também opera na área da engenharia e construção civil, entre outros sectores, pretende a criação de “um Programa Piloto Nacional de Agro-fotovoltaica e de um ambiente regulatório experimental para estabelecer as melhores práticas, abrindo caminho para a implantação em grande escala em regiões como o Oeste” português. A empresa local destaca como a “integração da AgroPV nas estratégias nacionais de Portugal nas áreas da agricultura, da energia e do digital, a par dos investimentos na REN (a rede nacional de energia) e nos centros de dados, funciona como um motor de grande impacto e autofinanciado para o desenvolvimento regional” em Portugal, é destacado.