Museu da Cultura | Aberto concurso para projecto de arquitectura

O Instituto Cultural convidou 10 equipas de arquitectura para apresentarem propostas para o futuro Museu Nacional da Cultura. O edifício vai ficar localizado perto da Torre de Macau, à frente do Tribunal de Segunda Instância, e a data de abertura está prevista para 2029

O Governo convidou 10 equipas a apresentarem propostas de arquitectura para o futuro Museu Nacional da Cultura. A informação foi revelada ontem, através de uma conferência de imprensa do Instituto Cultural (IC), e o objectivo passa por fazer com que a primeira fase do museu entre em funcionamento em 2029.

Segundo a apresentação de ontem, o futuro museu vai ficar localizado na Zona B dos Novos Aterros, à frente do Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa e do Edifício do Tribunal de Segunda Instância.

No entanto, o projecto de concepção arquitectónica ainda tem de ser definido, o que vai ser feito depois de um concurso por convite com a participação de 10 equipas de arquitectura: “O museu é uma instalação cultural de referência para o futuro de Macau, vai ser uma obra de grande escala e com elevadas exigências de concepção arquitectónica, devendo corresponder aos padrões técnicos internacionais de alto nível”, afirmou a presidente do IC. “O Governo da RAEM já convidou sete equipas de concepção arquitectónica de renome mundial e de topo, bem como três equipas locais de concepção arquitectónica, num total de dez equipas, para apresentarem propostas”, acrescentou.

Além das três equipas locais, três das convidadas são provenientes do Interior, havendo igualmente quatro equipas de Portugal, Suíça, Reino Unido e Holanda. Após a elaboração das propostas vai haver uma selecção, por parte de um júri constituído por membros dos serviços públicos e especialistas em planeamento urbano, arquitectura e museologia.

Funcionamento em 2029

As autoridades esperam que o projecto de arquitectura seja escolhido até ao final do ano. Por este motivo, a presidente do IC, Deland Leong, avançou que ainda não é possível fazer uma previsão sobre o orçamento da infra-estrutura.

Além disso, as autoridades esperam que o museu entre em funcionamento em 2029. A construção vai ser dividida em duas fases, com a primeira, que se espera de menor dimensão, a entrar em funcionamento nesse ano. A segunda fase só será aberta posteriormente.

O edifício do museu vai ter uma área de cerca de 100 mil metros quadrados, dos quais 80 mil metros quadrados vão ser destinados ao edifício principal, que vai receber as áreas de exposição, depósito de colecções, espaços de investigação, salas para intercâmbio cultural, entre outros espaços. Haverá também uma zona comercial destinada ao lazer e à cultura, com cerca de 20 mil metros quadrados, para lojas, restaurantes, instalações de lazer para as famílias e um centro de incubação para artistas. O projecto prevê igualmente um estacionamento, mas a dimensão ainda não foi decidida.

Zona Cultural

O Museu Nacional da Cultura é um dos três projectos da futura Zona Cultural do território, que tem como designação oficial Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau. Além deste museu, fazem ainda parte do projecto o Centro Internacional das Artes Performativas de Macau e o Museu Internacional de Arte Contemporânea.

“A Zona Cultural tem como objectivo constituir um novo marco cultural do futuro de Macau, e o Museu Nacional da Cultura de Macau vai ser lançado em primeiro lugar”, explicou a presidente do IC. “Este museu tornar-se-á uma ponte cultural entre a China e o Ocidente, uma área de divulgação de conhecimento, uma sala de visitas da cidade e um motor de turismo cultural”, destacou.

Deland Leong apontou também que o Museu Nacional da Cultura vai ser desenvolvido em coordenação com o Museu Nacional da China, em Pequim, e que se espera criar um centro de visita para mostrar a cultural de Macau, onde existe uma fusão com predominância da cultura chinesa.

Autocarros nas Ilhas

O Museu Nacional de Cultura vai ocupar parte de um espaço que actualmente serve para o estacionamento de autocarros públicos e de turismo. Com as obras a começar no próximo ano, o estacionamento destes veículos será alterado. Ontem, o chefe do Departamento de Planeamento Urbanístico da Direcção dos Serviços de Obras Públicas, Leong Io Hong, indicou que as autoridades vão encontrar alternativas na Taipa ou em Coloane. No entanto, não foram indicados pormenores sobre os futuros estacionamentos dos veículos pesados.

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