Manchete SociedadeEconomia | Conselheira alerta para fragilidade das PME João Santos Filipe - 10 Ago 2026 Rainbow Lei Choi Hong defende uma maior flexibilização dos critérios de acesso ao crédito, mesmo no caso em que as empresas não conseguem apresentar garantias suficientes. A conselheira avisou também que o ambiente económico está a colocar em causa a diversificação económica Uma procura fraca e muita preocupação com o futuro. Foi desta forma que, segundo o jornal Ou Mun, Rainbow Lei Choi Hong, membro do Conselho Consultivo do Serviço Comunitário da Zona Norte, descreveu a actualidade das Pequenas e Médias Empresas (PME) do território. Durante a reunião mais recente, a conselheira defendeu a necessidade de o Executivo equacionar formas de facilitar o financiamento destas empresas que garantem a diversificação económica da RAEM. A também dirigente da Associação Industrial e Comercial da Zona Norte de Macau começou por apontar que, no primeiro semestre deste ano, o PIB de Macau registou um crescimento real anual de 3,7 por cento. No entanto, as PME em geral não beneficiaram deste crescimento na mesma proporção. Rainbow Lei vincou ainda que, no primeiro trimestre, foram dissolvidas mais de 300 empresas, que implicaram um capital de 240 milhões de patacas. Este valor superou o capital das novas empresas registadas no primeiro trimestre, que se fixou em 120 milhões de patacas. A conselheira explicou que estes números mostram “uma clara tendência de saída líquida de capital” do mercado. Por isso, Rainbow Lei indicou ser necessário facilitar o financiamento das PME durante esta fase mais difícil, e sugeriu a optimização do plano de garantia de crédito e a redução dos critérios de acesso ao financiamento. Ao mesmo tempo, propôs a simplificação dos procedimentos de aprovação e a diminuição das exigências de garantia nos pedidos de empréstimos, para permitir que as PME sem garantias suficientes obtenham crédito. Entre as propostas. surge o alargamento dos prazos dos pedidos de apoio. Flexibizar as restruturações Em relação às empresas em dificuldades, mas que podem ser lucrativas, a conselheira propôs “flexibilizar as restrições de reestruturação de dívida e a criação de mecanismos de reembolso flexíveis”. Rainbow Lei Choi Hong pediu também um maior apoio dos bancos à economia local, e uma maior margem no que diz respeito ao pagamento parcial dos empréstimos ou ao prolongamento dos prazos de devolução. Além disso, a dirigente associativa sugeriu a criação de um mecanismo de partilha de riscos do crédito entre o Governo e a banca. O objectivo passa por criar uma ‘última rede de segurança’ e evitar que os bancos transfiram a totalidade do risco do apoio à economia para o Governo.