China / ÁsiaHK | Classificada como ingerência externa críticas à condenação de Jimmy Lai Hoje Macau - 11 Fev 2026 A China classificou ontem como ingerências externas as críticas dos Estados Unidos, da União Europeia e de outros países à condenação do activista Jimmy Lai a 20 anos de prisão, em Hong Kong. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian acusou, em conferência de imprensa, “certos países e instituições” de aproveitarem casos judiciais em Hong Kong para “difamarem maliciosamente” a cidade, desacreditarem o seu sistema judicial e interferirem nos assuntos internos da China. “Hong Kong é regido pelo Estado de direito, e este não deve ser questionado. Nenhum país estrangeiro tem o direito de fazer comentários irresponsáveis”, declarou o porta-voz, apelando aos governos envolvidos para que respeitem a soberania chinesa, cumpram o direito internacional e cessem qualquer forma de interferência. As declarações surgem um dia depois de um tribunal de Hong Kong ter condenado Lai, de 78 anos, a 20 anos de prisão por conspiração com forças estrangeiras e por divulgar publicações consideradas sediciosas – uma sentença que motivou apelos à sua libertação por parte de governos ocidentais, da União Europeia e de organizações de defesa dos direitos humanos. Em resposta a essas críticas, Pequim vincou que os tribunais de Hong Kong actuam de forma independente e em conformidade com a lei, no âmbito da Lei de Segurança Nacional imposta em 2020, após os protestos em massa de 2019. Também ontem, o Governo chinês reforçou essa posição com a publicação de um livro branco, no qual defende a legislação de segurança e rejeita as acusações de deterioração das liberdades na ex-colónia britânica. A China afirmou que a aplicação da lei permitiu restaurar a estabilidade em Hong Kong e sublinhou que a segurança nacional e os direitos e liberdades “não são incompatíveis” – uma formulação que tem sido contestada pelas Nações Unidas e por diversas organizações internacionais.