Casinos | Transacções suspeitas caem 6,1 por cento em 2025

Os dados oficiais mostram que o número de transacções suspeitas caiu no último ano para um total de 3.603

O número de transacções suspeitas registadas em casinos caiu 6,1 por cento em 2025, de acordo com dados oficiais. O Gabinete de Informação Financeira (GIF) referiu que as seis operadoras de casinos submeteram, no total, 3.603 participações de transacções suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo.

Numa publicação feita na plataforma chinesa WeChat na segunda-feira à noite, o GIF apontou “a diminuição do número de participações de transacções suspeitas reportadas pelo sector do jogo” como a principal razão para a queda do número total, também de 6,1 por cento.

No ano passado, o gabinete recebeu 4.925 participações, 73,1 por cento vindas das concessionárias de casinos, enquanto 20,5 por cento vieram de bancos e seguradoras e 6,4 por cento de outras instituições e entidades.

Os sectores referenciados, incluindo lojas de penhores, joalharias, imobiliárias e casas de leilões, são obrigados a comunicar às autoridades qualquer transacção igual ou superior a 500 mil patacas. Em 2024, o GIF recebeu 5.245 participações, sendo que a maioria veio dos casinos do território: 3.837, mais 11,8 por cento do que no ano anterior e um novo recorde.

A cumprir

Segundo o relatório anual do GIF, Macau era o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria “todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro e do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa.

O gabinete assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Actividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde.

Em Julho, o GIF disse que tinha ultimado os procedimentos para assinar, também com Angola, um acordo de troca de informações para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa.

O gabinete indicou que o acordo esteve na mesa num encontro com representantes da Unidade de Informação Financeira da República de Angola, à margem da reunião do Grupo Egmont entre 6 e 11 de Julho, no Luxemburgo. O Grupo Egmont é uma organização internacional de luta contra a lavagem de dinheiro, que reúne 181 unidades de informação de todo o mundo.

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