China / ÁsiaChina rejeita “conclusões exageradas” sobre lançamento de míssil no Pacífico Hoje Macau - 7 Jul 2026 Pequim rejeitou ontem “conclusões exageradas” pelo lançamento de um míssil estratégico a partir de um submarino nuclear para o Oceano Pacífico, após o ensaio ter suscitado críticas do Japão, Austrália e Nova Zelândia. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou ontem, numa conferência de imprensa, que o ensaio constituiu “um exercício militar de rotina” e que “não é dirigido contra qualquer país ou alvo específico”. Mao afirmou que a China informou previamente os “países pertinentes” e que o teste “está em conformidade com a prática internacional”. “As actividades de lançamento decorreram sempre de forma segura, regulamentada e profissional”, acrescentou a porta-voz, manifestando a esperança de que “os países relevantes não tirem conclusões exageradas”. A porta-voz recusou-se a fornecer mais pormenores sobre o ensaio, depois de a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua ter noticiado, horas antes, que a Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) lançou com êxito um míssil estratégico a partir de um submarino nuclear para “águas internacionais relevantes” do Oceano Pacífico. Segundo a Xinhua, o projéctil, equipado com uma ogiva simulada de treino, atingiu com precisão a zona marítima prevista. A agência indicou que o ensaio, realizado às 12:01 locais (05:01 em Lisboa), integrou o plano anual de treino militar e que a China notificou previamente os países pertinentes. Águas agitadas O comunicado oficial não especificou o modelo do míssil, a classe do submarino nem a localização exata da zona de impacto. Segundo o jornal South China Morning Post, trata-se do primeiro teste conhecido de um míssil lançado a partir de um submarino chinês desde 1982 e do primeiro realizado, de que há registo público, a partir de um submarino de propulsão nuclear. O teste ocorre numa altura de crescente actividade militar chinesa no Pacífico Ocidental, onde Taiwan afirmou ontem que a Marinha chinesa mantém destacadas quatro agrupações navais: uma no Pacífico Sul, duas a sul da ilha japonesa de Amami Oshima e outra a nordeste das Filipinas. O lançamento coincide também com novas fricções entre Pequim e Tóquio, depois de o Japão ter protestado nos últimos dias contra manobras de navios chineses em águas próximas da ilha de Yonaguni, situada a pouco mais de 150 quilómetros de Taipé.