Manchete SociedadeTurismo | Macau quer pagar transportes a turistas de Guangzhou Hoje Macau - 13 Abr 2026 A medida é uma forma de lidar com o aumento dos preços, explicou Maria Helena de Senna Fernandes. Actualmente, o Governo cobre os custos dos transportes para os turistas vindos do Aeroporto Internacional de Hong Kong As autoridades de Turismo de Macau declararam que estão a ponderar cobrir os custos de transporte dos turistas internacionais que aterrarem no aeroporto de Guangzhou, no sul da China, para se deslocarem ao território “para atrair visitantes”. “Estamos a considerar cobrir os custos de transporte para os hóspedes internacionais que cheguem ao Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun, para que possam viajar para Macau após a chegada”, disse a directora dos Serviços de Turismo (DST) de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes. Guangzhou, capital da província de Guangdong, fica a cerca de 150 quilómetros de Macau. O Governo de Macau, realçou Senna Fernandes, já cobre os custos de transporte para os turistas internacionais que chegam através do Aeroporto Internacional de Hong Kong, no âmbito do trabalho para diversificar a base de visitantes do território. A directora afirmou que a nova medida visa responder à “redução de voos do Médio Oriente e da Europa” para Hong Kong devido à guerra no Irão. “Há voos directos da Europa para Xangai, Pequim, Chengdu e Guangzhou,” acrescentou. A responsável falava aos jornalistas no primeiro dia da 14.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau (MITE). Muita incerteza Nesta ocasião, o secretário para a Economia e Finanças de Macau, Tai Kin Ip, disse, durante a cerimónia de abertura, que face “às incertezas da conjuntura internacional e da geopolítica”, Macau espera alargar a origem dos turistas. “O Governo da RAEM continuará a diversificar a oferta de produtos turísticos, organizar grandes eventos, melhorar as infra-estruturas de apoio e reforçar a divulgação e promoção, aproveitando as oportunidades em tempos de risco e apostando proactivamente na expansão dos mercados internacionais de fonte de visitantes” acrescentou. O evento, com duração de três dias no hotel-casino Venetian Macau e realizado sob o tema “Convergência Global, Horizontes do Futuro”, incluiu mais de 130 actividades, entre sessões de promoção turística, fóruns do sector, workshops e espectáculos. De acordo com a DST, os sectores abrangidos pelo evento vão desde a hotelaria até aos transportes, empresas culturais e criativas, bem como áreas relacionadas com a estratégia de diversificação económica “1+4” do Governo. A estratégia “1+4” é o plano de diversificação económica de Macau que visa reduzir a dependência da indústria do jogo. Envolve o reforço do sector principal do turismo e lazer, ao mesmo tempo que promove quatro sectores chave: ‘big health’, finanças modernas, alta tecnologia e convenções, exposições, comércio e desporto. A DST acrescentou que a expo contou com mais de 700 expositores dos mercados nacional e internacional, e nove de países de língua portuguesa, salientando que a iniciativa vai “ajudar a expandir as redes de negócios” e “promover o intercâmbio turístico regional e internacional”.