Manchete PolíticaGás Natural | Renminbi vale novos cortes no preço João Santos Filipe - 24 Fev 2026 A desvalorização da moeda levou o Governo a anunciar ontem o terceiro corte anual no preço do gás natural, com a redução a variar entre 0,56 por cento e 0,96 por cento. Com os novos cortes, todos os preços ficam abaixo dos valores de 2022, ano que antecedeu a invasão da Ucrânia e uma subida generalizada do custo do gás Desde ontem, que o preço do gás natural foi reduzido entre 0,56 por cento e 0,96 por cento. O anúncio foi feito ontem de manhã, através de um comunicado da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). “Em resposta à descida do preço internacional do gás natural nos últimos anos e às flutuações da taxa de câmbio do renminbi relativamente à pataca, o custo de aquisição do gás natural para abastecer Macau baixou”, foi justificado. “Os preços de venda do gás natural a praticar para os quatro grupos de clientes tiveram descidas de cerca de 0,6 por cento a 1 por cento”, foi acrescentado. Com as alterações, os clientes residenciais, o chamado Grupo A, vão ter a menor redução, de 0,56 por cento, com o preço a baixar para 6,7403 patacas por metro cúbico de gás, quando anteriormente era de 6,7782 patacas por metro cúbico de gás. Em relação ao Grupo B de consumidores de gás natural, dos residentes não comerciais, o corte é de 0,59 por cento, para 6,3786 patacas por metro cúbico, quando anteriormente o preço era de 6,4165 patacas por metro cúbico. No Grupo C, dos grandes clientes, é aplicado um corte de 0,60 por cento, para 6,3198 patacas por metro cúbico, de 6,3568 patacas por metro cúbico. A maior redução visa o Grupo D de clientes, também denominados como “especiais”, que vão ser beneficiados com um corte no preço de 0,96 por cento, para 3,9447 patacas por metro cúbico. Até ontem, o preço era de ,9825 patacas por metro cúbico. Antes da guerra Com a entrada em vigor dos novos preços, o custo do gás natural fica abaixo dos níveis de 2022, ainda antes do Governo de Ho Iat Seng ter anunciado aumentos de 8,2 por cento a 14,3 por cento, uma consequência indirecta da invasão da Ucrânia pela Rússia e de um pico de procura nos mercados internacionais. Antes desse aumento, os clientes residenciais pagavam 6,9998 patacas por metro cúbico, enquanto os clientes do Grupo B pagavam 6,4122 patacas por metro cúbico, os clientes do Grupo C pagavam 6,3364 patacas por metro quadrado e os clientes do Grupo D 4,0126 patacas por metro cúbico. Para a nova realidade, contribuíram as reduções anuais do preço desde o aumento de 2023, com os cortes a variarem entre 3,14 por cento e 8,13 por cento, com as alterações a serem justificadas com a desvalorização do renminbi, o mercado abastecedor da RAEM, e também os preços internacionais.