China / ÁsiaEx-dirigente da indústria de Defesa acusado de corrupção Hoje Macau - 11 Fev 2026 Pequim anunciou ontem acusações de corrupção contra Zhang Jianhua, ex-dirigente da indústria de defesa, e uma investigação a Yi Lianhong, alto responsável do órgão legislativo, no mais recente desenvolvimento da campanha anticorrupção lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping. De acordo com a televisão estatal CCTV, o Ministério Público da China apresentou acusações contra Zhang Jianhua, antigo subdirector na Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional, por subornos, alegando que o ex-funcionário terá usado os cargos que ocupou no organismo responsável pela indústria de defesa para beneficiar terceiros em troca de vantagens indevidas. Segundo a mesma fonte, Zhang terá abusado da sua posição em áreas como avaliação de projectos, finanças e auditoria para receber “bens de valor especialmente elevado”. Após abandonar funções públicas, terá continuado a explorar a influência dos cargos anteriormente exercidos para obter benefícios através de outros funcionários. Olhos na Defesa Este processo surge num momento de maior escrutínio sobre o sector da defesa na China, alvo de várias investigações a altos quadros militares nos últimos meses, embora as autoridades não tenham estabelecido qualquer ligação entre essas investigações e o caso de Zhang. Num anúncio separado, a Comissão Central de Disciplina do Partido Comunista Chinês (PCC) e a Comissão Nacional de Supervisão – os principais organismos anticorrupção do país – informaram que Yi Lianhong, vice-presidente da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional Popular, está a ser investigado por “graves violações da disciplina e da lei”. A nota oficial, divulgada ontem no portal da comissão partidária, não especifica a natureza das infrações, o que é habitual nas fases iniciais deste tipo de investigações. Ambos os casos inscrevem-se na vasta campanha anticorrupção, contra “tigres” e “moscas” lançada por Xi Jinping desde que assumiu o poder em 2012, e que já atingiu dirigentes de todos os níveis – de quadros locais a líderes provinciais, chefias militares e responsáveis por grandes empresas públicas – tigres – a funcionários de baixo estatuto, moscas.