Ai Portugal VozesUm 2026 melhor para Portugal André Namora - 5 Jan 2026 Antes de mais quero desejar a todos os leitores deste jornal excelente e a quantos o produzem um novo ano de 2026 repleto de prosperidade e sucesso. Temos de entender que nada se consegue de um momento para o outro, mas o Governo português tem mais de 350 dias para fazer com que os portugueses passem a ter uma qualidade de vida melhor. A mensagem de ano novo do primeiro-ministro, Luís Montenegro, deixou a ideia que os cidadãos (e não “cidadões” como pronunciou o chefe do Executivo) entenderam as suas palavras como promessas vãs e inacreditáveis quando, ao dirigir uma mensagem de Ano Novo ao povo em geral, aproveitou para fazer propaganda a um candidato presidencial. Logo no início de Janeiro, os reformados são contemplados com um aumento inadmissível. Um reformado que receba 300 euros por mês, terá um aumento de pouco mais de cinco euros. Que aumento é este? Dá para comprar uma sandes e um café. Não é isto que os portugueses esperam de quem os governa. Gastam-se milhares de milhões de euros em excentricidades com a capa de progresso e desenvolvimento. No entanto, a habitação continua um caos relativamente aos jovens e aos pobres. Nunca mais se decide um programa envolvente de dimensão global que construa casas de arrendamento ou compra a preços acessíveis para os que vivem ao nível da pobreza. E são milhões de nossos compatriotas. Na educação temos crianças sem creches. Esperemos que em 2026 este problema seja solucionado e que se termine com as decisões que anulam no programa de ensino as disciplinas que falem de educação sexual. Nos transportes o povo português espera que os passes, ditos sociais, possam baixar de preço e que tenhamos um Metropolitano em Lisboa que não esteja sempre com os elevadores para deficientes, invisuais e idosos avariados e em muitas estações sem escadas rolantes impedindo obviamente o uso deste transporte importante. Será que em 2026 a Justiça irá mudar a sua estrutura a fim de terminar com uma justiça para ricos e outra para pobres? Mais de 100 mil pobres esperam que em 2026 o Governo volte a repor o subsídio de renda miserável de 200 euros mensais que suspendeu a esses beneficiários para usar os respectivos milhões de euros cativados para esse fim, em outras acções onde existia falta de tesouraria. Esperemos que o novo ano sirva para deixar de tratar os imigrantes de quem Portugal tão necessita para fazer frente ao trabalho na agricultura, nos hotéis, restaurantes, hospitais e no apoio domiciliário, especialmente aos idosos com doenças incuráveis. Em 2026, Portugal tem de mudar radicalmente o estado da Saúde. As urgências hospitalares não podem continuar encerradas ou com os doentes a aguardar 17 horas por uma consulta. As mulheres grávidas não podem continuar em pânico sem saberem onde irão ter os filhos ou os partos acontecerem em ambulâncias, carros particulares e mesmo na rua. Os médicos e outro pessoal clínico têm de passar a ser muito melhor remunerados. Os impostos que recaem sobre estes profissionais são escandalosos: um médico que trabalha de manhã à noite e que recebe 3.200 euros por mês leva para casa apenas 1.400 euros. A diferença vai-se em impostos que indignam qualquer profissional. E depois, não nos podemos admirar que os médicos e enfermeiros decidam emigrar ou mudarem-se para os hospitais privados. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um dos melhores bens que foi concedido ao povo português e não podemos imaginar que os governantes estejam a planear um programa para privatizar totalmente a Saúde. Seria um crime, do mesmo tipo que Trump tem levado a efeito nos Estados Unidos da América. Os funcionários públicos têm de reflectir neste novo ano que são os contribuintes que lhes pagam os salários e têm de mudar o paradigma de atender o público rude e insolentemente nos balcões dos serviços públicos a nem sequer atenderem os telefonemas dos contribuintes. O problema social tem de melhorar substancialmente e não podemos continuar a constatar que Montenegro tem-se aliado a neonazis para tomar posições como a tentativa de mudar as regras da nacionalidade ou mesmo a própria Constituição. Os autarcas eleitos pelas populações de cada localidade têm de se compenetrar que o seu lema é servir o povo e não pensar quanto ganharão de comissão num ajuste directo a um empresário da construção civil ou de outros empreendimentos. Existem milhares de casas abandonadas ou encerradas. Esta situação não pode continuar. A classe média está a empobrecer devido ao aumento do custo de vida e necessita urgentemente de uma habitação digna e de preço acessível. Os autarcas têm de executar um censo habitacional e obrigar a que os proprietários de imóveis encerrados os coloquem no mercado de arrendamento ou de venda. Não festejamos a entrada de um ano novo apenas para ouvirmos desejos e promessas através de mensagens dos mandantes da governação. Queremos acção. Acção rápida, eficiente, séria e produtiva em benefício de um povo que continua na cauda dos países europeus. Aos amigos leitores que vivem em Macau deixo-vos um conselho: amealhem o maior pecúlio possível para no caso de regressarem a Portugal, poderem adquirir uma casa. Será um bem ultra necessário em face da situação que a maioria dos portugueses vai sobrevivendo. Esperemos que 2026 possa oferecer um Portugal melhor.