Chave na ignição

Os sinais são positivos. Ausência de novos casos há mais de uma quinzena. Jardins parcialmente abertos. Mais movimento. Casinos de volta à vida. Admito que, ao contrário do que esperava, ver novamente as luzes dos casinos acesas dá algum alento, apesar de não ter vontade (nunca tive) de fazer apostas. No entanto o sentimento é agridoce.

Na rua, os altifalantes continuam a pregar apelos para evitar concentrações e ficar em casa sempre que possível. As grades de muitos estabelecimentos continuam em baixo e atrás delas não é difícil imaginar algumas histórias trágicas, derivadas da ausência de negócio. Não tenho dúvida que daqui a alguns anos vamos voltar a falar dos dias que estamos a viver e da forma como se deu a volta à situação e o que mudou numa cidade, que talvez nunca mais vai voltar a ser mesma e que, como disse até o empresário Jorge Neto Valente, sofreu danos irrecuperáveis a nível económico.

Vejamos agora como é que Macau e as suas pessoas irão acolher as inúmeras ondas de choque desta crise, que só agora estão a chegar e deverão fazer vir ao de cima todo o tipo dificuldades, mesmo a nível pessoal, económico ou familiar. Não há receitas certas e mesmo as boas ideias para solucionar problemas podem dar errado mas, pelo menos, há boa vontade e parece começar a haver algum alento, pelo menos, para recomeçar em algumas frentes. Acredito que o motor ainda não começou a andar mas pelo menos a chave já está na ignição. Veremos agora se chega a hora de a rodar ou voltar a tirar para esperar mais um pouco.

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