"Parasitas", do sul-coreano Bong Joon-ho, venceu Óscar de Melhor Filme

O Presidente sul-coreano Moon Jae-in felicitou hoje toda a equipa de “Parasitas”, que hoje ganhou o Óscar para Melhor Filme, e especialmente o diretor Bong Joon-ho por realizar o que considerou ser “uma história coreana única”. “Uno-me a todos os coreanos para felicitar o filme” Parasita”, escreveu hoje Moon Jae-in na rede social Twitter.
O Presidente sul-coreano disse estar “orgulhoso do realizador Bong Joon-ho, dos atores e da equipa “depois destes terem ganhado quatro estatuetas (Melhor Argumento Original, Melhor Filme Internacional, Melhor realizador e Melhor Filme). “’Parasita’ tocou os corações das pessoas de todo o mundo com uma história coreana única”, disse o Presidente sul-coreano.
Os quatro Óscares e a Palma de Ouro de Cannes, que o filme ganhou no ano passado, “podem ser atribuídos aos esforços acumulados de cada cineasta coreano nos últimos 100 anos”, disse Moon em referência ao centenário que o cinema coreano celebrou recentemente.
O chefe de Estado considerou que o filme “transmite mensagens sociais de maneira inovadora, notável e bem-sucedida” e prometeu apoio institucional aos membros da indústria nacional.
O filme “Parasitas”, do realizador sul-coreano Bong Joon Ho, venceu o Óscar de Melhor Filme, na 92.ª edição dos prémios da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas, de Hollywood. Os outros candidatos ao Óscar de Melhor Filme eram “Le Mans’66: O Duelo”, “O Irlandês”, “Jojo Rabbit”, “Joker”, “Mulherzinhas”, “Marriage Story”, “1917” e “Era Uma Vez em… Hollywood”.
A distinção fez história porque nunca um título estrangeiro tinha vencido o Óscar de “Melhor Filme, tendo o favoritismo recaído em “1917”, de Sam Mendes. “Parasitas” já tinha arrecadado o prémio na categoria internacional.
“Parasitas”, que partiu com seis nomeações para os Óscares, conquistou os quatro mais importantes para os quais estava indicado: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Filme Internacional e Melhor Argumento Original. De fora ficaram melhor cenografia e melhor montagem, que cedeu a “Era Uma Vez… em Hollywood” e “Le Mans ’66: O Duelo”, respetivamente.
A longa-metragem, uma comédia negra sobre injustiças sociais, soma já perto de duas centenas de prémios, desde a estreia em Cannes, em maio do ano passado, onde conquistou a Palma de Ouro.
Joaquin Phoenix venceu o Óscar para “Melhor Actor” em “Joker” e René Zellweger em “Judy” arrecadou o prémio de “Melhor Actriz”. Laura Dern em ‘Marriage Story’ e Brad Pitt, pela sua interpretação em “Era Uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino, ganharam os prémios de “melhor Actriz Secundária” e “Melhor Actor Secundário”.
A 92.ª edição dos prémios da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas, dos Estados Unidos, decorreu no Dolby Theatre, em Los Angeles, no domingo à noite, na Califórnia.

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