Vírus | Pessoas internadas voluntariamente em Portugal estão bem de saúde

As 20 pessoas que estão internadas voluntariamente em Lisboa, onde chegaram no domingo provenientes da China, encontram-se bem de saúde, sem sintomas de infecção causada novo coronavírus (2019-nCov), indicou ontem a directora-geral da Saúde.

Graça Freitas falava numa conferência de imprensa, em Lisboa, onde foi feito um novo balanço sobre a infeção pelo ‘2019-nCov’, detectado na China em dezembro.

O grupo, que inclui 18 cidadãos portugueses e duas cidadãs brasileiras, esteve na cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto do novo coronavírus – família de vírus que pode causar pneumonia – e chegou no domingo à noite ao aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa.

Com o seu consentimento, as pessoas estão em “isolamento profilático” em instalações no Hospital Pulido Valente e no Parque da Saúde, ambos em Lisboa.

A possibilidade de receberem visitas de familiares, se o desejarem, está a ser equacionada, adiantou Graça freitas.

A diretora-geral da Saúde referiu que as pessoas “estão bem de saúde, não desenvolveram sintomas” e “têm cumprido as orientações” que lhes são dadas, nomeadamente o uso de máscaras, assinalando que o “isolamento profilático” foi uma “medida excecional”, mas “adequada ao grupo”, que esteve na cidade chinesa onde começou o surto e, por isso, teve “maior probabilidade” de exposição ao vírus.

Novos testes de despistagem do ‘2019-nCov’ serão feitos quando forem considerados oportunos. “Não há vantagem de repetir os testes várias vezes”, frisou Graça Freitas. Análises preliminares efetuadas ao grupo tiveram resultados negativos.

As 20 pessoas vão estar internadas durante 14 dias, período de incubação (até ao aparecimento de sintomas de infeção) do novo coronavírus.

A China elevou hoje para 490 mortos e mais de 24.300 infectados o balanço do surto provocado pelo ‘2019-nCov’, considerado pela Organização Mundial de Saúde uma emergência de saúde pública internacional devido ao risco elevado de propagação do coronavírus à escala global.

Além do território continental da China e das regiões de Macau e Hong Kong, há casos de infecção confirmados em mais de 20 países.

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