Mérito | Orgulho e honra na altura de receber distinções do Governo

Rui Amaral, António Pereira e Chan Kin Kong são os três funcionários públicos que vão receber esta tarde a Medalha de Dedicação e ontem partilharam as respectivas experiências a trabalhar para o Governo

 

Um sentimento de grande orgulho é comum aos funcionários públicos Rui Amaral, António Pereira e Chan Kin Kong, que esta tarde vão receber a Medalha de Dedicação das mãos de Chui Sai On. Os três estiveram ontem reunidos com a comunicação social para partilharem e explicarem um pouco das suas carreiras, que lhes valeram a distinção.

“Sinto-me naturalmente bastante orgulhoso e responsabilizado na medida em que quero corresponder aos objectivos e às iniciativas por parte do Governo e cumpri-las da melhor forma. Nesse sentido há um sentimento de responsabilidade muito grande e, ao mesmo tempo, de uma honra e um agradecimento muito especial”, afirmou Rui Amaral, jurista nos Serviços de Saúde, sobre a distinção.

O jurista nasceu em Angola, tem nacionalidade portuguesa, e anteriormente desempenhava funções nos Serviços de Finanças. Ao longo dos anos, trabalhou em alterações a várias leis, como a Lei de Prevenção e Controlo do Tabagismo ou a Lei do Erro Médico ou mais recentemente a Lei da Qualificação e Inscrição para Profissionais de Saúde. “Sinto que fui distinguido pelo meu Governo, porque não me sinto um português que vive em Macau. Sinto-me um cidadão de Macau”, partilhou. “Vim para Macau com 25 anos e vivo aqui há 26 anos. Macau deu-me a minha mulher, os meus filhos, a minha profissão e a minha formação. Eu sou de Macau e não tenho outro entendimento”, explicou sobre a forma como encara a distinção.

Após ser público que vai ser distinguido, Rui Amaral revelou que houve uma grande felicidade em casa, no seio da família, mas que o objectivo passa por contribuir para o desenvolvimento da RAEM.

Caso de Polícia

Desde 1988 na Polícia Judiciária (PJ), António Pereira é actualmente o responsável pela Secção de Investigação e Combate ao Roubo do Departamento de Investigação Criminal.

Ao longo dos anos, e devido à “capacidade e profissionalismo” amealhou várias distinções, nomeadamente a Menção de Mérito Excepcional, atribuída pelo Secretário para a Segurança de 2011 a 2013 e 2019, três louvores individuais e vinte e um louvores colectivos. No meio de tanta distinção, a Medalha de Dedicação é uma estreia, para um homem que se dedica quase exclusivamente à segurança da RAEM.

“Estou muito honrado com a distinção, mas vou continuar a dedicar-me e a dar o meu máximo para melhorar os resultados das nossas investigações”, disse António Pereira, quando questionado sobre a distinção.

O membro da PJ abordou igualmente a experiência na área da segurança desde 1988 e apontou dois casos como grandes desafios, que lhe permitiram aprender muito: “Houve casos que nos permitiram aprender muito, como o do rapto do Dr. Neto Valente [em 2001] e também o caso da explosão [em Setembro de 1998 que feriu dois polícias]”, contou.

Por outro lado, no ano passado houve um caso de assalto a uma ourivesaria, atrás do Hotel Lisboa, em que todos os bens foram recuperados. Segundo António Pereira, este caso é emblemático pelos resultados alcançados.

O profissional da PJ partilhou igualmente uma visão sobre os diferentes tempos ao nível da segurança no território: “Nos anos 80, Macau era um lugar muito tranquilo e pacífico. Depois, na década de 90, houve alturas com violência. Mas felizmente depois da transição a situação voltou a melhorar”, considerou.
António Pereira destacou igualmente o papel da tecnologia na investigação, como o sistema de videovigilância Olhos no Céu, que apontou ser uma grande ajuda.


O electricista

O outro distinguido é Chan King Kuong que trabalha no Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) como responsável pela inspecção à segurança de quadros eléctricos, manutenção dos aparelhos eléctricos e electrónicos, bem como do controlo dos aparelhos áudio.

Quando ingressou no Leal Senado, ainda antes de 1990, era responsável pela manutenção dos equipamentos eléctricos do escoamento de águas pluviais.

Para Chan a distinção foi um enorme orgulho: “Gostava de agradecer ao Governo da RAEM por esta grande honra. O mais importante é o reconhecimento da nossa chefia e do Governo pelo trabalho prestado ao longo dos anos. Não é uma distinção só pessoal, também é um reconhecimento para o IAM. Trabalho nesta casa há 29 anos”, contou sobre o prémio.

Depois de ter sido tornado público que ia receber uma distinção, Chan admite que a mulher e os filhos ficaram muito felizes com a notícia.

O trabalhador do IAM destacou igualmente a curiosidade de normalmente afixar cartazes e outras informações no âmbito dos programas de sensibilização do IAM. Porém, após a notícia, foi a vez de afixar uma informação com a sua fotografia. “Foi engraçado porque temos um programa itinerante de sensibilização pública, em que temos de afixar cartazes. Desta vez um dos cartazes que foi afixado no Iao Hon tinha a minha fotografia”, contou.

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