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Anita Murphy
Inspirado no livro do ilustrador Oliver Jeffers, “O Caminho para Casa” regressa ao Centro Cultural de Macau depois do sucesso dos primeiros espectáculos em 2014. Os artistas falam de uma peça de marionetas em que se celebra o poder da amizade entre um menino e um pequeno marciano

 

Pensado para crianças com mais de quatro anos, “O Caminho para Casa” regressa ao auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) para mais espectáculos, que decorrem entre hoje e domingo. A peça de marionetas conta a história de um rapaz que um dia descobre um avião a hélice no seu armário e decide voar até ao espaço. Quando o motor começa a falhar e perde o combustível, o jovem conhece um pequeno marciano que também ficou sem meio de transporte.

Esta é a história por detrás do espectáculo que mostra aos mais pequenos o poder da amizade, através de dois personagens que se ajudam mutuamente no regresso ao planeta Terra. Como não há diálogos, a história é contada por via de sons e gestos que revelam a história dos dois amigos.

A produção resulta do trabalho conjunto do teatro Refleksion, da Dinamarca, e do Branar Teatar, da Irlanda. Ontem, os artistas Aapo Juhana Repo e Neasa Padhraicin Ni Chuanaigh, contaram mais detalhes deste espectáculo que pretende dar maior destaque às marionetas, pelo que se pode esperar um jogo de contrastes entre a luz e a escuridão.

“Vai existir pouca visibilidade para que as marionetas tenham uma maior atenção por parte do público, para que seja também mais mágico. Fizemos umas pequenas adaptações, mas se lerem o livro de Oliver Jeffers não ficarão desapontados com o nosso espectáculo”, explicou o artista Aapo Repo.

Oliver Jeffers já viu o espectáculo duas vezes e sempre gostou do que viu, ainda que tenha imposto uma única condição para a adaptação subir ao palco. “Esteticamente tinha de ser semelhante ao livro”, explicou a outra artista que faz parceria com Aapo Repo, Neasa Ni Chuanaigh.

Reacções iguais

Os directores das duas companhias teatrais conheceram-se em 2009, mas levou algum tempo até que “O Caminho para Casa” subisse ao palco. “Quando se conheceram achavam que Oliver Jeffers era um grande ilustrador. Sempre falaram em fazer uma co-produção em parceria, e em 2012 ou 2013 acharam que era a altura certa”, apontou Neasa Ni Chuanaigh.

Com digressões feitas ao longo da Europa, América e Ásia, os artistas confessam que a reacção das crianças acaba por ser muito semelhante. “Tem sido muito bom ver as crianças de todo o mundo a rir nas mesmas partes do espectáculo e gostar. É diferente do que interpretar perante um público adulto, e penso que podem ser mais pacientes do que as crianças. Precisamos de ter mais cuidado com os movimentos, mas as crianças estão atentas ao espectáculo, no geral”, adiantou Aapo Repo.

O teatro Refleksion sempre se dedicou à produção de teatro de animação e de marionetas, não apenas para crianças como para adultos, sendo um trabalho que desenvolve há 25 anos. Um comunicado do CCM refere que as produções desta companhia dinamarquesa “são simples em termos de expressão mas com um grande sentido de pormenor, tanto no que respeita às marionetas como no que respeita ao design dos cenários”. Além disso, a companhia “busca uma universalidade em cada tema, uma vez que os espectáculos abordam com frequência questões da condição humana, focando-se na importância da amizade e na necessidade de enfrentarmos os nossos temores”.

Hoje “O Caminho para Casa” faz-se às 19h30, com repetição amanhã nesse horário e também às 17h. Na sexta-feira o espectáculo sobe ao palco às 15h, 17h e 19h30. Aos sábados e domingos decorre às 11h, 15h e 17h. Cada espectáculo tem a duração de 50 minutos.

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