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As autoridades sanitárias tailandesas indicaram ontem que, embora tenham perdido peso, os jovens resgatados de uma gruta no norte da Tailândia “estão bem de saúde”

Por João Carreira, jornalista da agência Lusa 

 

Para o inspector de saúde pública Thongchai Lertwilairatanapong, as 12 crianças e o treinador “cuidaram bem de si mesmos”, durante os 18 dias em que estiveram presos na gruta. O responsável indicou que o treinador e um dos últimos jovens a serem resgatados contraíram uma “leve infeção pulmonar”. Do primeiro grupo a ser resgatado, no domingo, dois apresentaram os mesmos sintomas, acrescentou.

Na terça-feira à noite, no terceiro dia das operações de resgate na gruta, o salvamento das 12 crianças e do treinador de futebol suscitou imediatas reacções à escala mundial, com vários líderes internacionais a celebrarem o feito. O grupo ficou preso numa gruta durante 18 dias, metade dos quais sem acesso a água potável e a comida.

Entretanto, a vida quotidiana aguarda impaciente o retorno dos jovens à normalidade. Arthittaya Kunadoi, umas das amigas de escola de seis das crianças resgatadas da gruta na Tailândia, disse à Lusa que está ansiosa por lhes “dar um abraço” e “conforto” quando regressarem, recuperados e de boa saúde. Com a ajuda de uma colega que fala inglês, a rapariga de 15 anos explicou que o desfecho feliz de terça-feira a deixou “muito contente e agradecida”, depois de dias de incerteza quanto à sobrevivência dos amigos. Arthittaya Kunadoi é uma das estudantes na Maesaiprasitsart School, que tem 2.827 alunos, e falou como ‘porta-voz’ do grupo de amigos.

Dois deles, “tomaram notas durante as aulas, só para serem entregues a eles quando voltarem”, frisou, corroborando as palavras de um responsável da escola que disse à Lusa estar em preparação um plano de estudos especial para os alunos. “Temos em elaboração um programa especial de recuperação das actividades escolares que ajude esses alunos nos estudos” e “estamos a preparar uma recepção de boas-vindas com a ajuda dos estudantes, dos professores e dos funcionários”, disse Mongkorchai Khochom.

“Estou muito feliz pelo desfecho”, mas foi “difícil gerir o interesse e a ansiedade dos alunos” durante os 18 dias que passaram, desde que os colegas ficaram presos numa gruta em Mae Sai, acrescentou o assistente do director.

Festa de boas-vindas

Os estudantes estão a criar cartões com todo o tipo de mensagens de encorajamento para serem entregues aos amigos que deixaram de aparecer na escola desde 23 de junho e que podem ainda necessitar de tratamento médico mais prolongado, em resultado das extremas condições que viveram no interior do complexo subterrâneo, a quatro quilómetros da entrada da gruta.

“É claro que cheguei a pensar que podia não os ver mais, mas tentei concentrar-me apenas em pensamentos positivos”, sublinhou a estudante, Arthittaya Kunadoi.

Já o assistente do director, Mongkorchai Khochom, afirmou que “sempre acreditou num final feliz”, confiante no facto de serem atletas, “corajosos, pacientes e obedientes” à liderança do treinador da equipa de futebol (Wild Boars).

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