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O costureiro francês Hubert de Givenchy, fundador da casa com o seu próprio nome, morreu no sábado, aos 91 anos, noticiaram ontem os órgãos franceses de comunicação social, citando um comunicado da família. “‘Monsieur De Givenchy’ morreu durante o sono, na noite de sábado, 10 de março de 2018”, informa o comunicado assinado pelos sobrinhos do costureiro. “As cerimónias fúnebres celebrar-se-ão na intimidade mais estrita”, conclui a informação da família.

Nascido em 1927, Hubert Taffin de Givenchy fundou a sua casa de alta-costura aos 25 anos, em 1952, altura em que realizou o primeiro desfile, na capital francesa. Manteve a direcção criativa até 1995, cultivando um estilo desde sempre associado à imagem de actrizes como Audrey Hepburn e Laureen Bacall, Grace Kelly, como actriz e como princesa do Mónaco, ou Jacqueline Kennedy-Onassis.

O vestido negro concebido por Givenchy para Audrey Hepburn, na adaptação ao cinema da novela de Truman Capote “Breakfast at Tiffany’s” (“Boneca de Luxo”), de Blake Edwards, tornou-se num símbolo de elegância e da casa de alta-costura francesa. A imagem de Givenchy encontrou reforço nos figurinos concebidos para cinema, nas décadas de 1950 e 1960, em filmes como “Funny Face/Cinderela em Paris” e “Charade”, de Stanley Donen, “Bom dia, Tristeza”, de Otto Preminger, “O Tesouro de África”, de John Huston, “Sabrina” e “Ariane”, de Billy Wilder, protagonizados por actrizes como Audrey Hepburn, em particular, mas também Jean Seberg e Deborah Kerr.

Ao longo de mais de 40 anos, até ao seu afastamento da actividade, em 1995 – e mesmo depois da venda da casa ao grupo de luxo LVMH, em 1988 – Hubert de Givenchy dirigiu as colecções com o seu nome, construindo “um lugar à parte” na moda, primeiro, e na cosmética, mais tarde, como destaca o grupo. Givenchy tinha “duas qualidades raras”, era “inovador e intemporal”, disse hoje o presidente do grupo LVMH, Bernard Arnault.

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